domingo, 25 de Março de 2012

Via-Sacra para crianças



Comtemplando o caminho da cruz de Jesus Cristo, meditando na sua morte e ressurreição, os cristãos descobrem até onde pode ir o amor de Deus:
até tomar o caminho do sofrimento e da morte, a fim de dar a esperança de viver para sempre, a todos os habitantes da terra.

É por isso que os cristãos param para rezar com Jesus Cristo no caminho onde Ele carregou a sua cruz antes de ressuscitar.





1ª Estação

Jesus é condenado à morte

Como um criminoso conduzido a tribunal,
Jesus é condenado a ser morto.

É acusado de ter falado mal de Deus, Ele que é a Palavra de Deus!
Não é culpado de nada mas acusam-no de inventar novas maneiras de amar a Deus e ao próximo.

O que é que Ele fez exatamente?
Vós já o sabeis!
Disse que vinha salvar os habitantes da terra do mal e do desespero.
O que é que Ele fez exatamente?
Vós já o sabeis.
A todos, sem exceção, mostrou o imenso amor de Deus!


Senhor, estás sempre do lado dos inocentes!







2ª Estação

Jesus carrega com a cruz

A crua é pesada.
Não existe nada de mais pesado que uma cruz:
Não é senão a dor,
Não é senão as lágrimas,
Não é senão o sofrimento.

Jesus vacila.
A cruz esmaga-o.

Ela pesa nos ombros, mas mais ainda no seu coração.

Segura-a curvado, dobrado, vergado.
É um peso.


Senhor, levas connosco o peso das nossas dores.






3ª Estação

Jesus cai pela primeira vez

Jesu cai.
Como poderia Ele permanecer de pé com este peso nos seus ombros e no seu coração?

A cruz é pesada e ela magoa-o.

Mas o que mais o fere é o brilho mau nos olhos daqueles que o veem vacilar.

Como suportar o fardo dos olhares maus semelhantes a murros que atiram por terra e que esmagam?

São olhares sem compaixão.


Senhor, poisa sobre cada um de nós um olhar benevolente!







4ª Estação

Jesus encontra a sua mãe

No caminho da cruz maria encontra o seu filho.
Diz ela:
“È o meu filho muito amado.
Porquê toda esta maldade?”

Não compreende por que todos se põem a apontá-lo com o dedo e a troçar como se estivessem contentes de o ver assim, ferido e humilhado, como se estivessem contentes do que acontecia ao seu filho muito amado.

No caminho do sofrimento, Jesus encontra o rosto amoroso da sua mãe.
Diz Ele:
“Obrigado, minha mãe!”


Senhor, vens ao encontro de todos os abandonados.







5ª Estação

Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a cruz

Na multidão trocista, não há senão mãos que empurram Jesus.

É semelhante a um fardo empurrado que serve para se divertirem.
Ninguém lhe toca para o amparar, como se, ao tocá-lo, tivessem receio de se sujar, como que a dizerem:
“Não tem valor, pode rejeitar-se!”

Obrigam um certo Simão de Cirene, que passava por ali, a levar a cruz de Jesus.

Como permanecer de pé, se não há uma mão amiga e prestável?


Senhor, a cada um de nós estendes a tua mão!






6ª Estação

Uma mulher limpa o rosto de Jesus

O caminho é longo.
O caminho é interminável quando o sofrimento é muito.

Jesus está cansado, nem sequer distingue o chão sobre o qual se arrasta com a cruz que o esmaga.
Jesus tem medo: avança entre muros de furor e para ele é a pior das crueldades.

No rosto e no coração de Jesus não existe senão dor.

Na multidão, uma mulher não pode admitir que um ser humano seja assim torturado.

Com um lenço, limpa o rosto de Jesus: doçura e bondade!


Senhor, cuida de todos aqueles que estão esgotados.






7ª Estação

Jesus cai pela segunda vez

Quando se está muito carregado, o normal é cair.

O madeiro sobre os seus ombros tão rugoso e pesado que dilacera o corpo.

Mas o que o dilacera, até ao coração, é o ódio que se estende à sua volta.

O ódio que jorra do interior das pessoas, é mais cortante que uma arma: é mesmo capaz de trespassar e de matar.

Jesus vacila e cai.
Como suportar todo o peso deste grande ódio que grita tão forte:
“Tu és mau.
Não queremos nada de ti.”


Senhor, tu nos acolhes a cada um no teu amor.






8ª Estação

Jesus consola as mulheres de Jerusalém

Na multidão que está ali para ver Jesus a passar, há mulheres que se põem a chorar.

A cruz, os golpes, as troças, as feridas no corpo, Jesus cheio de dores: é demasiado!
É odioso!

As lágrimas correm-lhes dos olhos e gritam:
“Não é Ele que curou a tantos e falou com tanta bondade?”

Jesus consola-as:
“Não choreis por minha causa.
Chorai antes por causa do mal que as pessoas fazem!”



Senhor, chamas cada um a levantar-se contra o mal!







9ª Estação

Jesus cai pela terceira vez

Jesus cai uma e outra vez.

Está por terra.
Está no pó do chão.
Não se consegue levantar, nem estar de pé como um homem.

Nada de espantar: toda esta violência que o atinge, toda esta maldade que berra, todos estes punhos estendidos para o empurrar.
Quem teria ainda vontade de se levantar?

Ninguém para o compreender e ninguém para contemplar os seus olhos suplicantes.

Como avançar quando toda a gente troça e dá pontapés para o fazer cair?


Senhor, tu acompanhas aqueles que não podem mais!






10ª Estação

Jesus é despido das suas vestes

Chegou ao cimo da colina.
Ao calvário.
Ao lugar das execuções.

Formam um círculo à sua volta como uma matilha.
Como para o cercar e o impedir de se escapar.

Está muito fraco.
Está sem defesa.
Está esgotado.
Está-se sempre assim quando se é rejeitado e quando se sofre pelas ofensas dos outros.

Já lhe tiraram a sua força e dignidade.
Agora tiram-lhe também as suas roupas.
Está completamente despido, como um miserável que nada possui.
Podem tirar-lhe as suas vestes mas o seu amor, ninguém lho pode tirar.


Senhor, dás tudo a todos!






11ª Estação

Jesus é pregado na cruz

Colocaram-no sobre a cruz, bem esticado, estendido, como se o quisessem impedir de se levantar.

Depois crucificaram-no.
As suas mãos já não se podem mover.
As suas mãos que se estendiam para os humildes e os pobres e para todos aqueles que não tinham esperança.

Está crucificado.
Está cravado na cruz.

Aproximai-vos e vede: aquele que está crucificado na cruz é Jesus, é o Filho de Deus.

Os seus braços estão abertos como para dizer:
“Vinde e vede: Estou convosco.
Vinde e tomai: Eu sou o Amor.”


Senhor na cruz, Deus de ternura para o mundo!






12ª Estação

Jesus morre na cruz

Quis anunciar a bondade de Deus.
Quis distribuir a ternura de Deus.
Quis oferecer o perdão de Deus a todos, os que são dignos ou indignos.
A todos e a todas.

Cumpriu a sua missão.
Fê-lo perfeitamente.
Agora grita e morre na cruz.

Aproximai-vos e olhai:
Aquele que foi colhido pela morte como qualquer vivente da terra, é Jesus, é o Filho de Deus.

Entra na morte a fim de nos dizer a todos:
“Comigo, não tenhais medo: Eu sou a Vida!”


Senhor, connosco atravessas a morte!






13ª Estação

Jesus é retirado da cruz

O corpo de Jesus foi despregado.
A cruz está vazia semelhante a uma árvore depois da colheita.
A cruz deu o seu fruto de vida:
Jesus, o Filho de Deus.

Para sempre a cruz é o sinal das maravilhas que Deus realiza para tirar da infelicidade todos os habitantes da terra.

Para sempre a cruz, com os seus madeiros em largura e em altura, é o sinal dos braços estendidos de Cristo, oferecendo o amor de Deus aos habitantes da terra.


Senhor, a todos nos apresentas os sinais da tua presença!






14ª Estação

Jesus é depositado no túmulo

Metem-no na terra.
Está enterrado como qualquer mortal.

É o luto.
Já não se lhe pode tocar.
Já não se lhe pode falar.
Já não se pode escutar.
Já não se pode ver.
Desaparece na terra.

É a tristeza.
Onde estará agora, aquele que se dizia a luz de Deus?
Onde estará agora, aquele que anunciava a Palavra da Vida?

Mas nada acabou.
Jesus é semelhante à semente que desaparece no interior da terra.
Paciência, mais um pouco de tempo e vereis a seara.


Senhor, dás a vitória à vida!






15ª Estação

Jesus ressuscita

É a aurora.
A noite desapareceu.
A luz inundou o céu e a terra.
É o nascer do dia.

O túmulo está vazio.
A pedra foi rolada para o lado.

Deus ressuscitou Jesus.
Deus glorificou Cristo.
Deus ergueu o seu Filho.

A morte está vencida.
Terminou.
Foi derrotada para sempre.

Aproximai-vos e vede:
Jesus Cristo saiu da morte.
Ele vive!

Como canta, a sua Palavra de alegria.
Como brilha, a Luz de Deus!

ALELUIA!


Senhor, levas as nossas cruzes até à vida!

Sem comentários:

Enviar um comentário