domingo, 10 de novembro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
O Beijo
O imperador José II de Áustria costumava servir-se dos presos para serviços públicos.
Uma manhã, alguns desses presos varriam uma praça de Viena.
Um conselheiro de Estado, favorito do imperador, viu que um jovem estudante, muito bem vestido, aproximou-se de um dos presos e beijou-o.
O conselheiro mandou-o chamar e disse-lhe:
- Não é correto beijar publicamente os presos. Espero que não volte a acontecer.
O jovem estudante comoveu-se ao ponto de derramar algumas lágrimas.
Depois respondeu:
- Mas, excelência, esse homem é o meu pai!
Esta prova de amor filial impressionou tanto o conselheiro, que a foi contar ao imperador.
Este ficou também agradavelmente impressionado com a atitude desse jovem e ordenou ao conselheiro:
- Mandem chamar o pai desse jovem à minha presença.
O pai, acompanhado pelo conselheiro, foi levado à presença do rei.
Este perguntou:
- Aquele jovem que o beijou é realmente seu filho?
- É, sim.
- Vejo que educou muito bem seu filho, pois este não sentiu vergonha de lhe demonstrar o seu amor na praça pública.
Quem educa assim um filho, não pode ser um delinquente.
O rei, voltando-se para o conselheiro, disse-lhe:
- Ordeno que este homem seja posto em liberdade.
Felizes os pais que sabem educar os filhos à gratidão.
Esta é a mais bela flor do jardim de todas as famílias.
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Contos Educativos
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
Correr Riscos
Rir é correr o risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor os sentimentos é correr o risco de mostrar o verdadeiro eu.
Defender sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos.
Porque o maior risco é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Podem até evitar sofrimento e desilusões, mas não conseguem nada, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentados pelas suas atitudes, ficam escravas de si mesmas e privam-se da sua liberdade.
Somente a pessoa que correr riscos é livre.
«Arrisca!
Toda a vida é um risco.
O homem que vai mais longe é geralmente aquele que está disposto a fazer e a arriscar.
O barco da ‘segurança’ nunca vai muito além da margem».
domingo, 5 de maio de 2013
Homenagem às Mães
Quando Deus criou a mãe, já estava nas horas extras do seu sexto dia de trabalho.
Um anjo apareceu e disse-lhe:
- Senhor, porque gastas tanto tempo com esta obra?
Deus: - Leste a folha de instruções que elaborei para ela?
Precisa de ser completamente lavável, mas não ser de plástico;
Ser capaz de funcionar com toda a energia, mesmo que esteja em jejum;
Ter um colo que acomode quatro crianças ao mesmo tempo;
Ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração ferido, e fazer isso tudo com apenas duas mãos.
Anjo: - Com apenas duas mãos?
Impossível!
E este é o modelo padrão?
É muito trabalho para ela!
Deus: - Ela também vê os filhos através das paredes, vê as suas necessidades sem que eles precisem dizer algo, cura-se sozinha quando está doente, alimenta uma família com qualquer coisa e consegue trabalhar vinte e quatro horas por dia.
Anjo: - Mas ela parece tão frágil, Senhor!
Deus: - Ela é frágil por fora, mas muito forte por dentro.
Não fazes ideia do que ela pode suportar e conseguir.
Anjo: - Ela é capaz de pensar?
Deus: - Não só de pensar, mas também de raciocinar e negociar.
Anjo: - Senhor, parece que este modelo tem uma fragilidade…
Deus: - Isso não é uma fragilidade… É uma lágrima.
Anjo: - E para que serve uma lágrima?
Deus: - As lágrimas são a sua maneira de expressar alegria, tristeza, desengano, o seu amor, a sua solidão, o seu sofrimento e o seu orgulho.
Anjo: - És um génio, Senhor. Pensaste em tudo.
A mãe é verdadeiramente maravilhosa!
Deus: - Sim, ela é maravilhosa!
A mãe tem forças que maravilham os homens.
Elas cantam quando gostariam de gritar.
Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas.
Lutam pelo que acreditam.
Enfrentam a injustiça.
Não aceitam um «não» como resposta quando acham que existe uma solução melhor.
Privam-se para que a família tenha algo.
Acompanham ao médico quem tem medo de ir sozinho.
Amam incondicionalmente.
Choram quando os filhos triunfam e alegram-se quando os amigos vencem.
Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido.
São feitas de todas as cores, medidas e formas.
Transmitem luz, alegria, esperança, compaixão e ideias.
O coração das mães é maravilhoso!
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Maria, Mãe do Silêncio
és imensidão de calma e serenidade,
és amada pelo teu rosto luminoso,
pelo teu olhar sereno e cheio de ternura,
pela profundidade das tuas palavras silenciosas,
pela tua plenitude interior,
pela tua disponibilidade incondicional.
És a senhora do invisível,
do essencial,
da transparência…
Pedimos-te que rompas as nossas amaras,
que recolhas os nossos sentidos,
que silencies os nossos ruídos…
Suplicamos-te
que nos ensines a sermos como teu Filho,
que, no nosso dia-a-dia,
nos abras à profundidade das coisas que não se vêem,
que nos ilumines com a luz transparente do essencial,
que engrandeças o nosso coração… com amor e verdade,
que nos contagies com a tua disponibilidade
perante as surpresas de Deus…
Mãe do silêncio,
ensina-nos a calar,
ensina-nos a contemplar.
Amém.
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