segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Santa Maria, Mãe de Deus
Celebramos no primeiro dia do ano de modo especial a solenidade de Santa Maria, mãe de Jesus.
Ela que, ao escutar os pastores a falarem com alegria do que viram no presépio, fixava tudo o que eles diziam.
Tudo guardava no seu coração.
E com José deu ao Menino o nome de Jesus.
Também este primeiro dia do ano é, desde o tempo de Paulo VI, o Dia Mundial da Paz.
Pensemos ao longo deste dia neste dom e tarefa que é a paz.
Para entendermos melhor apresento três formas ou tipos de paz.
1- Letra P
Paz de consciência
É a paz que sentimos quando temos a consciência sem nada a perturbá-la.
É a paz que sentimos quando vivemos tranquilos, serenos, sorridentes.
É a paz que sentimos quando nos deitamos cada dia sem remorsos.
Ter a consciência em paz.
Podemos dizer que começamos o novo ano com a consciência em paz?
2- Letra A
Paz na família e com os mais próximos
É a paz que se respira nas famílias onde pais e filhos são pacíficos.
É a paz que se respira quando as pessoas se compreendem, se amam e se perdoam.
É a paz que se respira quando todos se empenham em construir a paz.
Ambientes serenos, calmos e pacíficos.
Podemos dizer que começamos o novo ano em paz com todos?
3- Letra Z
Paz no universo
É a paz que os governantes dos povos deviam construir sem demora.
É a paz sonhada todos os dias por povos a sofrerem os horrores das guerras.
É a paz que faz correr tantas pessoas com fome e sede de justiça e de solidariedade.
Um universo onde acabem todas as guerras.
Podemos dizer que começamos um novo ano empenhados pela paz no mundo?
Com a força do Espírito Santo, estas três formas de paz são possíveis.
Shalom! Paz! Felicidade!
Sejamos construtores de paz em cada um de nós, nas famílias e no universo, e seremos chamados filhos de Deus.
Por intercessão de Maria, Rainha da Paz, dai-nos Senhor a paz.
Maria, Mãe de Jesus, dai-nos a paz.
Oração
Pai,
peço-vos a paz, que é tão necessária como a água e como o fogo, como a terra e como o ar.
A paz, que é o perdão que nos liberta do ódio e da ira, da inveja e do sangue derramado.
A paz, que é liberdade, vida sempre aberta em casa e no trabalho, na escola e na rua.
A paz, que é pão amassado dia a dia, e que se parte na mesa com fome e alegria.
A paz, que é a flor do vosso Reino que esperamos e que tornamos mais belo e mais próximo cada dia.
Sim, peço-te a paz que nos damos uns aos outros porque Vós sois o nosso Pai e nós somos irmãos.
Ámen.
Etiquetas:
Paz
sábado, 29 de dezembro de 2012
Mensagem de Jesus a todas as famílias
Escutai pais e filhos, a mensagem que nos envia Jesus neste dia.
Escrevo-vos apenas para vos pedir uma coisa: que vos ameis.
Não vos peço que me ameis a mim. Apenas que vos ameis a vós.
Que multipliqueis os encontros, as ternuras, os abraços e os beijos.
Que ponhais em comum as vossas alegrias, tristezas e esperanças.
Que dialogueis, que vos entendais, que vos queirais muito.
Que vos sirvais, que laveis os pés uns aos outros, que vos ajudeis.
Que cureis mutuamente as feridas, que vos perdoeis generosamente.
Que ofereçais uns aos outros coisas, gestos, como sinal de amizade.
Escrevo-vos apenas para vos pedir uma coisa: que vos ameis.
Mas com uma condição que deveis ter sempre em conta.
Que o amor vivido nas vossas famílias seja como o meu: Amar até dar a própria vida.
Será amor verdadeiro.
Felicidades, pais e filhos, neste dia de festa e sede perfeitos no amor.
Jesus
Sagrada Família (anoC)
Ele tinha doze anos e, com essa idade, era considerado adulto.
Tinha a obrigação de ir a Jerusalém para as grandes festas.
E aconteceu que ele se perdeu dos pais.
Estes procuraram-no durante três dias e, no fim, encontraram-no no Templo. Sentado no meio dos doutores da lei, escutava-os e fazia perguntas.
É evidente que os pais, preocupados, ao verem-no, o repreenderam. Que lhe disseram? (…)
«Filho, por que procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura».
Acontece então uma coisa muito importante, porque é a primeira vez nos Evangelhos que aparece Jesus a falar.
E que diz ele? (…)
«Por que razão me procuráveis? Não sabíeis que eu tenho de estar na Casa de meu Pai?».
Jesus preocupado em fazer a vontade de Deus, pois para isso é que ele tinha nascido e vindo ao mundo.
Não veio para ser carpinteiro como José. Veio para cumprir uma missão muito especial de seu Pai.
Também S. Paulo nos recorda para hoje um pouco o que é uma família, e como Deus a sonhou.
S. Paulo apresenta-nos três coisas:
1- A roupa do cristão
Pais e filhos devem ter um vestuário com sete peças:
misericórdia, bondade, humildade, mansidão, paciência, compreensão, perdão.
E todo isto cingido com um laço ou um cinto, que é a caridade.
-Será que na nossa família nos vestimos assim?
2- A oração
Pais e filhos, alimentem-se da Palavra de Deus com abundância.
E com salmos e hinos cantem de todo o coração a Deus.
A oração em família faz desta uma «Igreja doméstica», uma comunidade onde está presente o Senhor Jesus.
-Será que na nossa família existe oração?
3- O amor
Pais e filhos devem considerar que o fundamental é que o amor circule de pais para filhos, de filhos para pais, de esposos entre si.
Será o amor a fazer de cada família um pequeno pedaço de paraíso, onde todos se sentem bem e felizes.
-Será que na nossa família cresce o amor?
Recordai-vos todos, pais e filhos, que é na Eucaristia que encontramos a fortaleza necessária para fazer a vontade de Deus e com Ele vivermos felizes.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Natal (ano C)
Anuncio-vos uma alegre notícia, que é para vós e para toda a humanidade inteira.
Escutai-a com um coração inundado de alegria.
Tinham passado milhares e milhares de anos, desde que, no princípio, Deus criou o céu e a terra e fez o homem à sua imagem e semelhança.
E milhares de anos, desde que cessou o dilúvio e resplandeceu o arco-íris, sinal de aliança e de paz.
No ano de 752 da fundação de Roma, no ano 42 do império de Octávio Augusto, enquanto em toda a terra reinava a paz, há cerca de 2012 anos segundo a era cristã, em Belém, cidade humilde de Israel, ocupada então pelos romanos, num presépio, porque não havia outro lugar, de Maria Virgem, desposada com José, este da casa e da família do rei David, nasceu Jesus. Filho único de Deus e homem verdadeiro.
Este Menino, chamado Messias ou Cristo, é o Salvador por quem todos esperavam.
Ele é verdadeiramente Deus connosco.
César Augusto, imperador romano, mandou que se fizesse um recenseamento: contar quantos cidadãos havia no império romano.
Maria e José, como cidadãos que eram, puseram-se a caminho em direção a Belém, terra dos antepassados de José.
-Jesus ao nascer durante um recenseamento, mostra que é um cidadão deste mundo, como nós o somos.
-Natal é sentir esta proximidade de Jesus. Deus na nossa história.
Ao chegarem, viram que não havia para Maria um lugar apropriado para dar á luz a criança que estava prestes a nascer.
Diz a tradição que tiveram de ir para um curral de animais.
O menino nasceu assim na pobreza.
Veio para os que eram seus e os seus não o quiseram receber.
-Jesus certamente que hoje bate á porta da hospedaria, que é o nosso coração, para que o recebamos com alegria.
-Natal é abrir as portas do nosso coração a Jesus, porque ele vem como amigo.
Maria pegou no Menino recém-nascido, envolveu-o em panos e recostou-o numa manjedoira.
Diz-se que rodeado por dois animais: um burro e um boi.
O Filho único de Deus que tem como trono uma manjedoira.
-Jesus quis ser igual, no seu nascimento, a todas as crianças, particularmente àquelas que sofrem por causa da miséria.
-Natal é ter presente todas as crianças do mundo e dar-lhes felicidade.
Os anjos apareceram aos pastores e anunciaram-lhes uma boa notícia, que será grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje o Salvador.
E eles deslocaram-se até junto de Jesus e contavam a todos a boa noticia.
-Jesus quis ser visitado, em primeiro lugar pelos últimos da sociedade.
Os pastores eram considerados como gente sem valor.
-Natal é tempo de estarmos atentos aos últimos da sociedade, aos pobres e humildes.
São os preferidos de Jesus.
Se, de facto, os habitantes de Jerusalém não se derem conta da importância desse nascimento, toda a corte celestial, todos os anjos do céu se uniram num concerto musical a cantar: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que ele ama».
-Jesus tinha sido anunciado pelos profetas como o Príncipe da Paz e da Alegria.
-Natal é tempo de saborearmos mais o dom da paz e de nos alegrarmos.
Deus quis habitar no meio de nós, fazer-se um de nós, e fê-lo por meio de Maria.
Tudo isto é mais do que suficiente para repetirmos: Feliz Natal!
Que nos felicitemos e nos encorajemos a ser mensageiros do Evangelho.
Deus foi grande para connosco.
Deus apostou na humanidade.
Dar-lhe-emos glória, se vivermos em liberdade, amizade e santidade.
Levemos para as nossas vidas o desafio comovedor e humano do nosso Natal.
Paz para todos!
Deus ama-nos!
FELIZ NATAL A TODOS!
Etiquetas:
Natal
sábado, 22 de dezembro de 2012
Quarto Domindo do Advento (ano C)
«Bendita és tu entre as mulheres»
Uma vez, maria de Nazaré, que iria ser a mãe de Jesus saiu de sua casa e pôs-se a caminho durante vários dias, para chegar até casa da sua prima Isabel.
Era uma senhora casada com Zacarias, e que estava grávida de seis meses. Iria ser, em breve, mãe de João Baptista, o escolhido para preparar a vinda de Jesus.
Maria, quando chegou a casa de Isabel, saudou-a. Não sabemos com que palavras, mas certamente com muito afeto.
E nesse momento tão feliz do encontro, estavam as duas futuras mães muito felizes. E até a criança que estava no seio de Isabel saltou de alegria no seu ventre.
Como resposta à saudação de Maria, Isabel respondeu em voz alta: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus. Feliz de ti, porque acreditaste».
S. Lucas, o evangelista que mais escreveu acerca de Maria, também a saudou como fez Isabel.
No seu Evangelho chama-lhe bem-aventurada quatro vezes.
O primeiro elogio foi na Anunciação.
O anjo Gabriel saudou-a, dizendo-lhe: «Ave, ó cheia de graça, o Senhor está contigo».
Bendita és, Maria.
O segundo elogio aconteceu em casa de Isabel.
Esta cena proclama: «Bendita és tu entre as mulheres. Bem-aventurada porque acreditaste em Deus».
Bendita és, Maria.
O terceiro elogio foi pronunciado por uma mulher do povo, no meio da multidão:
«Ditoso o ventre que te gerou e os peitos que te amamentaram».
Bendita és, Maria.
O quarto elogio foi proclamado por Jesus.
Estava ele a pregar e disseram-lhe que a sua mãe se encontrava lá fora. E Jesus, pensando em Maria, disse: «Ditosos os que escutam a palavra de Deus e a põem em prática».
Bendita és, Maria.
Maria é bendita ou bem-aventurada, porque acreditou com muita fé.
Como ela, acreditemos enquanto aguardamos a vinda do seu Filho Jesus.
Oração
Senhor nosso Deus, Pai, Filho e Espirito Santo, nós acreditamos que tudo fazes para vir até junto de nós e nos oferecer a vida e a salvação.
Nós sabemos que podemos confiar em Ti e na Palavra que nos diriges.
Como Maria, queremos viver a vida com beleza e alegria verdadeiras.
Ensina-nos a estar atentos á Tua Palavra.
Ámen
Compromisso para durante a semana
O Natal está mesmo a chegar.
É normal que andemos atarefados com muitas coisas como, por exemplo, a compra de presentes.
Convido-vos a uma coisa: Não vos deixeis distrair por tudo isso, esquecendo o que é mais importante no Natal.
O mais importante é Jesus.
Jesus é o grande presente que Deus nos dá. Com ele, o Natal será mesmo muito feliz.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
A melhor prenda de Natal.
No ano de 1994 dois jovens amigos responderam a um convite do Departamento de Educação da Rússia para ensinar Educação Moral nas escolas públicas. Foram convidados a ensinar nas prisões, quartéis de bombeiros e também num grande orfanato, onde havia perto de cem meninos que tinham sido abandonados, maltratados e deixados ao cuidado do governo.
Aproximava-se o Natal.
Os dois amigos contaram como Maria e José chegaram a Belém, como não encontraram nenhum sítio que os acolhesse e como se foram recolher num estábulo, onde nasceu o menino Jesus, que foi depois posto numa manjedoura.
Enquanto contavam a história, os meninos e os funcionários do orfanato escutavam muito atentos. Quando terminaram a história os dois amigos deram a cada menino três pedaços de cartolina para construírem um presépio, segundo as instruções que iam dando.
Os meninos construíram a casinha do presépio com muito cuidado e, com alguma roupa já usada e muito talento, lá fizeram as imagens.
Os orfãozinhos estavam ocupados na construção do presépio enquanto um dos amigos ia caminhando pelo meio da sala para ver se alguém precisava de ajuda.
Parecia que estava tudo bem até que chegou a uma mesa onde estava sentado o pequeno João. Devia ter uns seis anitos e já tinha terminado o seu projeto.
Quando olhou para o presépio desse menino, o jovem ficou surpreendido porque em vez de um menino Jesus, havia dois.
Perguntou-lhe porque é que havia dois bebés no presépio ao que o menino, cruzando os braços e olhando para o seu presépio já terminado, começou a repetir a história muito seriamente.
Para um menino tão pequenino que só tinha escutado a história do Natal uma vez, contou a história com exatidão… até chegar à parte onde Maria coloca o Menino Jesus na manjedoura.
Então o João começou a acrescentar.
Inventou o seu próprio fim da história: «E quando Maria colocou o bebé na manjedoura, Jesus olhou para mim e perguntou-me se eu tinha um lugar para ir.
Eu disse-lhe: não tenho mãe nem tenho pai, por isso não tenho com quem ficar.
Então Jesus disse que eu podia ficar com ele. Mas eu disse-lhe que não podia porque não tinha um presente para oferecer como tinham feito as outras pessoas que o tinham vindo visitar.
Mas tinha tanta vontade de ficar com Jesus que comecei a pensar no presente que lhe podia dar. Pensei que se o conseguisse manter quente naquela noite tão fria seria um bom presente.
Perguntei a Jesus: se eu te mantiver quente durante esta noite tão fria, isso seria um bom presente?
E Jesus disse-me: ‘Esse era o melhor presente que me podiam dar’. Por isso eu também me meti na casinha do presépio e Jesus olhou para mim e disse-me que podia ficar com Ele… para sempre».
Quando o pequeno João estava a terminar a história inclinou-se em cima da mesa e começou a chorar e a soluçar. O pequeno órfão tinha encontrado alguém que nunca o abandonaria, que estaria sempre com ele. Para sempre.
O jovem ficou a pensar no presépio do João e comentou com o amigo: «Acredito que Jesus o convidou mesmo a estar com Ele para sempre».
Jesus faz esse convite a todas as pessoas, mas para O escutar é preciso ter um coração de criança.
Etiquetas:
Pequenas Histórias
Subscrever:
Mensagens (Atom)










