sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Terceiro Domingo do Advento (ano C)


«Alegrai-vos no Senhor»

O terceiro domingo do Advento é particularmente jubiloso e alegre na sua mensagem.
Não se trata de uma alegria qualquer, mas de uma alegria religiosa, comedida, comunitária: “Alegrai-vos”, porque “o Senhor está próximo”.

Esta alegria é um dos testemunhos mais convincentes que os cristãos podem dar.
Geralmente, a amargura, a depressão e o desengano abundam mais do que a alegria serena e contagiante.
Esta é um dom do Espírito Santo, mas só está ao alcance de quem cultiva a vivência de Deus e a espiritualidade evangélica.

O Evangelho põe de relevo que João Baptista tinha uma personalidade impressionante.
Para Jesus, ninguém nascido de mulher foi maior que João Baptista. Como profeta, impressionava fortemente a gente que o ouvia.
De facto, ele não andava pelas ramas; os seus princípios eram claros e as suas mensagens muito concretas e objetivas:
“Não useis de violência com ninguém”;
“Quem tem duas túnicas reparta com aquele que não tem nenhuma”.
João propunha uma conversão pessoal para que depois se reproduzisse na comunidade.

O Evangelho testemunha que a aproximação a João Baptista despertava sinceridade e interrogações.
Perguntavam-lhe: “ Que havemos de fazer?”
E ele recomendava honradez, justiça e solidariedade, porque o amor é a melhor onda para estarmos ligados a Deus, e a conversão só é autêntica se se manifestar com sinais e gestos de justiça e de solidariedade.
Se fizermos nossas as perguntas que as gentes faziam a João, prepararemos o Natal como deve ser.

O precursor de Jesus chegava até à gente.
A sua mensagem tinha verdadeira autoridade.
À volta da sua pessoa, bem depressa se formou um movimento religioso. Mas João encarregou-se de o canalizar para Jesus, porque – dizia- “Ele é mais forte do que eu”, “Eu não sou digno de Lhe desatar as correias das sandálias”.
João batizava com água; Jesus batizava no Espírito Santo e em fogo.



Oração
Espírito Santo, fogo de Deus, nós acreditamos que Tu nos acompanhas, nos proteges e consolas, que és fonte de segurança, de beleza e de alegria.
Pelo Batismo, recebemos a Tua presença em nós.
Aumenta a nossa fé, e ajuda-nos a viver a celebração da nossa amizade na Eucaristia.
Ámen.


Compromisso para durante a semana
Celebramos a alegria cristã, mas ficaram no ar as perguntas do Evangelho: E nós, que havemos de fazer para que haja mais alegria?
O que é que temos de fazer para vivermos com mais energia o Evangelho e para que na sociedade aconteça mais o Reino de Deus?
Hoje, como ontem, os cristãos têm ainda pela frente muito a fazer, tanto no plano individual como no social.
Preparemos o Natal com espirito evangélico.
Rezemos ao longo da semana, para que consigamos captar e transmitir tudo o que de belo e salvífico existe na vinda de Deus à nossa terra.



 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Melknassar, o quarto rei mago

Quando Jesus nasceu em Belém, apareceu no Oriente no céu uma estrela brilhante.

Os magos disseram entre si:
- Sigamos a estrela, que ela irá indicar-nos onde se encontra o Salvador do mundo.

Eram três reis e chamavam-se Gaspar, Belchior e Baltazar.

Ao chegarem à casa onde se encontrava o Menino, adoraram-no e ofereceram-lhe os seus presentes: Ouro, Incenso e Mirra.

Mas houve um quarto rei chamado Melknassar, que se atrasou e teve de fazer a viagem sozinho.

Ao fim do primeiro dia de viagem, chegou junto a uma cabana.
Sobre ela parou a estrela.
Entrou e lá dentro jazia um velhinho doente e a chamar por socorro.
O quarto rei não o abandonou.
Fez-lhe os curativos e alimentou-o.
Ficou ali até ele curar.

Depois, partiu de novo, seguindo a estrela.

No outro dia encontrou um homem faminto.
Cheio de compaixão, repartiu com ele os seus alimentos.

Mais adiante, ouviu prolongados gemidos.
Era um idoso a tremer de frio.
Com ele repartiu a sua roupa.

O quarto rei continuou o seu caminho, socorrendo os infelizes que encontrava.
Para isso, até já tinha vendido a sua coroa de ouro.

Um dia, encontrou uma família muito triste.
O pai estava para partir à procura do Messias de quem ouvira falar e se encontrava na Judeia, para lhe pedir ajuda.
Mas o quarto rei disse-lhe:
- Eu vou no teu lugar!
O camelo entretanto morrera de cansaço.
O rei partiu a pé a caminho de Jerusalém.
Ao chegar à cidade, sentiu um ambiente muito triste.
Perguntou onde se encontrava o Messias e disseram-lhe:
- Foi morto há três dias. Crucificaram-no no Calvário.
O quarto rei foi ao Calvário e lá estava cruzes vazias.
Lamentou-se dizendo:
«Há mais de trinta anos à procura do Messias, e não o pude ver vivo!»
De repente, viu um jovem vestido de branco que lhe disse:
- Por que te lamentas?
O quarto rei explicou a sua história a esse jovem radiante de luz.
Este disse-lhe:
- Não te lamentes. Tu já o encontraste mais de uma vez no teu caminho.
O quarto rei perguntou-lhe:
- Mas quem és tu?
Ele respondeu:
- Eu sou Jesus vivo. Passei da morte para a vida sem fim. E tudo o que fizeste aos pobres e infelizes, a mim o fizeste!

Jesus mostra-se de mil maneiras: como doente, abandonado, faminto, triste, como luz, como verdade, como caminho… para experimentarmos o que vale, só faz falta verdadeira ânsia de O encontrar e boa vontade.
Devemos ser sinal do Evangelho e símbolos do encontro com Jesus Cristo.


Segundo Domingo do Advento (ano C)

 
"Preparai o caminho do Senhor"
 
A voz dos profetas, incitando à esperança e à conversão, e lembrando como se devem preparar os caminhos do Senhor, tem um único objetivo: que todos possam ver a salvação de Deus.
Não será possível desfrutar e, muito menos, deixar-se contagiar pela salvação, se tivermos um coração distorcido, umas relações ásperas ou uma maneira de ser que não é sincera e simples.

O que a mensagem de hoje nos propõe é que abramos caminhos para que a salvação corra com fluidez.
Isso só será possível se endireitamos aquilo que está torto, se eliminarmos asperezas, se retificamos certos equívocos… Com uma linguagem figurada, a Palavra de Deus pede-nos que arrasemos terrenos, que terraplenemos campos, quer dizer, pede-nos que melhoremos a mentalidade e eliminemos os obstáculos que impedem a irrupção do Reino de Deus.

A conversão avança quando os verdadeiros valores invadem a nossa sensibilidade.
Todos temos capacidade para apreciar os valores essenciais da vida, principalmente se tivermos uma consciência reta e nos deixarmos questionar pelo Evangelho.
Ao contrário, se nos desleixarmos e não nos pedirmos contas, perde-se a consciência e não se afina a captação dos valores humanos e evangélicos.

Hoje, João Baptista salta para o primeiro plano do Advento com uma mensagem clara e direta.
Pregava “um batismo de conversão para o perdão dos pecados”.
Chegou mesmo a arriscar a vida nesta missão de profeta.
A sua palavra quente, apaixonada e feita testemunho foi o complemento dos sinais que realizava.

O Advento é uma chamada a levantar o moral, a reforçar a espiritualidade, a direcionar o comportamento, a crescer no entusiasmo evangélico e, socialmente, a eliminar desigualdades injustas e a clarificar os direitos e as responsabilidades humanas. Se assim fizermos, muitos dos nossos vizinhos poderão “ver” a salvação de Deus.


Oração
Senhor Jesus, nós acreditamos que és o Filho de Deus que veio ao mundo para nos dar a conhecer o grande amor que o Pai nos tem.
Aumenta a nossa fé, e ajuda-nos a viver a alegria de Te encontrar na oração.
Ámen.


Compromisso para durante a semana
Todos os acontecimentos importantes carecem de preparação.
No Advento, nós, os cristãos, recordamos que a vinda de Jesus nos pede uma verdadeira transformação interior.
É nisto que consiste o “preparar o caminho” ou o “endireitar as veredas”.
Embora Deus no acompanhe continuamente, no Advento e no Natal há um chamamento peculiar a acolher as iniciativas e os gestos de salvação.
Que cada um de nós medite nisto e o ponha em prática ao longo da semana.
Os compromissos e os trabalhos do dia a dia estão à nossa espera.

                                                                                                                
 
 
 
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

Uma vez uma criança chamada João Bosco teve um sonho.
Viu uma mulher muito bonita, vestida de branco.
Joãozinho perguntou-lhe:
- Quem és tu?
Ela respondeu:
- Eu sou aquela que a tua mãe te ensinou a saudar três vezes ao dia.

Ainda hoje é costume os cristãos saudarem Nossa Senhora três vezes ao dia, recitando a Ave Maria.

O anjo do Senhor anunciou a Maria.
E ela concebeu pelo poder do Espírito Santo.

O anjo do Senhor. Quem era este anjo da Anunciação?
Era o anjo Gabriel.

Gabriel aproxima-se da menina Maria, jovem de uns 16 anos, e começou por saudá-la:
«Ave, cheia de graça. O Senhor está contigo!»
Uma linda saudação pois diz duas coisas muito bonitas: diz que Maria é imaculada, sem pecado e que Deus está com ela.

Cada um de nós é convidado a ser como o Gabriel, isto é, saudar as pessoas e levar-lhes a notícia de que Deus está com elas e as ama muito.


Eis aqui a escrava do Senhor.
Faça-se em mim segundo a tua Palavra.

Maria é convidada para ser a mãe de Jesus. Ela é livre de dizer sim ou não. Está toda a gente a ver qual a resposta que Maria iria dar ao anjo Gabriel.

E eis que Maria, depois de fazer perguntas e de ter pensado no seu coração, respondeu alegremente:
«Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra.
E houve festa no céu.

Cada um de nós é convidado a ser como Maria. Ela nunca teve pecado e foi sempre muito amiga de Deus.
Lia nas Escrituras que Deus fez com um povo uma aliança de amor. E também ela queria ser fiel a essa aliança, amando-o de todo coração.


E o Verbo Divino incarnou.
E habitou entre nós.

Quem é esse Verbo Divino?
É Jesus Cristo.

Ele, graças ao sim de Maria, habitou entre nós como quem monta uma tenda no nosso acampamento. Como quem faz a sua morada no meio de nós. Como quem sente alegria em estar connosco. Jesus Cristo fez-se um de nós, para nos levar à felicidade.



Oração

Maria Imaculada, dá-nos:
Um pouco da tua força na minha fraqueza,
Um pouco da tua coragem no meu desalento,
Um pouco da tua luz para a minha escuridão,
Um pouco da tua chama para o meu gelo,
Um pouco da tua luz para a minha noite,
Um pouco da tua alegria para a minha tristeza,
Um pouco da tua sabedoria para a minha ignorância,
Um pouco do teu amor para o meu egoísmo,
Um pouco do teu carinho para a minha indiferença,
Um pouco da tua esperança para os meus desesperos,
Um pouco do teu amor a Deus para a minha pouca fé,
Um pouco da tua felicidade para a minha sede de vida.

Mãe Imaculada, tudo isto te pedimos, porque te encontras no meio de nós e nos escutas com amor de mãe.
Ámen.


 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Primeiro Domingo do Advento (ano C)


                                                   «Vigiai e Orai em todo o tempo»

É com este convite que iniciamos um novo Ano Litúrgico e um novo tempo - o tempo do Advento.

O Advento, como período que antecede o Natal, reduz-se a quatro semanas.
 Mas, o verdadeiro Advento não tem limites.
É tarefa de todo o ano e de cada dia.
É um desejo, uma atitude da alma.
O Advento é um dinamismo de vigilância e de espera em que sobressai a esperança, um valor de grande estímulo face a tanta rotina, desalento, cansaço e vistas curtas.
Todos precisamos urgentemente da esperança. Sem ela, não se pode sobreviver. Ela renova sempre, revitaliza, alimenta a ilusão e o compromisso.
É essa esperança que animou a tantas gerações de crentes aquela que nos desafia a nós em cada Advento.
Há quem veja no Advento um ótimo antídoto contra todas as formas de desmotivação, de pessimismo e de frustração, e proponha:

- Contra a velhice de espirito, a juventude do Advento.
- Contra o desalento crónico, a esperança do Advento.
- Contra o pessimismo generalizado, a ilusão do Advento.
- Contra a tristeza doentia, a alegria do Advento.
- Contra o cansaço agudo, o espirito do Advento.
- Contra a rotina inconsciente, a vigilância do Advento.
- Contra a incapacidade radical, a oração do Advento.

Jesus é a maior hipótese de esperança para que a humanidade inteira e cada um de nós possamos avançar.
É Ele que, diariamente, e de múltiplas maneiras e através de diferentes símbolos, como a sua Palavra, a comunidade, os sacramentos, os pobres, certos acontecimentos, a cruz de cada dia, Se aproxima de nós… que nos encontra de rastos pela rua, pelos caminhos… O Evangelho exprimiu-o com vigor: “Erguei-vos, levantai a cabeça, aproxima-se a vossa libertação!”

Este Advento convida-nos a caminhar pela vida de cabeça erguida e com a consciência tranquilha, ou seja, com dignidade.
Para isso, é imprescindível estar acordados, vigilantes e de boa saúde moral, porque com o espirito embotado não se vai a nenhum lado.
Por isso:

- Quando nos enchermos de projetos, é Advento.
- Quando acreditamos na utopia, é Advento.
- Quando temos fome e sede de justiça, é Advento.
- Quando trabalhamos pela paz, é Advento.
- Quando pedimos que venha a nós o Reino de Deus, é Advento.
- Quando esperamos um novo céu e uma nova terra, é Advento.
- Quando sofremos com paciência, é Advento.
- Quando semeamos o Evangelho, é Advento.
- Quando oramos para fortalecer o compromisso, é Advento.
- Quando dizemos: “Vinde, Senhor Jesus”, é Advento.


Oração

Deus Pai, nós acreditamos que Tu nos criaste por amor e nos chamas a amar.
Queremos responder com amor ao amor que tens por nós.
Aumenta a nossa fé, e ajuda-nos a preparar o nosso coração para Te acolher, vivendo o mandamento do amor.
Ámen

Compromisso para durante a semana

O Advento é tempo de conversão e de esperança.
Provavelmente, haverá zonas da nossa personalidade dominadas pela materialidade e, portanto, fechadas a Deus.
Para esta semana devemos REZAR e pedir na nossa oração “Vinde Senhor Jesus”, pois ainda precisamos de aprender a maneira de agradar a Deus com toda a nossa vida.



domingo, 4 de novembro de 2012

Os Olhos

 
 
Esta é a história de uma jovem cega que se odiava a si mesma, e a todo mundo, por ser cega.
Odiava a todos, menos ao seu namorado que a amava muito.
Um dia, conseguiu um par de olhos sãos, operaram-na e pôde ver.
Quando o conseguiu, o namorado perguntou-lhe se ela se casaria com ele, ao que ela respondeu que não, porque reparou que ele era cego.
O namorado, triste, compreendeu-a e despediu-se da sua vida.
Na sua partida deixou-lhe esta nota:
«Somente te peço que cuides muito bem dos meus olhos pois ofereci-tos e agora são os teus.
Amo-te».

Hoje, antes de dizeres algo destrutivo, pensa nos que não podem falar;

Antes de te queixares do sabor da tua comida, pensa naqueles que não têm de comer;

Antes de te queixares do teu marido ou da tua esposa, pensa naqueles corações solitários e tristes que esperam uma companhia;

Antes de te queixares dos teus filhos, pensa em quem não os tem e os deseja;

Quando estiveres cansado e resmungares pelo trabalho, pensa nos milhões que estão desempregados e queriam o teu;

Antes de apontares com o dedo, e começares a julgar, recorda que todos cometemos erros, e continuaremos a fazê-lo.

E quando o cansaço e as trevas te quiserem dominar e encher-te de pensamentos negativos e destruidores, SORRI!

SORRI e dá graças a DEUS, porque estás vivo e ainda andas por aqui.

Esta vida não é eterna para ninguém.

É uma graça, uma aventura, uma celebração, uma bela viagem.