sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A vida continua

Novembro é o mês em que se recordam os que já partiram deste mundo.
Mas será a morte um fim ou uma passagem?
Eis a resposta de Santo Agostinho.

«A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês, eu continuo vivo.
Dêem-me o nome que sempre me deram, falem comigo como sempre fizeram.
Vocês continuam a viver no mundo das criaturas, eu estou a viver no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste, continuam a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
A vida significa tudo o que sempre significou, o fio não foi cortado.
Por que deveria eu estar fora dos vossos pensamentos, agora que estou apenas fora das vossas vistas?
Eu não estou longe, estou apenas do outro lado do caminho.
Vocês que aí ficaram, sigam em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi».


 
 
 
 
 
Imagens tiradas do blog Amiguinhos de Jesus
 
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dia de Todos os Santos

Nesta quinta-feira, dia 01 de novembro, a igreja celebra o dia de todos os santos.

Este dia, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos.



 
 
 
 
 
 
 
 
Imagens tiradas do blog Ser Mais
 
 
 
 



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Decálogo da Santidade


No dia 1 de Novembro celebra-se o dia de Todos os Santos.
Por isso surgo a leitura destas dez belas propostas.

1- Sede santos por opção e não por distração.

2- Sede santos do quotidiano, nas tarefas e ocupações de cada dia, e não só em momentos heroicos ou eufóricos.

3- Sede santos dentro do mundo do nosso tempo: amai-o com as suas belezas e potencialidades, com as suas crises e misérias.

4- Sede santos da gratuidade, da doação e do serviço que não tem preço nas cotações da Bolsa.

5- Sede santos que se deixam habitar pelo mistério e pela santidade de Deus, e não turistas da santidade que só a veem e admiram de longe nos outros.

6- Sede santos em comunidade e em família; uns com os outros, uns para os outros, ajudando a dar passos em frente.

7- Sede santos penitentes, humildes, conscientes de que «Deus é sempre maior».

8- Sede santos protagonistas de uma humanidade exemplarmente assumida e vivida: santos plenamente homens, cuja santidade enriquece e embeleza a sua humanidade.

9- Sede santos de amor puro, verdadeiro, casto, fiel, alegre e sorridente.

10- Sede santos da alegria e da esperança, que ajudam a descobrir as belezas do caminho e possibilidades de vida nova.


domingo, 28 de outubro de 2012

Chiara Luce



Esta jovem faleceu há 21 anos com apenas 19 anos de idade.
Suportou o sofrimento com amor, serenidade, paz e fé.
Foi beatificada por Bento XVI.

Chiara nasceu em 1971 numa pequena cidade a norte de Itália, filha única de Ruggero e Maria Teresa Badano. Apaixonou-se muito cedo pelo canto, dança, natação e ténis. Mas gostava sobretudo do mar e da montanha.

Em 1981, com apenas 10 anos, conheceu o movimento Focolari.
Desde então colocou Jesus no centro da sua vida: missa quotidiana, oração e apostolado junto dos amigos. Era uma jovem bonita, cheia de vida, dinâmica. Queria ser uma cristã coerente na família, com os amigos, com os mais pobres.

«Ainda me resta o coração»
No verão de 1988, quando a jogava ténis, sentiu uma dor forte nas costas. O mal piorou. Os médicos diagnosticaram um tumor nos ossos. Chiara foi submetida a uma operação, mas sem sucesso e deixou de andar.
Durante a doença, repetia sem cessar: «Por ti, Jesus, se Tu queres, também eu quero!» apesar de um tratamento doloroso, conservou o sorriso.
Recusou tomar morfina, para assim manter as capacidades mentais e concentrar-se no «essencial»: oferecer o seu sofrimento pela Igreja, pelos descrentes, pelo movimento Focolari e pelas missões.

Dizia ela: «Ainda me resta o coração e, mesmo se não tiver mais nada, ainda posso amar».

Durante o tempo em que esteve doente, correspondeu-se com Chiara Lubich, a fundadora do movimento dos Focolari.
Esta animava-a a suportar tanto sofrimento, humanamente sem esperança, unindo-se a Cristo que também passou pela paixão antes de chegar à Páscoa.

Chiara morreu a 7 de Outubro de 1990, após uma noite muito dolorosa.

No funeral estiveram mais de duas mil pessoas.
O bispo que presidiu ao funeral disse: «Eis o fruto da família cristã, de uma comunidade de cristãos. Ela transformou estes dois anos de sofrimento em amor».

Todos os anos, no aniversário da sua morte, o seu túmulo cobre-se de flores.
E de toda a parte chegam mensagens de jovens, para quem o testemunho de Chiara Luce foi uma luz que iluminou as suas vidas.

No dia 25 de setembro de 2010, 25.000 pessoas assistiram à sua beatificação no Santuário do Divino Amor, perto de Roma.

A sua festa é celebrada a 29 de Outubro.


    

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A mulher avarenta



Era uma vez um sábio que gostava de dar conselhos.
Muitas pessoas escutavam as suas sentenças e regressavam a sua casa com mais luz para as suas vidas.
Um dia, um homem veio ter com ele a queixar-se que tinha uma mulher muito avarenta.
O sábio mandou que, no dia seguinte, viesse acompanhado pela sua mulher.
Quando a mulher estava diante do sábio, este pôs-lhe diante do nariz, sem dizer palavra, um punho fechado.
A mulher, espantada, perguntou:
- O que quer dizer com isso?
- Imagina que o meu punho estava sempre assim; como o definirias?
- Seria uma mão deformada.
Então, o homem apresentou diante dos olhos da mulher a mão desta bem aberta e disse:
- E agora imagina que a minha mão estava sempre assim; como a definirias?
- Seria uma mão deformada.
O homem acrescentou:
- Disseste bem. Uma mão, para não ser deformada, deve saber guardar e também repartir.


A mão é deformada quando é tão aberta que gasta tudo e não sabe guardar nada para o dia de amanhã.
Mas é também deformada quando se mantém sempre tão fechada que não sabe partilhar, repartir, dar.
Haja mãos perfeitas.


domingo, 7 de outubro de 2012

Diversidade de dons e um só espírito


Em certa ocasião, as cores começaram a discutir, pois cada uma queria ser a mais importante.

O verde alegava que era a cor da vida e da esperança e a mais espalhada na natureza.
O azul reivindicava ser a cor da água e do céu, do mar e da paz.
O amarelo dizia ser a cor da alegria, do sol e da vitalidade.
O laranja pretendia ser a cor da saúde, da vitamina e da força.
O vermelho sublinhava a sua força e valor, a sua paixão e o seu fogo.
A púrpura afirmou que era a cor da nobreza e do poder.
O anil fazia notar que era a cor do silêncio, da reflecção, da oração e do pensamento profundo.

A chuva, que estava a ver a disputa, interveio com toda a sua força.
As cores aconchegaram-se entre si, e fundiram-se umas nas outras.
Quando a chuva parou, abriram-se num arco-íris e todas e cada uma delas luziu a sua beleza e caíram na conta da beleza do conjunto.


Apesar das nossas diferenças, fraquezas, falhas e teimosias, podemos alcançar um caminho de felicidade, beleza e plenitude se dermos espaço à união.
Se, pelo contrário, quisermos fazer união apenas com aqueles que julgam não ter defeitos, jamais a construiremos.