domingo, 30 de setembro de 2012

Teresa de Lisieux

 
 
Teresa Martin nasceu no ano de 1873 em Alenson (França).
Recebeu a educação no Convento Beneditino de Lisieux.
O exemplo da sua irmã Paulina, ao ingressar na Ordem das Carmelitas, levou a pequena Teresa a pedir para entrar no convento quando tina apenas nove anos. Logicamente que não era possível.
Teresa, aos 14 anos, pediu mais uma vez para entrar. Como lho proibissem por causa da idade, foi a Roma pediu ao Papa Leão XIII a necessária autorização. Os seus desejos tornaram-se realidade 1888, tinha ela 15 anos.
 
Fez a profissão religiosa como Carmelita em 1890. De saúde frágil, uniu os seus sofrimentos à paixão de Jesus e aceitou o inevitável sofrimento com um rosto sorridente.
Teresa queria ser santa e parecia-lhe ver uma distância muito grande entre ela e os santos. Descobriu que esse caminho consistia em ter uma confiança filiar em Deus, entregando-se a ele, como uma criança se abraça ao pescoço do pai ou se senta ao seu colo. Para Teresa, o caminho curto e direto era a «infância espiritual».
Embora não tenha saído do mosteiro, tinha presente no seu coração todos os povos que ainda não conhecem a Cristo. Por isso, foi declarada Padroeira das Missões.
Nas muitas incompreensões e na doença, manteve uma atitude de esperança e de serenidade.
Prometeu que, ao chegar ao céu, enviaria para a terra muitas rosas.
 
Morreu em 1897, apenas com 24 anos de idade, oferecendo a sua vida pela igreja.
 
A sua festa celebrasse a 1 de Outubro.
 
 
Oração das rosas
 
"Santa Teresinha do MENINO JESUS, modelo de humildade, confiança e de amor!
Do alto dos céus derrame sobre nós estas rosas que levas em teus braços:
A rosa da humildade para que vençamos nosso orgulho e aceitemos o Evangelho;
 
A rosa da confiança, para que nos abandonemos à vontade de DEUS;
 
A rosa do amor, para que abrindo nossa alma à graça Divina realizemos o único fim para o qual DEUS nos criou: Ama-Lo e fazer com que Ele seja Amado,
 
Tu que passas teu Céu fazendo o bem na Terra, ajuda-me nas necessidades e proteja-me contra todo o mal.
 
Amém."
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Oração de inicio de ano lectivo

'Senhor, neste novo ano letivo, quero pedir-te que me acompanhes nesta importante viagem do Conhecimento que agora recomeça.
Nestes tempos que são difíceis, nada poderemos sem a tua ajuda amiga.
Vem connosco pois em ti está a nossa esperança e confiança!
Tu que tudo sabes e tudo podes, ajuda-nos a aprender muito e bem na aventura da procura da Sabedoria.
Tu que és o Caminho, a Verdade e a Vida, vem comigo e com os meus colegas!
Tu que és o Alfa e o Ómega, auxilia-nos na descoberta da vida e do mundo!
Tu que és nosso amigo e nosso irmão, ensina-nos a cultivar os verdadeiros valores!
Que eu consiga ser feliz e realizar-me, com o meu empenho e responsabilidade!
Que o meu estudo e a minha vida seja um projecto de crescimento integral!
Que eu crie alicerces sólidos para o futuro e possa ajudar a construir um mundo melhor!
Abençoa os meus pais que se esforçam e se sacrificam tanto para que eu tenha as melhores oportunidades e possa ter uma vida melhor do que aquela que eles conseguiram!
Abençoa os meus professores no seu empenho e responsabilidade de ensinar para que eu aprenda mais e melhor e que eles sejam capazes de levar a cabo a sua missão de autênticos educadores!
Abençoa os funcionários do meu colégio que tudo fazem para que eu tenha as melhores condições de trabalho e qualidade de vida para que o meu esforço seja coroado de êxito.
Abençoa a Direção do Colégio e os Assessores que no dia a dia estão connosco na sua preocupação pedagógica e disciplinar e que procuram assegurar que tudo decorra pelo melhor para que eu tenha sucesso pessoal e académico.
Abençoa os meus colegas de turma e todos os demais alunos do Colégio, oriundos das mais variadas localidades das redondezas para que todos se empenhem e sejam responsáveis nas tarefas escolares!
Senhor, ilumina-nos, inspira-nos e guia-nos para que todos encaremos com entusiasmo o desafio do verdadeiro Conhecimento e da autêntica Sabedoria!
Que todos juntos sejamos uma grande e bonita família!
Que todos sintamos o Colégio como a nossa segunda casa!
Que todos sejamos felizes, amigos, justos e solidários!
Amen'.

Professor de EMRC  Paulo Costa

domingo, 24 de junho de 2012

O dinheiro é o laço do diabo



Corre entre o povo de algumas regiões do Brasil a história do laço do diabo. 
Conta-se assim:

Era uma vez três rapazes que sempre ouviam uma voz que dizia: 
-você já viu o laço do diabo

Um dia iam os três por uma estrada fora quando encontraram no meio do caminho uma nota muito grande. 
Um deles apanhou aquela nota e qual não foi o seu espanto ao ver que atrás daquela vinha outra exactamente igual e depois outra, e outra, e outra… 
Quando juntou todo aquele dinheirão disse para os colegas: 
-Agora um de vós vai comprar um litro de cachaça para comemorarmos este rico achado

Um deles foi mas, pelo caminho, começou a pensar:
-Todo aquele dinheirão pode ser meu se eu envenenar a cachaça. Eles beberão e morrerão
Os outros dois que ficaram combinaram: 
-Quando ele chegar vamos matá-lo e dividir o dinheiro a meias

Quando chegou o da cachaça os outros dois caíram em cima dele e mataram-no. 
No fim, para comemorar o facto, resolveram beber a cachaça mas acabaram por morrer envenenados. 
 
Assim os três caíram no laço do diabo que é o EGOÍSMO
Cada um pensava em si e não nos outros. 




terça-feira, 12 de junho de 2012

Os dias já tiveram 25 horas…





Um dia todos os Santos Doutores da corte celestial reuniram-se no céu para resolver um problema que muito os afligia.
O problema era este: na terra as pessoas não tinham tempo para rezar. 
Que fazer para resolver este problema? 
É que, afirmavam eles depois de o terem pregado e escrito nos seus livros enquanto viveram no mundo, a oração é tão necessária para a alma como o ar que respiramos para a vida ou o pão para a boca. 

Após muito diálogo e sugestões, decidiu-se que um deles, o presidente da reunião, fosse pedir a Deus, senhor do tempo, que, a título de experiência, prolongasse o dia, acrescentando-lhe mais uma hora. 
Assim com um dia de 25 horas e não de 24, as pessoas certamente teriam mais tempo para rezar. 
Perante o zelo dos Santos Doutores, Deus concordou mas só a título de experiência e por um certo período de tempo. 

Para ver como as pessoas reagiram a esta bondade de Deus em prolongar o tempo, alguns Santos Doutores deslocaram-se à terra, sob a forma humana, para ouvir as suas reacções. 
Todos acharam a ideia magnífica. 
Os homens de negócios tiveram mais tempo para multiplicar os contactos comerciais e assim ganhar mais dinheiro; 
Os operários, trabalhavam mais uma hora e viam o seu salario aumentado; 
Os desportistas treinavam mais uma hora por dia e assim subiu o nível das competições; 
Os amigos da vida nocturna desfrutaram de mais uma hora para a sua boémia; 
As pessoas amigas das telenovelas deram graças a Deus por poder passar mais uma hora diante da televisão; 
Os preguiçosos deliciaram-se com mais uma hora de sono; 
Os que estavam de férias acharam a ideia estupenda porque assim podiam descansar mais uma hora e bronzear melhor a pele, na praia… 

De regresso ao céu aquela comissão de Santos doutores reuniu-se com os que tinham ficado e expuseram com tristeza o que se tinha passado com essa hora extra que servia para tudo menos para rezar. É certo que algumas pessoas a tinham aproveitado para se unir mais a Deus. Mas essas… eram os que não precisavam da hora extra porque já sentiam necessidade de rezar mesmo com o dia normal de vinte e quatro horas. 

Foram ter com Deus e contaram-lhe tudo o que tinha acontecido. Deus concordou com eles e concluindo: a oração não é uma questão de tempo, mas de amor. Quando se ama alguém, há sempre tempo para estar na sua companhia. 
E acrescentou: mesmo que eu fizesse os dias de trinta ou quarenta horas ainda haveria muita gente a queixar-se “não tenho tempo para rezar”, o que quer dizer não amo a Deus acima de todas as coisas. 

A partir desse momento, foi anulada a vigésima quinta hora do dia porque não cumpria a finalidade para que tinha sido criada.




sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ser Criança é...



Ter medo do escuro...
Acreditar que tudo é possível... 
Desejar tudo o que se vê... 
Querer saber o porquê de tudo... 
Olhar e não ver o perigo... 
Fazer amigos antes de saber o nome deles... 
Querer reinar no sol e rolar nas nuvens... 
Acreditar que tem um amigo invisível... 
Ver a vida com olhos de inocência... 
Estar de mãos dadas com a vida. 




domingo, 27 de maio de 2012

Os frutos do Espírito Santo

smilie Os frutos do Espirito Santo são perfeições que o Espirito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna. 
A tradição da Igreja, (inspirada num enxerto da Carta aos Gálatas Gal.5,22-23) enumera doze: 
Caridade, Alegria, Paz, Paciência, Bondade, Longanimidade, Benignidade, Mansidão, Fé ou Fidelidade, Modéstia, Temperança e Castidade. 

Podemos mencionar alguns frutos da Criação, de modo que eles nos evoquem recordem os doze frutos do Espirito santo. Mas para colher e acolher os frutos do Espirito Santo, aprendamos também a lição dos frutos da terra. Num caso, como noutro, «pelos frutos se conhece a árvore» (Mt.7,20), disse o Mestre. 

1. Caridade – Morangos 
A caridade ou o amor é o primeiro fruto do Espirito Santo. É o vínculo da perfeição e a plenitude da Lei. 
Os morangos são como que os vegetais corações das coisas, sinais da cor e do amor… do amor de Deus derramado em nossos corações, pelo Espirito Santo. 

2. Alegria – Uvas 
A alegria é um fruto semeado e plantado na vinha cavada no nosso coração. 
As uvas é o precioso fruto do qual se faz o bom vinho, que alegra o coração do Homem. 
O vinho, que quanto mais velho, mais guarda as virtudes do sabor e do gosto. 
O Espirito dá-nos uma tal alegria que resiste ao tempo, é completa e ninguém mais no-la poderá tirar. 

3. Paz – Azeitonas 
A paz, anunciada no ramo de oliveira dos tempos de Noé é o fruto primeiro da Páscoa do Senhor. 
A azeitona é apresentada no ramo pendurada, suspensa no bico da pomba… do Espirito. 
Ela fala-nos da remotíssima interpenetração dos reinos minerais, vegetais e animais. Onde Deus, o Homem e a Criação repousam juntos. 
«Dorme meu menino, que a mãezinha logo vem… Paz é saber que todos se amam e se querem bem». 

4. Paciência – Nozes 
A paciência é o fruto mais procurado no mercado da vida diária que tanto e sempre nos consome. 
As nozes, é fruto que dura todo o ano, mulher de dentro de casa, dura por fora, doce por dentro, não tem presa, não tem voz. Espera sempre por nós. Ensina-nos a paciência, a demora, entre a apanha e o sabor. 

5. Bondade – Pêssego (peludo) 
Bondade. Só um é bom, disse de si o próprio Jesus a um jovem preso ao seu olhar. 
O pêssego tem a ternura de veludo macio. 
O pêssego sabe que é preciso, porque o coração do homem anda vazio e a bondade já não mora na nossa face. 

6. Longanimidade – Ananás 
Longanimidade. Coração grande, alma cheia. 
Aí está o ananas. Veio das terras de longe e traz uma mensagem quente de amor e a mistura viva do sangue da negritude e da sujeição… no largo espaço do perdão. 

7. Benignidade – Laranja 
Benignidade, que só vê e faz o bem, como o olhar puro da infância. 
As laranjas antes de serem fruto, são mistério de perfume da infância. 
Sol que é sumo de ouro refrescante no deserto das nossas vidas. 

8. Mansidão – Cereja 
Mansidão. Manso de coração, o Mestre deixa-se «comer» na Ceia e entrega-se em sacrifício na cruz, de braços abertos para o perdão. 
As cerejas de pele lisa, deixam-se comer na generosa partilha dos pardais. 
Comem-se no sossego dos portais de granito, quando a amizade passa de mão em mão… 

9. Fidelidade (Fé) – Maçã 
Fé e fidelidade são frutos da mesma raiz. 
E a maçã que foi tentação e desvio, volta, para ser presença quotidiana e humilde em casa de pobres e ricos. 
Fidelidade de todas as horas e dias. 

10. Modéstia – Amêndoa 
Modéstia. Para a dizer e ensinar quem como a amêndoa? 
Dela sabemos o gosto austero e a dura condição. 
Só a vê quem tem olhos limpos e conhece o valor dos pequenos gestos do coração. 

11. Temperança – Limão 
Temperança, doçura que não se desfaz, acidez sem veneno que não mata. 
Limão que é amargo e doce. Meu limão, meu limoeiro, minha sombra no jardim, fruto ácido, doce cheiro, és Espirito para mim. 

12. Castidade – Castanha 
Castidade, olhos puros de água cristalina, desejo de amor, sem vício da posse e do uso. 
A castanha friorenta, agasalhada em roupas espinhosas e flanelas macias, vem no tempo das primeiras chuvas e traz o cheiro da terra molhada e fecunda. 
Quer ser dádiva, segredo, certeza de que não estamos sós. 
Por isso se mantém pura e resguardada para as núpcias da terra com o céu. 


O mais importante é gostar dos frutos por eles serem o que são: química que não se cansa, transformação, dádiva, promessa de eterno regresso, certeza de que não estamos sós. Vêm todos os anos como Cristo, agora e sempre e em cada dia, na força do Espirito, no Pão e no Vinho da Eucaristia.