Quinta-feira Santa recordamos a Instituição da Eucaristia, aquele momento em que pegou no pão e o transformou no seu Corpo, pegou no cálice com vinho e o transformou no seu Sangue.
Esta verdade exige de nós FÉ, e esta fé é Ele que no-la dá.
É necessária humildade, para que a nossa mente reconheça que aquilo que era pão, agora é o seu Corpo, e o que era vinho agora é o seu Sangue.
O nosso ato de fé nesta grande verdade precisa de ser renovado constantemente e de ir sendo cultivado.
Quinta-feira Santa recordamos também um gesto que é expressão de amor.
Jesus amou os seus discípulos. E, agora que se aproxima o momento de deixá-los, quer deixar-lhes uma lembrança: um gesto simples que corre o risco de passar despercebido: põe-Se a lavar os pés aos seus discípulos. Como se quisesse dizer-lhes que o amor não consiste em grandes gestos; pelo contrário, muitas vezes traduz-se em pequenos sinais, humildes e singelos.
O gesto de Jesus significa eliminar toda a barreira ou diferença para chegar às pessoas com o amor mais fraterno, para curvar-se aos seus pés e estar disponível para as tarefas mais humildes.
Na Quinta-feira Santa é-nos dito que devemos ser servos dos outros.
“Servir” alguém é mudar a vida, mudar o ritmo de vida, não poder dispor dela, entrega-la.
Quando esta mudança se faz por amor, passa-se algo muito importante: encontra-se a felicidade.
O amor prevê o futuro para que o outro tenha a vida.
O amor tem uma lente «grande angular».
O amor não dá porque espera uma resposta; dá, porque o dar é a resposta.
Na Quinta-feira Santa ou melhor dito, HOJE fica estabelecido para os seguidores de Jesus que aquilo que Ele fez não é um exemplo para nós; é uma norma de comportamento que fixou: «para que aquilo que Eu fiz convosco, também vós o façais».
Ser seguidor de Jesus implica uma atitude de “lavar os pés” aos outros.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Uma festa, muitos símbolos
As festividades da Páscoa cristã não são só num dia, nem numa semana, mas duram perto de 50 dias.
Aliás a Páscoa vive-se em cada domingo quando celebramos a eucaristia.
Para a viver mais intensamente, a Igreja serve-se de muitos símbolos.
Domingo de Ramos
Uma semana antes da Sua morte, Jesus entra festivamente em Jerusalém. Nesse dia, o povo aclamou-O nas ruas, agitando ramos de palmeira e oliveira e gritando «Hossana ao filho de David».
Hossana quer dizer «salvé».
Tal como naquele tempo, hoje o gesto de erguer e acenar com os ramos é um reconhecimento de que Jesus é o Rei e o Messias.
O Domingo de Ramos inaugura a Semana Santa.
Ceia
Na Quinta-Feira Santa relembra-se a última ceia de Cristo com Seus discípulos.
Nela, Jesus instituiu a Eucaristia, isto é, o pão e o vinho passaram a simbolizar o Seu corpo e o Seu sangue.
Naquela ceia, Jesus também constituiu os apóstolos como sacerdotes da nova relação (religião) com Deus, dizendo-lhes: «Fazei isto em memória de Mim.»
A Cruz e o cordeiro
A cruz é o grande símbolo da Sexta-Feira Santa.
Foi o meio da morte de Jesus, mas passou a ser o emblema da salvação que Ele trouxe com a Sua paixão.
Em muitas imagens, aparece um cordeiro na cruz. Ele simboliza Cristo.
«Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado», escreveu o apóstolo Paulo aos habitantes de Corinto (1Cor 5, 7).
A Páscoa dos judeus, memorial da libertação da escravidão do Egipto, previa o rito da imolação de um cordeiro por família.
Na sua paixão e morte, Jesus revela-Se como o Cordeiro de Deus imolado para tirar os pecados do mundo.
A grande vigília
No Sábado Santo celebra-se Vigília Pascal.
Nela há vários símbolos.
O primeiro é o Círio Pascal. Trata-se de uma vela grande e grossa.
Acende-se pela primeira vez neste dia, e representa Cristo, que disse: «Eu sou a luz do mundo!»
Na vela estão a primeira e a última letras do abecedário grego – o alfa e o ómega –, que se referem também a Cristo, que afirmou: «Eu sou o princípio e o fim.»
No círio constam, ainda, os quatro algarismos do ano em curso, para lembrar a presença viva de Jesus, todos os dias.
Segue-se o símbolo da água.
É depositada na pia batismal e abençoada; depois, asperge-se com ela os fiéis.
A água é sinal do Batismo, que não é um banho, mas assinala o novo nascimento para a família de Deus, a Igreja.
Alude também à vitória sobre a morte: com Cristo, atravessamos o mar da morte – alusão à passagem do mar Vermelho pelo povo de Israel a sair da escravatura no Egipto – sem ficar lá.
E a água, que é garantia da vida, diz também que o Batismo é como uma nascente que alimenta a vida.
O ato de salpicar os fiéis com essa água quer dizer que os batizados são fontes de água viva para os demais.
Segue-se a leitura da Bíblia. Proclamam-se nove excertos, contando a História da Salvação.
A cada texto corresponde o canto de um poema sagrado, o salmo.
Antes da última leitura, entoa-se o Aleluia, que não se cantou durante a Quaresma.
Significa «Louvem!»; é um grande elogio.
O Aleluia é o cântico novo dos ressuscitados, porque a mão salvadora de Deus ressuscitou Jesus, livrou-O da morte e assegura-nos a mesma sorte.
As vestes brancas
No Domingo de Páscoa, solenidade da ressurreição de Jesus, toda a Igreja está em festa.
Também o templo, que é embelezado com flores abundantes.
As vestes do sacerdote são brancas.
São símbolo de alegria e de paz (não de um fantasma).
E o mais importante deste dia é o anúncio da ressurreição de Jesus na proclamação das leituras.
De facto, o que acontece para além da morte é uma das questões que mais angustia cada pessoa.
A este enigma, a Páscoa responde que a morte não tem a última palavra, porque no fim quem triunfa é a Vida.
E esta certeza não se fundamenta sobre simples raciocínios humanos, mas sobre um dado histórico: Jesus Cristo, crucificado e sepultado, ressuscitou.
E Jesus ressuscitou para que também nós, acreditando n’Ele, possamos ter a vida eterna, porque Deus, autor e sustentador da vida, Ele mesmo vida eterna, não podia deixar os seus mortos para sempre no túmulo.
Desde a alvorada de Páscoa de Cristo, Ele mesmo vive em nós, e, n’Ele, podemos já saborear a alegria da vida eterna.
Domingo de Ramos
Uma semana antes da Sua morte, Jesus entra festivamente em Jerusalém. Nesse dia, o povo aclamou-O nas ruas, agitando ramos de palmeira e oliveira e gritando «Hossana ao filho de David».
Hossana quer dizer «salvé».
Tal como naquele tempo, hoje o gesto de erguer e acenar com os ramos é um reconhecimento de que Jesus é o Rei e o Messias.
O Domingo de Ramos inaugura a Semana Santa.
Ceia
Na Quinta-Feira Santa relembra-se a última ceia de Cristo com Seus discípulos.
Nela, Jesus instituiu a Eucaristia, isto é, o pão e o vinho passaram a simbolizar o Seu corpo e o Seu sangue.
Naquela ceia, Jesus também constituiu os apóstolos como sacerdotes da nova relação (religião) com Deus, dizendo-lhes: «Fazei isto em memória de Mim.»
A Cruz e o cordeiro
A cruz é o grande símbolo da Sexta-Feira Santa.
Foi o meio da morte de Jesus, mas passou a ser o emblema da salvação que Ele trouxe com a Sua paixão.
Em muitas imagens, aparece um cordeiro na cruz. Ele simboliza Cristo.
«Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado», escreveu o apóstolo Paulo aos habitantes de Corinto (1Cor 5, 7).
A Páscoa dos judeus, memorial da libertação da escravidão do Egipto, previa o rito da imolação de um cordeiro por família.
Na sua paixão e morte, Jesus revela-Se como o Cordeiro de Deus imolado para tirar os pecados do mundo.
A grande vigília
No Sábado Santo celebra-se Vigília Pascal.
Nela há vários símbolos.
O primeiro é o Círio Pascal. Trata-se de uma vela grande e grossa.
Acende-se pela primeira vez neste dia, e representa Cristo, que disse: «Eu sou a luz do mundo!»
Na vela estão a primeira e a última letras do abecedário grego – o alfa e o ómega –, que se referem também a Cristo, que afirmou: «Eu sou o princípio e o fim.»
No círio constam, ainda, os quatro algarismos do ano em curso, para lembrar a presença viva de Jesus, todos os dias.
Segue-se o símbolo da água.
É depositada na pia batismal e abençoada; depois, asperge-se com ela os fiéis.
A água é sinal do Batismo, que não é um banho, mas assinala o novo nascimento para a família de Deus, a Igreja.
Alude também à vitória sobre a morte: com Cristo, atravessamos o mar da morte – alusão à passagem do mar Vermelho pelo povo de Israel a sair da escravatura no Egipto – sem ficar lá.
E a água, que é garantia da vida, diz também que o Batismo é como uma nascente que alimenta a vida.
O ato de salpicar os fiéis com essa água quer dizer que os batizados são fontes de água viva para os demais.
Segue-se a leitura da Bíblia. Proclamam-se nove excertos, contando a História da Salvação.
A cada texto corresponde o canto de um poema sagrado, o salmo.
Antes da última leitura, entoa-se o Aleluia, que não se cantou durante a Quaresma.
Significa «Louvem!»; é um grande elogio.
O Aleluia é o cântico novo dos ressuscitados, porque a mão salvadora de Deus ressuscitou Jesus, livrou-O da morte e assegura-nos a mesma sorte.
As vestes brancas
No Domingo de Páscoa, solenidade da ressurreição de Jesus, toda a Igreja está em festa.
Também o templo, que é embelezado com flores abundantes.
As vestes do sacerdote são brancas.
São símbolo de alegria e de paz (não de um fantasma).
E o mais importante deste dia é o anúncio da ressurreição de Jesus na proclamação das leituras.
De facto, o que acontece para além da morte é uma das questões que mais angustia cada pessoa.
A este enigma, a Páscoa responde que a morte não tem a última palavra, porque no fim quem triunfa é a Vida.
E esta certeza não se fundamenta sobre simples raciocínios humanos, mas sobre um dado histórico: Jesus Cristo, crucificado e sepultado, ressuscitou.
E Jesus ressuscitou para que também nós, acreditando n’Ele, possamos ter a vida eterna, porque Deus, autor e sustentador da vida, Ele mesmo vida eterna, não podia deixar os seus mortos para sempre no túmulo.
Desde a alvorada de Páscoa de Cristo, Ele mesmo vive em nós, e, n’Ele, podemos já saborear a alegria da vida eterna.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Domingo de Ramos B


Evangelho S. Marcos 14,1-15,47
Depois de terem escarnecido d’Ele, tiraram-lhe o manto de púrpura e devolveram-lhe as suas roupas, e depois levaram para fora, para ser crucificado.
Conduziram Jesus ao Gólgota, que quer dizer “lugar do crânio”, e ofereceram-lhe vinho misturado com mirra, mas Ele não quis beber.
Eram nove da manhã quando O crucificaram. E o letreiro onde estava inscrito o motivo da condenação dizia: Rei dos Judeus.
Com Ele crucificaram também dois ladroes, um à Sua direita e outro à Sua esquerda.
As palavras do Evangelho
Jumentinho
- Jesus não entra em Jerusalém como um rei conquistador num cavalo.
Utiliza o meio de transporte dum pobre, um burro.
Quer mostrar que vem como um homem do povo, como um amigo dos pequenos e dos pobres.
A sua entrada na capital não é uma parada militar, mas uma festa popular.



Etiquetas:
Quaresma
terça-feira, 27 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Via-Sacra para crianças

Comtemplando o caminho da cruz de Jesus Cristo, meditando na sua morte e ressurreição, os cristãos descobrem até onde pode ir o amor de Deus:
até tomar o caminho do sofrimento e da morte, a fim de dar a esperança de viver para sempre, a todos os habitantes da terra.
É por isso que os cristãos param para rezar com Jesus Cristo no caminho onde Ele carregou a sua cruz antes de ressuscitar.
até tomar o caminho do sofrimento e da morte, a fim de dar a esperança de viver para sempre, a todos os habitantes da terra.
É por isso que os cristãos param para rezar com Jesus Cristo no caminho onde Ele carregou a sua cruz antes de ressuscitar.

1ª Estação
Jesus é condenado à morte
Como um criminoso conduzido a tribunal,
Jesus é condenado a ser morto.
É acusado de ter falado mal de Deus, Ele que é a Palavra de Deus!
Não é culpado de nada mas acusam-no de inventar novas maneiras de amar a Deus e ao próximo.
O que é que Ele fez exatamente?
Vós já o sabeis!
Disse que vinha salvar os habitantes da terra do mal e do desespero.
O que é que Ele fez exatamente?
Vós já o sabeis.
A todos, sem exceção, mostrou o imenso amor de Deus!
Senhor, estás sempre do lado dos inocentes!
Jesus é condenado à morte
Como um criminoso conduzido a tribunal,
Jesus é condenado a ser morto.
É acusado de ter falado mal de Deus, Ele que é a Palavra de Deus!
Não é culpado de nada mas acusam-no de inventar novas maneiras de amar a Deus e ao próximo.
O que é que Ele fez exatamente?
Vós já o sabeis!
Disse que vinha salvar os habitantes da terra do mal e do desespero.
O que é que Ele fez exatamente?
Vós já o sabeis.
A todos, sem exceção, mostrou o imenso amor de Deus!
Senhor, estás sempre do lado dos inocentes!

2ª Estação
Jesus carrega com a cruz
A crua é pesada.
Não existe nada de mais pesado que uma cruz:
Não é senão a dor,
Não é senão as lágrimas,
Não é senão o sofrimento.
Jesus vacila.
A cruz esmaga-o.
Ela pesa nos ombros, mas mais ainda no seu coração.
Segura-a curvado, dobrado, vergado.
É um peso.
Senhor, levas connosco o peso das nossas dores.
Jesus carrega com a cruz
A crua é pesada.
Não existe nada de mais pesado que uma cruz:
Não é senão a dor,
Não é senão as lágrimas,
Não é senão o sofrimento.
Jesus vacila.
A cruz esmaga-o.
Ela pesa nos ombros, mas mais ainda no seu coração.
Segura-a curvado, dobrado, vergado.
É um peso.
Senhor, levas connosco o peso das nossas dores.

3ª Estação
Jesus cai pela primeira vez
Jesu cai.
Como poderia Ele permanecer de pé com este peso nos seus ombros e no seu coração?
A cruz é pesada e ela magoa-o.
Mas o que mais o fere é o brilho mau nos olhos daqueles que o veem vacilar.
Como suportar o fardo dos olhares maus semelhantes a murros que atiram por terra e que esmagam?
São olhares sem compaixão.
Senhor, poisa sobre cada um de nós um olhar benevolente!
Jesus cai pela primeira vez
Jesu cai.
Como poderia Ele permanecer de pé com este peso nos seus ombros e no seu coração?
A cruz é pesada e ela magoa-o.
Mas o que mais o fere é o brilho mau nos olhos daqueles que o veem vacilar.
Como suportar o fardo dos olhares maus semelhantes a murros que atiram por terra e que esmagam?
São olhares sem compaixão.
Senhor, poisa sobre cada um de nós um olhar benevolente!

4ª Estação
Jesus encontra a sua mãe
No caminho da cruz maria encontra o seu filho.
Diz ela:
“È o meu filho muito amado.
Porquê toda esta maldade?”
Não compreende por que todos se põem a apontá-lo com o dedo e a troçar como se estivessem contentes de o ver assim, ferido e humilhado, como se estivessem contentes do que acontecia ao seu filho muito amado.
No caminho do sofrimento, Jesus encontra o rosto amoroso da sua mãe.
Diz Ele:
“Obrigado, minha mãe!”
Senhor, vens ao encontro de todos os abandonados.
Jesus encontra a sua mãe
No caminho da cruz maria encontra o seu filho.
Diz ela:
“È o meu filho muito amado.
Porquê toda esta maldade?”
Não compreende por que todos se põem a apontá-lo com o dedo e a troçar como se estivessem contentes de o ver assim, ferido e humilhado, como se estivessem contentes do que acontecia ao seu filho muito amado.
No caminho do sofrimento, Jesus encontra o rosto amoroso da sua mãe.
Diz Ele:
“Obrigado, minha mãe!”
Senhor, vens ao encontro de todos os abandonados.

5ª Estação
Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a cruz
Na multidão trocista, não há senão mãos que empurram Jesus.
É semelhante a um fardo empurrado que serve para se divertirem.
Ninguém lhe toca para o amparar, como se, ao tocá-lo, tivessem receio de se sujar, como que a dizerem:
“Não tem valor, pode rejeitar-se!”
Obrigam um certo Simão de Cirene, que passava por ali, a levar a cruz de Jesus.
Como permanecer de pé, se não há uma mão amiga e prestável?
Senhor, a cada um de nós estendes a tua mão!
Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a cruz
Na multidão trocista, não há senão mãos que empurram Jesus.
É semelhante a um fardo empurrado que serve para se divertirem.
Ninguém lhe toca para o amparar, como se, ao tocá-lo, tivessem receio de se sujar, como que a dizerem:
“Não tem valor, pode rejeitar-se!”
Obrigam um certo Simão de Cirene, que passava por ali, a levar a cruz de Jesus.
Como permanecer de pé, se não há uma mão amiga e prestável?
Senhor, a cada um de nós estendes a tua mão!

6ª Estação
Uma mulher limpa o rosto de Jesus
O caminho é longo.
O caminho é interminável quando o sofrimento é muito.
Jesus está cansado, nem sequer distingue o chão sobre o qual se arrasta com a cruz que o esmaga.
Jesus tem medo: avança entre muros de furor e para ele é a pior das crueldades.
No rosto e no coração de Jesus não existe senão dor.
Na multidão, uma mulher não pode admitir que um ser humano seja assim torturado.
Com um lenço, limpa o rosto de Jesus: doçura e bondade!
Senhor, cuida de todos aqueles que estão esgotados.
Uma mulher limpa o rosto de Jesus
O caminho é longo.
O caminho é interminável quando o sofrimento é muito.
Jesus está cansado, nem sequer distingue o chão sobre o qual se arrasta com a cruz que o esmaga.
Jesus tem medo: avança entre muros de furor e para ele é a pior das crueldades.
No rosto e no coração de Jesus não existe senão dor.
Na multidão, uma mulher não pode admitir que um ser humano seja assim torturado.
Com um lenço, limpa o rosto de Jesus: doçura e bondade!
Senhor, cuida de todos aqueles que estão esgotados.

7ª Estação
Jesus cai pela segunda vez
Quando se está muito carregado, o normal é cair.
O madeiro sobre os seus ombros tão rugoso e pesado que dilacera o corpo.
Mas o que o dilacera, até ao coração, é o ódio que se estende à sua volta.
O ódio que jorra do interior das pessoas, é mais cortante que uma arma: é mesmo capaz de trespassar e de matar.
Jesus vacila e cai.
Como suportar todo o peso deste grande ódio que grita tão forte:
“Tu és mau.
Não queremos nada de ti.”
Senhor, tu nos acolhes a cada um no teu amor.
Jesus cai pela segunda vez
Quando se está muito carregado, o normal é cair.
O madeiro sobre os seus ombros tão rugoso e pesado que dilacera o corpo.
Mas o que o dilacera, até ao coração, é o ódio que se estende à sua volta.
O ódio que jorra do interior das pessoas, é mais cortante que uma arma: é mesmo capaz de trespassar e de matar.
Jesus vacila e cai.
Como suportar todo o peso deste grande ódio que grita tão forte:
“Tu és mau.
Não queremos nada de ti.”
Senhor, tu nos acolhes a cada um no teu amor.

8ª Estação
Jesus consola as mulheres de Jerusalém
Na multidão que está ali para ver Jesus a passar, há mulheres que se põem a chorar.
A cruz, os golpes, as troças, as feridas no corpo, Jesus cheio de dores: é demasiado!
É odioso!
As lágrimas correm-lhes dos olhos e gritam:
“Não é Ele que curou a tantos e falou com tanta bondade?”
Jesus consola-as:
“Não choreis por minha causa.
Chorai antes por causa do mal que as pessoas fazem!”
Senhor, chamas cada um a levantar-se contra o mal!
Jesus consola as mulheres de Jerusalém
Na multidão que está ali para ver Jesus a passar, há mulheres que se põem a chorar.
A cruz, os golpes, as troças, as feridas no corpo, Jesus cheio de dores: é demasiado!
É odioso!
As lágrimas correm-lhes dos olhos e gritam:
“Não é Ele que curou a tantos e falou com tanta bondade?”
Jesus consola-as:
“Não choreis por minha causa.
Chorai antes por causa do mal que as pessoas fazem!”
Senhor, chamas cada um a levantar-se contra o mal!

9ª Estação
Jesus cai pela terceira vez
Jesus cai uma e outra vez.
Está por terra.
Está no pó do chão.
Não se consegue levantar, nem estar de pé como um homem.
Nada de espantar: toda esta violência que o atinge, toda esta maldade que berra, todos estes punhos estendidos para o empurrar.
Quem teria ainda vontade de se levantar?
Ninguém para o compreender e ninguém para contemplar os seus olhos suplicantes.
Como avançar quando toda a gente troça e dá pontapés para o fazer cair?
Senhor, tu acompanhas aqueles que não podem mais!
Jesus cai pela terceira vez
Jesus cai uma e outra vez.
Está por terra.
Está no pó do chão.
Não se consegue levantar, nem estar de pé como um homem.
Nada de espantar: toda esta violência que o atinge, toda esta maldade que berra, todos estes punhos estendidos para o empurrar.
Quem teria ainda vontade de se levantar?
Ninguém para o compreender e ninguém para contemplar os seus olhos suplicantes.
Como avançar quando toda a gente troça e dá pontapés para o fazer cair?
Senhor, tu acompanhas aqueles que não podem mais!

10ª Estação
Jesus é despido das suas vestes
Chegou ao cimo da colina.
Ao calvário.
Ao lugar das execuções.
Formam um círculo à sua volta como uma matilha.
Como para o cercar e o impedir de se escapar.
Está muito fraco.
Está sem defesa.
Está esgotado.
Está-se sempre assim quando se é rejeitado e quando se sofre pelas ofensas dos outros.
Já lhe tiraram a sua força e dignidade.
Agora tiram-lhe também as suas roupas.
Está completamente despido, como um miserável que nada possui.
Podem tirar-lhe as suas vestes mas o seu amor, ninguém lho pode tirar.
Senhor, dás tudo a todos!
Jesus é despido das suas vestes
Chegou ao cimo da colina.
Ao calvário.
Ao lugar das execuções.
Formam um círculo à sua volta como uma matilha.
Como para o cercar e o impedir de se escapar.
Está muito fraco.
Está sem defesa.
Está esgotado.
Está-se sempre assim quando se é rejeitado e quando se sofre pelas ofensas dos outros.
Já lhe tiraram a sua força e dignidade.
Agora tiram-lhe também as suas roupas.
Está completamente despido, como um miserável que nada possui.
Podem tirar-lhe as suas vestes mas o seu amor, ninguém lho pode tirar.
Senhor, dás tudo a todos!

11ª Estação
Jesus é pregado na cruz
Colocaram-no sobre a cruz, bem esticado, estendido, como se o quisessem impedir de se levantar.
Depois crucificaram-no.
As suas mãos já não se podem mover.
As suas mãos que se estendiam para os humildes e os pobres e para todos aqueles que não tinham esperança.
Está crucificado.
Está cravado na cruz.
Aproximai-vos e vede: aquele que está crucificado na cruz é Jesus, é o Filho de Deus.
Os seus braços estão abertos como para dizer:
“Vinde e vede: Estou convosco.
Vinde e tomai: Eu sou o Amor.”
Senhor na cruz, Deus de ternura para o mundo!
Jesus é pregado na cruz
Colocaram-no sobre a cruz, bem esticado, estendido, como se o quisessem impedir de se levantar.
Depois crucificaram-no.
As suas mãos já não se podem mover.
As suas mãos que se estendiam para os humildes e os pobres e para todos aqueles que não tinham esperança.
Está crucificado.
Está cravado na cruz.
Aproximai-vos e vede: aquele que está crucificado na cruz é Jesus, é o Filho de Deus.
Os seus braços estão abertos como para dizer:
“Vinde e vede: Estou convosco.
Vinde e tomai: Eu sou o Amor.”
Senhor na cruz, Deus de ternura para o mundo!

12ª Estação
Jesus morre na cruz
Quis anunciar a bondade de Deus.
Quis distribuir a ternura de Deus.
Quis oferecer o perdão de Deus a todos, os que são dignos ou indignos.
A todos e a todas.
Cumpriu a sua missão.
Fê-lo perfeitamente.
Agora grita e morre na cruz.
Aproximai-vos e olhai:
Aquele que foi colhido pela morte como qualquer vivente da terra, é Jesus, é o Filho de Deus.
Entra na morte a fim de nos dizer a todos:
“Comigo, não tenhais medo: Eu sou a Vida!”
Senhor, connosco atravessas a morte!
Jesus morre na cruz
Quis anunciar a bondade de Deus.
Quis distribuir a ternura de Deus.
Quis oferecer o perdão de Deus a todos, os que são dignos ou indignos.
A todos e a todas.
Cumpriu a sua missão.
Fê-lo perfeitamente.
Agora grita e morre na cruz.
Aproximai-vos e olhai:
Aquele que foi colhido pela morte como qualquer vivente da terra, é Jesus, é o Filho de Deus.
Entra na morte a fim de nos dizer a todos:
“Comigo, não tenhais medo: Eu sou a Vida!”
Senhor, connosco atravessas a morte!

13ª Estação
Jesus é retirado da cruz
O corpo de Jesus foi despregado.
A cruz está vazia semelhante a uma árvore depois da colheita.
A cruz deu o seu fruto de vida:
Jesus, o Filho de Deus.
Para sempre a cruz é o sinal das maravilhas que Deus realiza para tirar da infelicidade todos os habitantes da terra.
Para sempre a cruz, com os seus madeiros em largura e em altura, é o sinal dos braços estendidos de Cristo, oferecendo o amor de Deus aos habitantes da terra.
Senhor, a todos nos apresentas os sinais da tua presença!
Jesus é retirado da cruz
O corpo de Jesus foi despregado.
A cruz está vazia semelhante a uma árvore depois da colheita.
A cruz deu o seu fruto de vida:
Jesus, o Filho de Deus.
Para sempre a cruz é o sinal das maravilhas que Deus realiza para tirar da infelicidade todos os habitantes da terra.
Para sempre a cruz, com os seus madeiros em largura e em altura, é o sinal dos braços estendidos de Cristo, oferecendo o amor de Deus aos habitantes da terra.
Senhor, a todos nos apresentas os sinais da tua presença!

14ª Estação
Jesus é depositado no túmulo
Metem-no na terra.
Está enterrado como qualquer mortal.
É o luto.
Já não se lhe pode tocar.
Já não se lhe pode falar.
Já não se pode escutar.
Já não se pode ver.
Desaparece na terra.
É a tristeza.
Onde estará agora, aquele que se dizia a luz de Deus?
Onde estará agora, aquele que anunciava a Palavra da Vida?
Mas nada acabou.
Jesus é semelhante à semente que desaparece no interior da terra.
Paciência, mais um pouco de tempo e vereis a seara.
Senhor, dás a vitória à vida!
Jesus é depositado no túmulo
Metem-no na terra.
Está enterrado como qualquer mortal.
É o luto.
Já não se lhe pode tocar.
Já não se lhe pode falar.
Já não se pode escutar.
Já não se pode ver.
Desaparece na terra.
É a tristeza.
Onde estará agora, aquele que se dizia a luz de Deus?
Onde estará agora, aquele que anunciava a Palavra da Vida?
Mas nada acabou.
Jesus é semelhante à semente que desaparece no interior da terra.
Paciência, mais um pouco de tempo e vereis a seara.
Senhor, dás a vitória à vida!

15ª Estação
Jesus ressuscita
É a aurora.
A noite desapareceu.
A luz inundou o céu e a terra.
É o nascer do dia.
O túmulo está vazio.
A pedra foi rolada para o lado.
Deus ressuscitou Jesus.
Deus glorificou Cristo.
Deus ergueu o seu Filho.
A morte está vencida.
Terminou.
Foi derrotada para sempre.
Aproximai-vos e vede:
Jesus Cristo saiu da morte.
Ele vive!
Como canta, a sua Palavra de alegria.
Como brilha, a Luz de Deus!
ALELUIA!
Senhor, levas as nossas cruzes até à vida!
Jesus ressuscita
É a aurora.
A noite desapareceu.
A luz inundou o céu e a terra.
É o nascer do dia.
O túmulo está vazio.
A pedra foi rolada para o lado.
Deus ressuscitou Jesus.
Deus glorificou Cristo.
Deus ergueu o seu Filho.
A morte está vencida.
Terminou.
Foi derrotada para sempre.
Aproximai-vos e vede:
Jesus Cristo saiu da morte.
Ele vive!
Como canta, a sua Palavra de alegria.
Como brilha, a Luz de Deus!
ALELUIA!
Senhor, levas as nossas cruzes até à vida!
quinta-feira, 22 de março de 2012
A história do grão de trigo

Preparar uma expressão corporal que exemplifique a história do grão de trigo desde que morre até que cresce e dá fruto.
O narrador irá lendo o texto e algumas crianças, vestidas de túnicas brancas, farão gestos sóbrios e discretos, em câmara lenta.
Colocar um fundo musical muito suave.
As crianças estão prostradas. Sentadas sobre os calcanhares com o rosto por terra, sobre as mãos pousadas no chão.
Era uma vez um grão de trigo que foi lançado à terra, depois de lavrada.
O grão ficou coberto de terra e ficou às escuras e ao abrigo do frio, durante todo o inverno.
As crianças erguem-se muito lentamente.
Chegou a Primavera.
O grão, que tinha estado a dormir tantos meses debaixo da terra, começou a crescer.
Era apenas um fio verde, tenro e pouco vistoso.
Cresceu até ver a luz do sol.
As crianças erguem-se muito lentamente até ficarem de pé.
O sol aquecia cada vez mais e o grão de trigo, já planta, erguia-se cada vez mais e cobria-se de folhas verdes.
No cimo a haste a formar uma tenra espiga.
As crianças fazem o gesto de erguer as mãos como espigas. Em seguida, o gesto de partilhar umas com as outras o grão.
A espiga, com o calor do sol, foi amadurecendo e tornou-se numa espiga dourada.
Espigas carregadas de grãos de trigo.
Grãos prontos para serem dados ao homem.
As crianças abraçam-se, formando como que um grande pão.
Os grãos de trigo, juntos e moídos, deram a farinha branca, com a qual se fez o saboroso pão.
O pão das nossas mesas.
O pão do altar, que se torna Corpo de Cristo.
As crianças saem ao som de fundo musical forte.
Jesus e o grão de trigo
A história do grão de trigo que morre, fica enterrado e, depois, sai como uma nova e linda planta serve para perceber um pouco melhor este mistério pascal que iremos celebrar na Páscoa.
Como o grão de trigo esteve enterrado no escuro da terra fria, Jesus também, depois julgado, condenado e morto na cruz, foi enterrado.
Sepultado num túmulo novo, perto do lugar onde fora morto numa cruz. Algumas pessoas pensavam que tudo tinha acabado assim e até o abandonaram. A começar por muitos dos seus amigos.
Mas, ao terceiro dia, que é o dia em que se manifesta o poder e a força de Deus, Jesus apareceu vivo.
Deus não podia permitir que o seu Filho, que tinha passado a vida a fazer o bem, que tinha gasto a sua vida a dar a felicidade aos outros, que tinha dado a vida por amor, ficasse morto para sempre.
Por isso, deu-lhe uma vida nova.
Se seguirmos os passos de Jesus, se como Ele depositarmos em Deus toda a nossa esperança, se como Ele nos empenharmos por tornar o mundo mais justo e fraterno, temos a garantia que, como o grão de trigo, também depois da nossa morte ressuscitaremos para uma vida nova.
Esta é a nossa esperança.
Jesus vai à frente e é o primeiro dos ressuscitados.
Jesus escolheu o pão, que é feito de farinha de trigo, para ficar presente como nosso alimento e fortaleza. Nesse pão da Eucaristia está Cristo ressuscitado.
Comungar este pão fortalece a nossa esperança.
Etiquetas:
Teatro crianças
Subscrever:
Mensagens (Atom)










