segunda-feira, 19 de março de 2012

S. José (dia do pai)



José foi esposo de Maria, mãe de Jesus.
Era descendente da família de David, o que não significava que fosse um príncipe.
Era certamente um jovem simples e simpático, que foi prometido a Maria como esposo.

Mateus descreve dois aspetos essenciais do seu carácter: era um homem justo e prestava atenção aos sonhos.
O seu sentido de justiça levava-o a viver uma vida justa, no sentido de que estava atento a Deus e às pessoas, amando-as como mandava a lei de Moisés: Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a nós mesmos.
Ele pertencia a esse resto de Israel que cumpria a Lei e esperava pelo Messias.

A sua atenção aos sonhos levava-o a obedecer às ordens que recebia dos anjos, mensageiros de Deus.
Assim, por meio de um sonho, foi convidado a acolher Maria, foi aconselhado a fugir para o Egipto, foi avisado de que Herodes já tinha morrido.

Além disso, José era um homem de trabalho, um simples carpinteiro.
E também um esposo dedicado e um bom pai, proporcionando à sua esposa e ao seu filho uma vida serena e feliz, na aldeia de Nazaré.
Como Maria, andou aflito à procura do menino Jesus, quando este aos 12 anos ficou no Templo. Mas, como Maria, certamente ia meditando acerca do futuro daquele adolescente, o enviado de Deus Pai à humanidade.

Não sabemos em que idade morreu José, um homem simples e que viveu a fé no quotidiano.
Por isso, é modelo de vida para todas as pessoas que aceitam o quotidiano, na sua monotonia, e sabem vivê-lo com profundidade, aceitando-o como o lugar onde devemos viver segundo o Evangelho de Jesus.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Jesus minha luz e salvação

smilieSenhor Jesus,
Sois a minha luz quando a noite nunca mais termina.
Sois o meu caminho quando as encruzilhadas são confusas.
Sois o meu sol quando os dias são escuros e cinzentos.
Sois o meu oásis quando pareço caminhar num deserto.
Sois a minha luz e salvação.

Senhor Jesus,
Sois a minha vida quando o meu coração se cansa de bater.
Sois a minha alegria quando a tristeza se apodera de mim.
Sois o meu perdão quando caio no pecado e me levanto.
Sois o meu alento quando pareço desfalecer no caminhar.
Sois a minha luz e salvação.

quarta-feira, 14 de março de 2012

4º domingo da Quaresma B





Evangelho S. João 3, 14-21

Por aqueles dias, disse Jesus a Nicodemos:
«Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não morra, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus.
E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más ações odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.




As palavras do Evangelho

Luz
- Jesus vem ao nosso mundo como uma luz.
Ilumina a nossa vida.
Ilumina o caminho dos homens.
Convida-nos a caminhar na luz e na amizade.

Trevas
- As trevas opõem-se à luz, como a noite ao dia.
As trevas fazem pensar no mal, no egoísmo, nos corações fechados.
Acontece sermos tentados a viver nas trevas. Mas o caminho da luz permanece sempre aberto.

Obras
- As obras são as minhas ações.
Se faço o mal por querer, se sou egoísta, as minhas obras são más.
Se partilho, se ajudo, se acolho os pobres, as minhas obras são boas.
Atuo segundo a verdade.
Ando na luz.








sexta-feira, 9 de março de 2012

Senhor eu vos amo


Rezar é uma questão de amor.
Por isso, de dentro do templo do nosso coração, elevemos a Deus uma oração dizendo:
Senhor eu vos amo.

Quando eu estiver cansado dai-me forças para vos dizer:
Senhor eu vos amo.

Quando tiver dificuldade de perdoar, pensarei apenas em vos dizer:
Senhor eu vos amo.

O meu trabalho será mais suave se ele se tornar oração a dizer-vos:
Senhor eu vos amo.

Pelas alegrias que me dais, o meu obrigado. E de novo vos digo:
Senhor eu vos amo.

E quando chegar ao fim dos meus dias, e me convidares para o céu, dir-vos-ei:
Senhor como eu vos amo.

quarta-feira, 7 de março de 2012

3º domingo da Quaresma B





Evangelho S. João 2, 13-25.

Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém.
Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados nas bancas.
Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam pombas:
«Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio».
Os discípulos recordaram-se do que estava escrito:
«O zelo pela Tua casa devora-me».
Então os judeus perguntaram-lhe:
«Que sinal nos dás para poderes fazer isto?», ao qual Jesus respondeu:
«Destruí este Templo e em três dias Eu o reconstruirei».
Era do Templo do Seu próprio corpo que Jesus falava.




As palavras do Evangelho

Subiu a Jerusalém
- Jerusalém e o Templo estão situados numa montanha.
Três vezes por ano, os judeus vão aí em peregrinação.
Na Páscoa, no Pentecostes e na festa das Tendas sobem a Jerusalém.

A casa do Pai
- Para os crentes do tempo de Jesus, o Templo era a morada de Deus.
Para Jesus, é a casa de Deus, seu Pai.
Mas para muitas pessoas, o Templo tornou-se num lugar de comércio, numa espécie de feira de animais.

Devora-me
- No Templo Jesus irrita-se. Expulsa os comerciantes e os banqueiros.
Esta acção violenta deixa os amigos de Jesus espantados.
Mas ele recorda-lhes uma frase do salmo cantado no Templo: «Devora-me o zelo pela tua casa».
Com esta atitude, Jesus toma uma atitude que o conduzirá à morte.








domingo, 4 de março de 2012

O bom silêncio



Um grupo de trabalhadores estava a descarregar um camião de palha, quando um deles notou que tinha perdido o relógio de pulso, prenda de compromisso da noiva.
Assustado, pediu imediatamente aos companheiros que o ajudassem a procurá-lo.
Estes fizeram desta busca um divertimento, fazendo grande algazarra e levantando muita poeira.
Não conseguiram encontrar o relógio.
O jovem pensou que talvez o tivesse deixado na mesa de cabeceira, embora estivesse convencido que o tinha posto no pulso. Por isso, desistiram de o procurar.
Como estavam cansados, decidiram ir tomar um refresco.
Um rapaz tinha estado a observar tudo.
Foi ter com o jovem trabalhador e disse-lhe:
- Autoriza-me que vá procurar o seu relógio?
Ele respondeu:
- É evidente que autorizo. Oxalá que o encontre. É um presente da minha noiva.
Passado pouco tempo, apresentou-se ao grupo com o relógio.
Perguntaram-lhe:
- Onde estava? Não pode ser. Procurámo-lo em todo o lado!
O jovem respondeu:
- Muito simples. Fiz silêncio completo até que ouvi o tic-tac do relógio e assim o encontrei.




Jesus Cristo frequentemente saía de casa e retirava-se para um lugar silencioso.
Era no silêncio que Ele conseguia escutar a voz do Pai e viver continuamente sintonizando com a sua vontade.
Ainda hoje, se queremos experimentar o que é a oração, necessitamos de fazer silêncio.
Os ruídos internos e externos impedem-nos de nos encontrarmos com o Senhor.