quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Louvor ás Mães



Louvado sejas Senhor, pelas mães.
Pela minha mãe. Pela Tua Mãe, Senhor.
Pela mãe de todos nós.

Louvado sejas Senhor, por todas as mães. Brancas ou pretas. Ricas ou pobres. Simples ou cultas. Desconhecidas ou universalmente celebres.

Louvado sejas Senhor, porque todas são iguais ante o mistério da vida. Todas são mártires. Todas são mais ou menos santas. Trabalham contigo em equipa, para conservar a espécie humana.

Louvado sejas meu Senhor, pelas mães sofredoras em companhia de seus filhos, sob o peso dos anos, desfiguradas pelo trabalho, doadoras de muitas vidas.

Louvado sejas meu Senhor, pelas mães amadas, velhinhas queridas, que amaram a sua própria destruição, para ver, de suas cinzas, nascer e desabrochar outras flores.

Louvado sejas meu Senhor, pelas mães que sofrem naquela hora, pois sem aquele sofrimento, não estaríamos agora sorrindo a alegria da vida.

Louvado sejas meu Senhor, Deus de amor, pela Tua Santa Mãe, Virgem das virgens, Maria, que a todos nos irmanou em Ti, sendo nossa e Tua Mãe.

Louvado sejas meu Senhor, por todas as mães do mundo inteiro, especialmente pela mãe de cada um de nós.

Louvado sejas meu Senhor, pelas mães que não são amadas por seus filhos. Pelas mães que morreram no momento de dar à luz.

Louvado sejas meu Senhor, por toda a doação e dedicação que tenho recebido de minha mãe.

Louvado sejas meu Senhor, pela doação generosa, sem interesse, que as mães dão a seus filhos.

Obrigada meu Senhor e meu Deus.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Presentes de Natal

smilie
Personagens:
Narrador
Três Reis Magos
Rapaz árabe
Rapaz negro
Menina japonesa
Menina branca
3 jovens
Coro

(Em cena um presépio)

Narrador: havia naquela região pastores que guardavam os seus rebanhos. Um mensageiro do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor envolveu-os de luz, de modo que ficaram com muito medo.

(Acende-se a luz que ilumina o presépio)

Mas o mensageiro disse-lhes: «Não tenham medo; trago-vos uma noticia que trará grande alegria a toda a gente: hoje nasceu na cidade de David o Salvador, que é Cristo Senhor!

Coro: Hoje nasceu o salvador, que é Cristo Senhor!

Narrador: Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.

Coro: Um menino, numa manjedoura.

Narrador: Imediatamente juntou-se ao mensageiro uma multidão do exercito celeste que louvava a Deus e dizia:

Coro: Gloria a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que o Senhor muito ama.

Narrador: E os pastores vieram a correr, e encontraram Maria com José, e o Menino deitado numa manjedoura.

Coro: Gloria a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que o Senhor muito ama!

(Ouve-se música natalícia)

Narrador: Tendo nascido Jesus em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes o Grande, eis que...

(Os 3 Reis Magos entram em cena, com gestos lentos e dignos)

... chegam os Magos do Oriente a Jerusalém e perguntaram...

Magos:
(Falam entre si. Pode ser um só a falar ou os 3 ao mesmo tempo)

Onde está o Rei dos Judeus que nasceu há pouco?
Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para o adorar!

Narrador: Ao ouvir isto, o rei Herodes perturbou-se, e com ele toda a cidade. E, tendo reunido todos os sacerdotes e escribas, perguntou-lhes onde devia nascer o Cristo.
Eles responderam-lhe:

Coro: Em Belém de Judá! Em Belém de Judá!

Narrador: Os Magos, ao ouvirem o Rei, partiram. E eis que...

(Entra um jovem com uma estrela afixada numa vara. Vai diante dos Magos, até chegar junto do presépio)

... a estrela que tinham visto no Oriente, ir à sua frente, até que parou junto do lugar onde estava o Menino.

(Os Magos chegam ao presépio, e ficam em adoração, oferecendo os seus dons)

Ao entrarem, viram o Menino com Maria sua Mãe, e prostrando-se o adoraram.
Abrindo os seus tesouros, ofereceram-lhe ouro.

Coro: Ouro!

Narrador: Incenso.

Coro: Incenso!

Narrador: Mirra.

Coro: Mirra!

Narrador: E retiraram-se para as suas terras por outro caminho.

(Os Magos saiem de cena).

Coro: Também nós, gente nova, queremos oferecer a Jesus os nossos presentes.

Rapaz árabe:
(Entre em cena e fica junto do Menino)

Eu te ofereço Senhor, o sol quente do deserto, a sombra fresca das palmeiras, o pôr do sol no horizonte avermelhado, as noites cheias de estrelas. Eu te ofereço o cansaço dos homens que trabalham no deserto e aí ganham o pão de cada dia.

Coro: Tudo isto te oferecemos, Senhor!

Menina japonesa:
Eu te ofereço Senhor, as cores delicadas das flores dos nossos jardins, e as belas montanhas cobertas de verde. Eu te ofereço as coisas que amo e admiro: o barco de meu pai banhado com o seu suor, a força das ondas do mar, a ânsia dos pescadores que partem sem saber se regressam, a música que tanto nos agrada nos momentos de festa.

Coro: Tudo isto te oferecemos, Senhor!

Rapaz negro:
Eu te ofereço Senhor, todos os ruídos e toda a vida da grande floresta, com as árvores que se elevam aos céus. Eu te ofereço aquilo que mais admiro: a paciência do meu pai que trabalha, a alegria do meu povo em festa, a dor do meu povo que quer mais dignidade e liberdade.

Coro: Tudo isto te oferecemos, Senhor!

Menina branca:
Eu te ofereço Senhor, o ruído das fábricas e o ritmo de vida das nossas cidades. Ofereço-te o que mais amo e admiro: o trabalho de cada dia do meu pai e da minha mãe, os progressos da ciência e da técnica, a fé e a esperança que tantas pessoas têm em ti.

Coro: Tudo isto te oferecemos, Senhor!

Narrador: E vós, jovens que escutais, não tendes nada para oferecer a Jesus que nasceu?

Coro: Que quereis oferecer?

1º jovem: Eu te ofereço o meu dia inteiro. Quero que cada dia seja melhor que o anterior, vivendo-o na alegria, porque sei que tu me amas e amas a todos os homens.

Coro: Amas a todos os homens.

2º jovem: Eu te ofereço o meu estudo; tudo aquilo que vou aprendendo para conhecer melhor o mundo, a fim de o transformar em mundo novo.

Coro: Transformar em mundo novo.

3º jovem: Eu te ofereço tudo o que me dá alegria. De modo particular, a alegria de viver e o imenso prazer de conviver com os amigos.

Narrador: Jovens do mundo inteiro: Esta criança é a nossa salvação.

Coro: Veio para salvação de todos os homens.

Narrador: Que todos reconheçam nela a luz do mundo, a salvação de todos os povos.

(Música)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Advento (ano B)






Preparai o Caminho

O que se passa quando alguém vem a nossa casa fazer-nos uma visita?
É preciso preparar o acolhimento: limpar a casa, pensar numa boa refeição, escolher o vestuário apropriado para o acolhimento, comunicar a visita, convidar parentes, amigos, etc...
O coração entusiasma-se antecipado a alegria do encontro, pondo toda a energia na sua preparação.
Por isso, João Baptista exclama vibrante: Preparai o caminho do Senhor!

Como é Deus que vem, o que não faremos para recebê-lo?
O que podemos oferecer a quem nos deu a Vida e se fez pobre criatura?
A quem, sendo Rei, se revestiu dos mais humildes trajos e foi desnudado na cruz, como o pior dos malfeitores, porque nos amou ate ao fim?
Não são os presentes materiais que interessam a Jesus, mas que multipliquemos, avivemos e utilizemos os maravilhosos dons que o Pai nos concedeu para a nossa realização e salvação.










terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vinte e Cinco de Dezembro


Personagens: Anjos, Estrelas, Borboletas, Pastores, Lenhador.

Cenário: Com alguma técnica simples, desenha-se um céu estrelado sobre papel de cenário.
Num canto do cenário, oculto com algum tecido, estará representado o presépio de Belém.

Narrador- A historia que vos vou contar sucedeu num dia vinte e cinco de Dezembro de há... há... bem, um montão de anos.
Mas ninguém a esqueceu. Porque, naquele dia sucedeu algo muito, mas mesmo muito, importante.
Mas o melhor é ver e escutar o que se vai dizer e o que se vai ver neste palco.

Anjos (Crianças vestidas de anjos desfilam pelo palco. Repetem duas ou três vezes e marcando o passo):

Um, dois, um, dois...
Somos anjinhos do Senhor,
Um, dois, um, dois...
Que vamos a Belém,
Um, dois, um, dois...
A adorar o Redentor,
Um, dois, um, dois...

(Colocam-se em redor do palco e ficam aí de pé).

Estrelas (Da mesma forma que os anjos, as estrelas desfilam marcando o passo):

Um, dois, um, dois...
Somos estrelas do céu azul,
Um, dois, um, dois...
Que vamos a Belém,
Um, dois, um, dois...
A brilhar para Jesus,
Um, dois, um, dois...

(Colocam-se da mesma forma que os anjos, sempre rodeando o palco).

Borboletas (Repetem, desfilando, como os anjos e as estrelas):

Um, dois, um, dois...
Somos borboletas, com asas de seda,
Um, dois, um, dois...
E ao menino levamos,
Um, dois, um, dois...
Suspiros de Primavera,
Um, dois, um, dois...

(Colocam-se do mesmo modo que os anjos e as estrelas).

Pastores (Desfilam):

Um, dois, um, dois...
Somos pastorzinhos que nada temos,
Um, dois, um, dois...
Mas muitos beijinhos,
Um, dois, um, dois...
Ao Deus Menino daremos,
Um, dois, um, dois...

Narrador: Pois sim, já se vê. Nessa noite, as estrelas, os anjos, as borboletas... os pastores... todos pareciam tão contentes... como se estivessem a celebrar uma grande festa!
E prestaste atenção?
Ouviste bem?
Todos falavam de Belém, de um menino chamado Jesus, Deus...
Vamos continuar atentos para descobrir o que se passava e quem era esse personagem.

(De novo, saindo do círculo, voltam a desfilar para voltar ao mesmo sítio).

Lenhador (Bocejando e esfregando os olhos):
- Que horas são estas de andar por aqui a dançar?
Se calhar estou a sonhar. (Treme). Faz frio, ai que frio! E que noite mais estranha!

(Olha e descobre os personagens no palco).

Eh! Vocês aí! (Grita): Quem sois? Onde ides?

Anjos (em coro):

Somos anjinhos do Senhor
Que vamos a Belém
Adorar o redentor.

Estrelas (em coro):

Somos estrelas do céu azul
Que vamos a Belém
Brilhar para Jesus.

Borboletas (em coro):

Somos borboletas com asas de seda
E ao menino levamos
Suspiros de Primavera.

Pastores (em coro):

Somos pastorzinhos que nada temos
Mas muitos beijinhos
Ao Deus Menino daremos.

Lenhador-Ai, mãezinha! Que grande confusão!
Querem-me explicar isto tudo como deve ser?
Ai minha nossa senhora, devo estar a sonhar. Ai que sonho tão esquisito.

Anjos (em coro):

Que em Belém nasceu
O nosso Redentor
Para ensinar aos homens
A paz e o amor.

Estrelas (em coro):

É verdade lenhador
Que em Belém nos aguarda
O nosso Salvador.

Borboletas (em coro):

Este bom homem
Por aqui adormeceu
E não se deu conta
De que Deus Menino nasceu.


Pastores (Aproximando-se do lenhador; em coro):

Vamos lenhador!
Levanta-te já
Que o Deus dos céus
Nasceu num Presépio.

Lenhador: Vejamos! Vejamos! A ver se vos ouvi bem.
(repete devagar):

Que em Belém nasceu
O nosso Redentor
Para ensinar aos homens
A paz e o amor.

Todos (em coro):

É isso bom lenhador!
E para lá nos dirigimos
Desfilando...
Um, dois, um, dois...

(Começam o desfile para sair em direcção ao presépio).

Lenhador (Colocando-se no meio e fazendo sinais com as mãos para os parar):
-Um momento! Um momento! Levem-me convosco, por favor... por favor... eu não conheço o caminho! Eu também quero ver esse Menino Deus!

Pastores: De acordo lenhador! Põe-te em fila e desfila connosco.

(O lenhador integra-se no desfile e prosseguem).

Todos:

Um, dois, um, dois...
Vamos todos ao Presépio!
Um, dois, um, dois...
Ver o Rei dos céus que já nasceu.
Um, dois, um, dois...

(Quando chegarem diante do Presépio de Belém colocam-se todos de joelhos. Podem cantar um cântico tradicional de Natal.

domingo, 27 de novembro de 2011

A Caixa



Uma vez, uma mãe castigou um filho de 5 anos por estragar um rolo de papel dourado; a criança serviu-se dele para decorar uma caixa, que depois colocou na árvore de Natal.

No momento da distribuição dos presentes, o menino retirou a caixa da árvore e entregou-a à sua mãe como presente.

A mãe ficou embaraçada mas, ao abrir a caixa, viu que estava vazia.

Disse severamente à criança:
- Então não sabias que se deve colocar sempre alguma coisa dentro dos embrulhos?

O menino olhou-a comovido e com as lágrimas nos olhos disse:
- Mãe, não está vazia. Soprei para dentro dela, até ficar cheia de beijos.

A mãe não sabia que dizer.
Pediu-lhe perdão pela sua ira e abraçou-o com ternura.

Passado algum tempo, um acidente tirou a vida ao menino.

Essa mãe ainda hoje conserva a caixa dos beijos no seu quarto.
Sempre que está mais triste ou deprimida, abre-a e olha para dentro.
Lá está muito amor.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Advento (ano B)




Todos o dia se cresce em estatura e em inteligência.
Quanto à estatura, isso acontece sem nada ter que fazer.
Quanto à inteligência «intelectual», esforçamo-nos na escola para a desenvolver.
Mas existe outra inteligência a desenvolver: é a inteligência do coração.
É isso que proponho para trabalhar até ao Natal.

Prontos para o desafio?

Partida!





Vigiai (primeira semana)

Estamos reunidos em nome de Jesus, Filho de Deus feito Menino para a nossa Salvação, porque queremos preparar os nossos corações para que possa nascer em cada um de nós, na nossa família e na nossa comunidade e fazer que o milagre do Natal seja uma realidade.


Quantas vezes estamos à espera de alguma notícia ou acontecimento do qual vai depender a nossa alegria ou a satisfação de algum desejo...!

Neste tempo do Advento, toda a Igreja se dispõe a celebrar o nascimento de Jesus.
É Jesus que estamos à espera e, por isso, podemos confiar-lhe todas as nossas expectativas humanas.

O que nos pedirá Deus nesta primeira semana do Advento em que esperamos o nascimento do seu Filho?

Que permaneçamos vigilantes.

Quando alguém fica de vela a um doente ou precisa fazer serão para preparar alguma festa, fica «atento» a tudo o que se passa; do mesmo modo, a vigilância a que nos referimos, exige preparação interior, recolhimento, exame de consciência, reflexão sobre as coisas que, na nossa vida, precisam ser modificadas (comportamentos, sentimentos, etc.)

Esperemos atentos e cheios de alegria, ansiosos, como se espera alguém que se ama, com vontade de lhe ser prestável.

Pensemos nos aspectos em que temos de ser melhores, nas mudanças que a nossa vida precisa, nas coisas que precisamos renunciar para que Jesus tenha, no nosso coração, na nossa família, na nossa comunidade, um lugar apropriado para se manifestar.