domingo, 10 de julho de 2011

Palavras...



Narrador – Quais as palavras que, no tempo em que éreis crianças, ouvistes mais vezes?
Quais?
Escutai o que geralmente, se diz às crianças.

(Intervenção de dois ou vários jovens que, alternadamente, dizem as seguintes expressões:)

Está quieto – anda – mais de vagar – despacha-te – não toques – está com atenção – come tudo – lava os dentes – não te sujes – sujaste-te – está calado – já te disse para falares – pede desculpa – vem aqui – deixa-me em paz – vai brincar – não incomodes – não corras – atenção que podes cair – já te tinha avisado que caías – o mal é teu – nunca estás com atenção – não és capaz – és ainda muito novo – eu faço isso – vai-te deitar – levanta-te – faz-se tarde – diverte-te sozinho – cobre-te – não estejas ao sol – já te mandei sair do sol – não se fala com a boca cheia – cala-te – não sabes o que dizes…

Narrador – Estas as palavras que mais se ouvem.
Mas quais as palavras que nós mais gostaríamos de ouvir quando crianças?

(Intervenção dos jovens (ou pais caso este tema for utilizado numa reunião de pais), dizem as seguintes expressões:)

Amo-te – és lindo – sinto-me feliz por ti – falemos um pouco de ti – encontremos algum tempo para nós – como te sentes? – estás triste? – tens medo? – por que é que não te apetece? – és carinhoso – és terno – conta-me – o que é que experimentaste? - és feliz? – gosto de te ver a rir – podes chorar, se quiseres - estás aborrecido? – o que é que te faz sofrer? – o que é que te irritou? – podes dizer tudo o que quiseres – confio em ti – gosto de ti – agrado-te? – quando é que não te agrado? – escuto-te – estás enamorado? – que pensas? - gosto de estar contigo – sinto desejo de te falar – sinto desejo de te escutar – quando é que te sentes mais infeliz? – gosto de ti tal como és – é bom estarmos juntos – diz-me se me enganei – tenho orgulho em ti…

Narrador – Ao nosso lado há, certamente, pessoas adultas que ainda estão à espera dessas palavras que não ouviram quando crianças.
Se tratamos com tanta ternura os cães e os gatos de estimação, por que não nos comportamos assim com as pessoas?

Porquê?

Haverá alguém que saiba responder?


quarta-feira, 6 de julho de 2011

AVida de Jesus

Uma pequena aventura para ler, desenhar e colorir.


































sexta-feira, 1 de julho de 2011

Felicidade...



Olá!
O meu nome é Felicidade...

Faço parte da vida daqueles que têm amigos, pois ter amigos é ser feliz.

Faço parte da vida daqueles que vivem cercados por pessoas como tu, pois viver assim é ser feliz!

Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva, por isso chamado presente.

Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do amor, que acreditam que para uma história bonita não há ponto final.

Eu sou casada. Sabias? Sou casada com o Tempo.

Ah! O meu marido é lindo! É responsável pela resolução de todos os problemas.

Ele reconstrói corações, trata os magoados, vence a Tristeza...

Juntos, o Tempo e eu tivemos três filhos: a Amizade, a Sabedoria e o Amor.

A Amizade é a filha mais velha. Uma menina linda, sincera, alegre.

A Amizade brilha como o sol.

A Amizade une pessoas, pretende nunca ferir, mas consolar sempre.

A do meio é a Sabedoria: culta, íntegra, sempre foi mais apegada ao pai, o Tempo.

A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos!

O benjamim é o Amor. Ah! Como esse me dá trabalho!

O Amor é teimoso. Às vezes só quer morar num lugar…

Eu digo e repito: Amor, foste feito para habitar em dois corações, e não apenas num.

O Amor é complexo, mas cativa, seduz! Quando ele começa a fazer estragos. Eu chamo o pai, o tempo, e ele vai fechar todas as feridas que o Amor abriu!

Uma pessoa muito importante ensinou-me uma coisa:
O final é sempre feliz; se não terminou bem, é porque ainda não chegou o final.

Por isso acredita sempre na minha família!

Acredita no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e, principalmente no Amor.

Então, podes ter a certeza, um dia, eu, a Felicidade, baterei à tua porta.

Sempre que possível, dá amigos ao Tempo. Os amigos do Tempo são os Sonhos!

Eles conduzir-te-ão até às estrelas.

Tem um óptimo dia!

E não esqueças… Sorri!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Padroeira das Primeiras Comunhões



Imelda Lambertini nasceu na cidade de Bolonha, na Itália, pelo ano de 1322.
Como seus pais eram nobres e ricos, nada lhe faltava. Mas esta criança parecia feita para amar só a Deus. Contemplava-o na cruz e oferecia mil pequenos sacrifícios para lhe mostrar o seu amor e converter os pecadores.
O seu passatempo preferido era retirar-se a um pequeno oratório no parque da casa paterna, para aí se entender à vontade com o seu Deus, no mais perfeito recolhimento. Quanto gostava de rezar o terço, como sua mãe lhe tinha ensinado, diante do altar de Nossa Senhora.
Para viver mais para o Senhor alcançou de seus pais licencia para seguir a vida religiosa. Com a idade de dez anos apenas, como não era raro nesse tempo, entrou no Mosteiro das Religiosas Dominicanas de Val di Pietra, perto de Bolonha.

Há muito acalentava outro desejo: receber Jesus no seu coração. Mas achavam-na muito pequenina… A inocente menina chorava, quando via as suas companheiras receber Nosso Senhor, enquanto ela ficava sozinha no banco.

Certo dia resolveu pedir autorização ao capelão do convento para se aproximar do Sagrado Banquete. O seu desejo não foi atendido, porque naquele tempo não se permitia a primeira comunhão, antes dos 14 anos.
Imelda submeteu-se, mas o seu coração estalava de dor.
A custosa prova da inocente criança durava ainda ao aproximar-se a festa da ascensão de Jesus.

Imelda acabava de completar 11 anos.
Pensando que em tão festivo dia, o confessor abrandaria o rigor, venceu a timidez e renovou o pedido com mais instâncias que nunca. Foi porém em vão.

Mas, que é a vontade do homem perante a vontade de Deus?
Pode-se proibir a uma alma que se aproxime d’Ele; mas teremos o poder de impedir que o Senhor se una a essa mesma alma?

Com o coração torturado por tal recusa, Imelda dirige-se à igreja do mosteiro, para assistir à missa e unir o seu sacrifício ao da Vítima adorável.
Quando chegou o momento da Comunhão todas as religiosas foram dispor-se, ditosas e recolhidas em volta do altar.
Só Imelda ficou ao fundo, ajoelhada no banco.
Recolhida, a cabeça entre as mãos, deixou correr abundantes lágrimas, ao pensar na felicidade de suas irmãs e pediu fervorosamente a Jesus, que não demorasse mais na realização da sua vontade.

Quando ela rezava e chorava ainda, eis que uma hóstia saiu milagrosamente do vaso sagrado, elevou-se no ar e atravessou a capela. Sem que nenhuma mão a segurasse, foi parar por cima da cabeça de Imelda, que continuava ajoelhada e adorava respeitosamente o seu Deus.
As religiosas olhavam-na espantadas.
O sacerdote aproximou-se segurando nas mãos a patena.
A Sagrada Hóstia até então imóvel, desceu e pousou suavemente sobre o pratinho doirado.
Não duvidando mais da vontade de Deus, o padre tomou com extrema piedade a hóstia milagrosa e deu-a em comunhão à feliz criança.

Imelda acabava de fazer a sua primeira Comunhão, aos 11 anos.
Era o dia 12 de Maio de 1333.

A menina fecha os olhos e cruza os braços sobre o peito.
O tempo passa.
O sacerdote termina a missa.
Depois da acção de graças o sino do convento toca.
É a hora de sair.
As religiosas levantam-se.
Só Imelda continua imóvel no seu lugar.
Aproximam-se, chamam-na. Não responde.
Imelda, a pequena amiga de Jesus, não pode responder… está morta, morta de felicidade e de amor.
A sua primeira Comunhão tinha terminado no céu.

Desde então, o Senhor manifestou, por numerosos milagres, a santidade desta menina.
O Papa Leão XII aprovou o seu culto dando-lhe o título de Beata e declarou-a padroeira das crianças que fazem a sua primeira comunhão.

É esta a linda história da Beata Imelda Lambertini.

Que todos, mas sobretudo as crianças, desejem receber, como esta menina, Jesus em seus corações.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Antes de adormecer



Deitada sobre a mesa de operação, uma menina de cinco anos olhava assustada ao redor. Eram médicos, enfermeiras e muitos aparelhos estranhos que jamais vira.
O médico anestesista disse à menina:
- Fecha os olhinhos para dormir.
- A menina respondeu:
- Ainda é dia. Não estou com sono.
O médico insistiu:
- Fecha os olhinhos, ao menos por uns minutos. Assim tu irás curar mais depressa.
E a menina:
- Está bem. Mas eu, antes de dormir costumo rezar uma Ave-maria. Posso rezar agora?
- Sim.
E com toda a naturalidade a menina juntou as mãozinhas e rezou. Depois, sem esperar outro pedido fechou os olhos.
Um dos cirurgiões, que há muito tempo vivia na indiferença religiosa, sentiu-se emocionado com esse gesto da criança. Foi o suficiente para pedir a Deus que o ajudasse a avivar a sua fé baptismal até então adormecida.


Até uma criança de tenra idade pode dar testemunho da sua fé.
Ela despertou o médico para a busca de Deus.


domingo, 19 de junho de 2011

Um problema de saúde

Neste mês dos santos populares, Santo António, S. João e S. Pedro, apresento este texto anónimo.

Ele diz, em forma de exame médico, coisas com a santidade.

Fui ao Hospital do Senhor fazer umas análises de rotina e constatei que estava doente.
Quando Jesus media a minha tensão, verificou que estava baixa de ternura, de bondade. Corria o risco de algum acidente cardiovascular.

Ao medir a temperatura, o termómetro registou 40 graus de egoísmo. Com uma temperatura tão elevada corria perigo de vida.

Fiz um electrocardiograma e fui diagnosticado que necessitava de uma ponte de amor, pois a minha vida estava bloqueada e não estava abastecer o meu coração vazio.

Passei pela ortopedia, pois estava com dificuldade de andar ao lado do meu irmão, e também não conseguia abraça-lo por ter fracturado o braço ao tropeçar na minha vaidade.

Constatou-se que tinha miopia, pois não conseguia ver para além das aparências. E esta miopia corria o risco de se agravar sempre mais.

Queixei-me de não ouvir. De facto, os meus ouvidos estavam bloqueados com muitos ruídos banais, e não conseguia escutar os outros atentamente. E também não escutava a voz de Jesus Cristo.


A receita

Obrigado, Senhor, por não me teres cobrado nada da consulta, pois é grande a vossa misericórdia e a vossa bondade.
Prometo, ao sair daqui, somente usar os remédios naturais que me indicou e que estão no Evangelho.
Vou tomar, diariamente, ao levantar, chá de louvor.
Ao chegar ao trabalho, beber uma colher de sopa de optimismo. De hora em hora, um comprimido de paciência, dissolvido num copo de humildade.
Ao chegar a casa, vou apanhar diariamente uma injecção de amor.
Ao deitar-me, duas cápsulas de consciência tranquila e uma boa dose de oração.
Agindo assim, tenho a certeza de que não voltarei a ficar doente.
Será um tratamento para toda a vida, e que me tornará saudável e feliz nesta vida a por toda a eternidade.