domingo, 17 de janeiro de 2010

S. Sebastião Mártir (festa das fogaçeiras)



A festa de S. Sebastião é a mais conhecida e emblemática festividade do concelho de Santa Maria da Feira, conhecida também pela Festa das Fogaceiras.

A devoção a S. Sebastião apareceu em 1505, altura em que a região foi assolada por um surto de peste, e o povo recorreu à intercessão protectora de S. Sebastião.

Esta escolha de S. Sebastião como intercessor junto de Deus em favor do Povo teve certamente a ver com os sofrimentos a que o mártir foi sujeito durante a sua vida terrena e com a fortaleza e coragem manifestadas diante dos mesmos.


Diz a história da Festa das Fogaceiras que o povo, em troca da protecção de S. Sebastião, prometeu ao Santo a oferta de um pão doce chamado Fogaça.
Este pão, incorporado na procissão, era benzido, dividido em fatias e depois repartido pelo povo presente.


Actualmente a "Festa das Fogaceiras" realiza-se a 20 de Janeiro, feriado municipal, e a fogaça é transportada por meninas vestidas de branco, com fitas azuis ou vermelhas à cintura.

As fogaças já não são distribuídas ao povo mas entregues a cada menina.
Três meninas transportam fogaças de tamanho grande, que são entregues às autoridades religiosas, politicas e militar, outra das meninas transporta um tabuleiro com as velas do voto e ainda outra com a miniatura do Castelo da Feira, em madeira.

Por toda a cidade se vendem Fogaças, algumas cozidas em fornos colocados no local para a ocasião.

S. Sebastião Mártir (para crianças)

























quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Bodas de Caná


Apresento hoje em forma de dramatização o primeiro milagre realizado por Jesus Cristo num casamento em Caná na Galileia, onde transformou a água em vinho. (Jo 2, 1-12)



Personagens: Narrador, Noivos e convidados, Jesus, Maria, Chefe de mesa, Serventes.


Narrador
– Realizou-se em Caná da Galileia um casamento. A mãe de Jesus estava lá. Jesus foi também convidado para o casamento com os seus discípulos.

(Marcha nupcial. O cortejo entra com os noivos á frente seguidos dos convidados. Sentam-se e como quem come e conversa animadamente, mas tudo em forma de mímica ao som da música. Maria entretanto conduz Jesus para diante do público.)

Jesus – Que me queres dizer, mulher?

Maria – Não têm vinho. Acabou-se!

Jesus – Mulher que tenho eu a ver com isso? A minha hora ainda não chegou. Quando chegar a minha hora, será então a festa para toda a humanidade.

Maria(Voltando-se para os serventes) – Fazei tudo o que ele vos disser.

Narrador – Ora, havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, cada uma contendo cerca de duas ou três medidas.

Jesus(Dirigindo-se aos serventes) – Enchei essas talhas de água. (Os serventes acenam afirmativamente com a cabeça e saem. Música. Entretanto regressam.)

Serventes – Já estão cheias de água.

Jesus – Tirai agora um pouco de água e levai ao chefe da mesa para ele provar.

(Um servente concorda com a cabeça e faz a mímica de levar um copo ao chefe da mesa.)

Narrador – O chefe da mesa provou a água transformada em vinho. Não sabia donde viera aquele vinho, mas os serventes sabiam, porque eles tinham retirado a água…
O chefe de mesa chamou o esposo e disse-lhe:

Chefe de mesa(levantando-se e dirige-se ao esposo) – É costume servir primeiro o vinho bom. Só quando os convidados já estão embriagados é que se serve o vinho pior. O senhor guardou o vinho melhor até agora!

(E oferece ao esposo, em mímica, o vinho. Este prova-o e fica surpreendido. Depois oferece o vinho à esposa. Esta também fica admirada. O esposo dá ordens ao chefe da mesa e este aos serventes, para que distribuam este vinho bom a todos os convidados. Todos vão ficando maravilhados.)

Convidado 1 – Que vinho tão delicioso!

Convidado 2 – Nunca se viu um vinho assim!

Chefe de mesa – Vamos passar à sala do lado, para continuarmos a festa.

(Saem todos ao som de música festiva.)

Narrador – Deste modo, em Caná da Galileia, Jesus realizou o seu PRIMEIRO MILAGRE.
Assim mostrou o seu poder divino e os discípulos acreditaram nele.


Reflexão

As bodas de Caná

Em que cidade se realizou esta boda de casamento?...
Em Caná da Galileia.

Não se sabe o nome dos noivos.

Quem eram os convidados de que fala o Evangelho?...
Jesus, a sua mãe Maria e os seus discípulos.

Que aconteceu de especial?...
Faltou o vinho.

Faltar o vinho é uma grande tristeza.
O vinho era símbolo da alegria, da felicidade.
Com que iriam fazer os brindes à felicidade dos noivos?
Certamente não podia ser com água. A festa acabaria com todas as pessoas insatisfeitas e nervosas.

Quem se preocupou com a situação?...
Maria, a mãe de Jesus.

Foi ela quem se deu conta da falta do vinho e começou por avisar Jesus, que parece não ficar preocupado.
Depois foi avisar o chefe da mesa, dizendo-lhe:
«Faz tudo o que meu filho te disser!»

Foi então que Jesus mandou encher as bilhas de água.

E eis que acontece o primeiro sinal de Jesus.
Não um gesto de ilusionista que, com uma varinha mágica, muda a água em vinho.
Jesus já uma vez se tinha recusado a mudar as pedras em pão!
Trata-se, certamente, de um sinal a apontar-nos a nós, que temos fé, de que é preciso mudar alguma coisa na nossa vida.

Mudar a água em vinho, hoje.


Este sinal de Jesus aponta-nos para as mudanças que temos de realizar para fazer da nossa vida uma festa.
O que é que deveremos mudar?
Como Jesus Cristo está vivo e nos deu o seu Espírito Santo, é preciso:

Deixar que sejam as crianças a completar as frases.

Mudar a tristeza em … alegria.
Mudar o ódio em … amor.
Mudar a vingança em … perdão.
Mudar a dúvida em … fé.
Mudar o desespero em … esperança.
Mudar a fraqueza em … fortaleza.
Mudar a mentira em … verdade.
Mudar a injustiça em … justiça.
Mudar a guerra em … paz.
Mudar a desunião em … união.
Mudar a maldade em … bondade.
Mudar a incompreensão em … compreensão.
Mudar o comodismo em … sacrifício.
Mudar o homem velho em … homem novo.

São estas algumas das mudanças que somos convidados a fazer, pois Cristo veio para animar uma festa, no mais íntimo do nosso coração.
Com Cristo, a alegria é possível, a felicidade é possível.






domingo, 10 de janeiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Baptismo de Jesus


«Baptismo» quer dizer «imersão».
O baptismo é sinal da morte e ressurreição de Jesus.
Celebrando o baptismo de Jesus, recordamos o nosso baptismo, pelo qual ficamos unidos a Cristo.
Com o sacramento do baptismo inicia-se a vida cristã e entra-se a fazer parte da Igreja.

Evangelho (Lc 3,15-16.21-22)

Reflexão

Imaginai João Baptista junto do rio Jordão. Muita gente a escutá-lo.
A um certo momento, ele vê Jesus ao longe, a aproximar-se, aponta com o braço e diz:
- Olhai. Está a chegar quem é maior do que eu. Eu vim apenas preparar a sua vinda. Agora que ele chegou, vou retirar-me. Ele é que é importante.
Jesus chega e diz-lhe:
- João quero que me baptizes também a mim.
E João responde:
- Eu não sou digno sequer de te desatar as correias das sandálias. Mas faça-se a tua vontade.

A este baptismo de Jesus, juntou-se também o Espírito Santo e Deus Pai.

O Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma de pomba, pois Jesus vinha para proclamar a Boa Nova da paz.

Deus Pai falou, para dizer: «Este é o Meu Filho muito amado».
Uma apresentação oficial, para que todos escutassem e seguissem Jesus.

No dia do nosso baptismo estavam presentes também as três pessoas.
Fomos baptizados em nome do PAI e do FILHO e do ESPIRITO SANTO.

Acção de Graças

(A recitar por jovens ou catequistas enquanto outras crianças apresentam uma cartolina com a imagem referente ao texto).

Senhor, transforma o meu Coração, tão desejoso de possuir muitas coisas e de me isolar no meu individualismo.
Dá-me um coração novo.

Senhor, transforma o meu Olhar, tão apressado a julgar os outros, segundo as aparências e preconceitos.
Dá-me uns olhos novos.

Senhor, transforma as minhas Palavras, tão pouco correctas e ofensivas, e por vezes semeadoras de mentiras.
Dá-me umas palavras novas.

Senhor, transforma os nossos Ouvidos, tão surdos em escutar os nossos irmãos, e surdos em escutar o Evangelho.
Dá-nos uns ouvidos novos.

Senhor, transforma as minhas Mãos, tão fechadas e sem força para ajudar, incapazes de fazer um gesto de bondade.
Dá-nos umas mãos novas.

(No final as crianças com os cartazes afirmam numa só voz…)

Vamos viver à altura de Jesus, como prometemos no nosso baptismo.