quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Quero ser Rei

Por meio deste jogo os participantes podem descobrir se aspiram a posições influentes do grupo. Manifestarão que companheiros lhes parecem que têm qualidades para serem chefes.

Os participantes devem ter já alguma experiencia de jogos interactivos; no grupo deve existir uma boa relação de confiança.
Vale para qualquer número de participantes a partir dos 8 anos com duração de meia hora.
Pode e deve participar todas as crianças do grupo.

Os materiais utilizados são quatro autocolantes vermelhos para meninas e quatro azuis para rapazes.
Coroas de cartolina colorida.
Uma tira de cartolina para cada coroa, com 5cm de largura e 50cm de comprimento.
Um agrafador.

Desenvolvimento

Vamos jogar ao «Quero ser Rei».
Neste jogo escolhereis o rei do vosso grupo. O rei, já o sabeis, preocupa-se em que se respeitem os direitos dos súbitos, modera os conflitos, representa os interesses do país ante os povos.
Cada um de vós irá ter uma coroa na cabeça…

Cada participante coloca a sua coroa com a tira de fita agrafada.

Agora podeis proceder à eleição.
Faremos assim.
Darei a cada um quatro autocolantes vermelhos para as raparigas e quatro azuis para os rapazes. Imaginai que estes autocolantes são pedras preciosas que aplicareis na coroa do vosso colega que queres escolher como rei, isto é, que tem qualidades de chefe.

Tendes quinze minutos para pensar em quem ireis escolher e a quem ireis dar as pedras preciosas. (15 Minutos).

Agora podeis levantar-vos e circular na sala.
Ireis colando autocolantes na tira da coroa do vosso rei escolhido como certamente recebendo. Recordai-vos que tendes apenas 4 pedras preciosas para colar na coroa. Podeis dá-las a mais que um companheiro.

No final, fica escolhido aquele que teve mais pedras preciosas.
Tirai a vossa coroa e vede quantas pedras recebestes.

O rei coloca-se ao centro.
Do lado direito colocam-se os que gostam dele.
Do lado esquerdo os que não o queriam como rei.
Agora cada qual dirá ao rei o que pensa dele e o que ele deve fazer.

Avaliação

- Gostaram deste jogo?
- Alguém ficou triste por não ter sido escolhido?
- Que outros companheiros mereciam ser escolhidos como rei?
- Que qualidades deve ter um bom chefe?


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Olá amigos, esta semana público 2 textos que podem ser utilizados numa eucaristia, (na acção de graças), referente ao DOMINGO XXXIII do tempo comum, ANO B.
O Evangelho é de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Marcos (Mc 13, 24-32).


1º TEMA


Catequista
O Evangelho do Domingo XXXIII do tempo comum convida-nos a duas atitudes.

Primeira atitude: ESPERANÇA

(Aparece uma criança com um cartaz, onde está escrita na vertical a palavra «ESPERANÇA»).

Em primeiro lugar, um convite à esperança.
Por vezes, nós vemos tudo muito escuro. Parece que o escuro é mais forte que a luz, o mal mais forte que o bem, o ódio mais forte que o amor, a violência mais forte que a paz. Parece que este mundo, como as coisas andam, vai acabar num desastre.
Mas o Evangelho de hoje convida-nos à esperança, porque nos anuncia uma alegre noticia: haja o que houver, quem tem a ultima palavra é Jesus Cristo. Ele virá para derrotar definitivamente o mal, o pecado e a morte.
Jesus Cristo tem o mundo nas suas mãos.

Senhor Jesus, aumentai a nossa esperança.

R/ Senhor Jesus, aumentai a nossa esperança.

(A criança coloca a palavra numa cartolina ou quadro para no final ficar em forma de cruz).


Segunda atitude: EMPENHO

(Aparece outra criança com um cartaz, onde está escrita na horizontal a palavra «EMPENHO»).


Em segundo lugar, um convite ao empenho.
Empenho é a mesma coisa que compromisso. Significa empenhar-se em fazer alguma coisa para que, quando Cristo glorioso vier, na sua segunda vinda, encontre um mundo mais bonito do que é agora. Há coisas que, se não formos nós, ninguém as fará.
Mas que poderemos nós fazer? Podemos ir semeando as sementes da alegria, da paz, do bem, da verdade, da bondade, da amizade, do perdão, da esperança, da caridade. Uma sementeira que prepara as flores para a festa da segunda vinda de Jesus.

Senhor Jesus, aumentai o nosso empenho.

R/ Senhor Jesus aumentai o nosso empenho.

(A criança coloca a palavra junto da anterior para assim formar uma cruz).











2º TEMA


(Texto a ser recitado por crianças enquanto mostram uma pequena imagem alusiva ao que estão a dizer).




1º-(Sol) Senhor Jesus, quando os dias são cinzentos, Tu és o meu SOL.



2º- (Luz) Quando cai a noite escura, Tu és a minha LUZ.



3º- (Oásis) Quando o caminho da vida é árido, Tu és o meu OÁSIS.



4º- (Esperança) Quando me canso de esperar, Tu és a minha ESPERANÇA.



5º- (Salvação) Quando me sinto perdido neste mundo, Tu és a minha SALVAÇÃO.



6º- (Juventude) Quando o cansaço me oprime, Tu és a minha JUVENTUDE.



7º- (Alegria) Quando a tristeza se ri de mim, Tu és a minha ALEGRIA.



8º- (Horizonte) Quando os meus olhos estão nublados, Tu és o meu HORIZONTE.



9º- (Âncora) Quando não tenho onde me agarrar, Tu és a minha ÂNCORA.



10º- (Fonte) Quando me sinto com sede de felicidade, Tu és a minha FONTE.


Todos
Só Tu Senhor és a nossa esperança.

terça-feira, 10 de novembro de 2009



A Lenda de S. Martinho

Há muitos anos atrás, num certo dia de Outono, um soldado romano chamado Martinho viajava montado no seu cavalo.
Chovia torrencialmente, trovejava… e o céu estava tão escuro que parecia que ia anoitecer muito mais cedo do que o normal para aquela época do ano.
Era, na verdade, uma grande tempestade.



Martinho seguia o seu caminho quando ouviu uma voz pedindo socorro.
Era um mendigo, cheio de frio, que pedia ajuda a quem passava naquela estrada.



Martinho parou o seu cavalo para ajudar aquele pobre homem.
Ele tremia, estava cheio de frio e já sentia-se muito fraco.



Martinho tirou a capa que lhe cobria as costas, cortou-a ao meio com a sua espada e ofereceu metade da capa ao mendigo, para que ele se agasalhasse e se protegesse contra o frio que se fazia sentir naquele dia de Outono, que mais parecia um dia de Inverno.



Assim que Martinho cobriu o mendigo com a metade da sua capa, a tempestade passou, o céu ficou azul, a chuva parou e o sol aqueceu a Terra com os seus raios quentes, como se quisessem abraçar o soldado Martinho por aquela boa acção.
Parecia um dia de Verão.



Ouvi dizer que a partir desse dia, todos os anos, o sol costuma aparecer para aquecer a Terra e lembrar a todos as pessoas crescidas, e a todos os meninos e meninas, esta boa acção de S. Martinho, para que sigam o seu exemplo e sejam mais amigos uns dos outros.
É o Verão de S. Martinho.






A lenda de S. Martinho (teatro)

(Nesta pequena peça de teatro todas as crianças na sala de catequese podem participar. Poderá usar fantoches feitos de cartolina, desenhos pintados ou personagens reais para contar a história. Se optar por apresentar os fantoches ou desenhos os catequistas fazem de narrador, S. Martinho e de mendigo e as restantes crianças fazem a sonorização da peça).

Narrador
Estou aqui para vos contar a lenda de S. Martinho. É a história de um soldado romano que pela sua bondade ficou famoso.
Vamos ouvir com muita atenção;

Certo dia, Martinho saiu montado no seu cavalo…

(Algumas crianças bate alternadamente com as mãos nos joelhos imitando o galope de um cavalo).

Narrador
Era um dia de forte tempestade. Estava frio e trovejava sem parar…

(Duas ou três crianças sacodem cartolinas, cujo som faz lembrar o ecoar dos trovões).

Narrador
O vento soprava forte e chovia torrencialmente…

(Outras crianças imitam o uivo do vento, enquanto outras batem com dois dedos na palma da mão ou amassam sacos de plástico fino)

Narrador
Martinho vestia uma grossa capa vermelha que o protegia do mau tempo.

(Ouvem-se novamente, os sons da tempestade: trovões, chuva e vento).

Narrador
Mas aquela viagem foi interrompida pelo pedido de socorro de um mendigo cheio de fome e de frio que implorou:

Mendigo
Soldado amigo, ajuda-me! Tenho fome e tenho tanto frio…
Por favor ajuda-me, salva-me!

Narrador
Decidido a ajudar o pobre mendigo, Martinho parou o seu cavalo.

(As crianças voltam a imitar o som do galope de um cavalo e, de repente, param de bater as mãos e imitam o relinchar do cavalo).

Narrador
Com a ajuda de sua espada, Martinho cortou a sua capa de militar ao meio e ofereceu uma parte àquele mendigo sentado na berma da estrada.

S. Martinho
Não sofras mais meu pobre. Toma metade da minha capa. Cobre-te com ela e aquece o teu corpo e a tua alma.

Narrador
Martinho sentiu uma enorme felicidade por ter ajudado aquele pobre mendigo. Montou o seu cavalo e segui viagem com o coração cheio de alegria.

(As crianças voltam a imitar o som do galope do cavalo).

Narrador
Subitamente a tempestade parou. As nuvens desapareceram, o sol brilhou e aquele dia que era de Outono, mas mais parecia de Inverno, encheu-se de luz e calor como se fosse um belo dia de Verão.

(Algumas crianças imitam o som dos pássaros).

Narrador
E para que os homens da terra lembrem esta boa acção, para que os meninos e meninas que ouvem esta história aprendam a caridade, todos os anos, por esta altura, o sol brilha mais forte para que perdure a bondade.
É o Verão de S. Martinho.