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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Epifania do Senhor



Dia de Reis

Vieram os três Reis Magos
Das suas terras distantes
Guiados por uma estrela,
Cujos raios cintilantes
Os levaram ao Deus Menino
Que, a sorrir de bondade,
Recebeu os seus presentes
E os acolheu com amizade.



Os Magos adoram a Jesus

O Evangelho de S. Mateus foi escrito para cristãos de origem judaica, convencidos de que os seus privilégios de “povo escolhido” continuavam em vigor. S. Mateus ensina-lhes que a salvação de Deus está aberta a quantos crêem e confiam em Jesus, sem importar raça, religião ou cultura. É este um dos motivos da festa da Epifania, palavra grega que significa: manifestação. Jesus mostra-Se (manifesta-Se) a todo o mundo.

Os Magos do Oriente são o contraponto de Herodes. Herodes é o rei do povo escolhido, conhece as escrituras e a profecia de que um Messias vai nascer em Belém. No entanto, não aceita Jesus e só procura matá-Lo.

Os Magos do Oriente são estrangeiros, têm outra religião e praticam a adivinhação consultando os astros (actividade proibida pela lei de Deus).

Mas vivem abertos à esperança. Põem-se a caminho. Procuram Jesus até O encontrarem. Aceitam-nO com fé. E com os seus três presentes reconhecem-n’O como Messias, Deus Salvador e Homem.
Voltarão à sua terra “por outro caminho”: o caminho da fé.



Evangelho (Mt 2, 1-12).

(Leitura dialogada: Celebrante (Narrador); 3 reis, voz off; rei Herodes).

Narrador – Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando apareceram em Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. Perguntaram eles:

Rei 1- Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?

Rei 2 – Nós vimos a sua estrela no Oriente.

Rei 3 – Viemos para nos prostramos diante dele.

Narrador – O rei Herodes ouviu e ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os sumos sacerdotes e escribas do povo e informou-se junto deles onde havia de nascer o Messias. Eles disseram-lhe:

Voz off – Em Belém da Judeia, que assim está escrito pela mão do profeta: «E tu, Belém, terra de Judá, nem por sombras és a mais modesta entre as cidades principais de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, Meu povo».

Narrador – Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes aparecera a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes:

Herodes – Ide obter informações precisas do Menino e avisai-me, quando o encontrardes, para eu também ir prostrar-me diante dele.

Narrador – Ouvido o rei, puseram-se a caminho.
E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguiu à frente deles e foi deter-se por cima do lugar onde estava o Menino. Ao verem a estrela, sentiram enorme alegria.
Entraram em casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe e, caindo de joelhos, prostraram-se diante dele. Depois abriram os seus tesouros e ofereceram-lhes presentes.

Rei 1 – Oiro.

Rei 2 – Incenso.

Rei 3 – Mirra.

Narrador – E, avisados em sonho, de que não voltassem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.




Explicação

(Pode ser feita em forma de entrevista por uma criança ao celebrante ou catequista).


Quem eram esses reis magos?

R/ Esses reis magos eram uns sábios que viviam longe. Não pertenciam ao povo judeu. Dizemos que eram pagãos.
Não eram uns sábios quaisquer. Eram pessoas que buscavam a Deus. Por isso, puseram-se a caminho, a ver se encontravam o Messias.

Diz o Evangelho que foram guiados por uma estrela.
Como foi?

R/ Não interessa saber que tipo de estrela ou astro os guiou. S. Mateus não é um astrónomo mas um catequista. Ele quer dizer-nos que Jesus nasceu para ser, na escuridão do mundo, como uma estrela que nos guia para Deus. Jesus é hoje a nossa estrela que nos indica o caminho da felicidade.

Diz-se que eram três e um deles era negro. Será verdade?

R/ Mais uma vez não nos interessa esses pormenores: nem a cor da sua pele nem o seu nome. A tradição diz que um se chamava Gaspar, outro Melchior e outro Baltasar.
O que o evangelista nos quer dizer é que eram pessoas que vinham de longe. Não eram judeus.
Alguns pensavam que Jesus veio para salvar apenas os judeus. Este episódio diz-nos que Jesus veio para toda a gente. Também para os que vivem longe e têm a pele de outra cor. Nasceu para salvar todos os povos.

Escutámos que eles ofereceram presentes. Oiro, incenso e mirra. Porquê estes presentes?

R/ Não interessa saber que presentes foram, mas o que eles representam. Segundo a tradição, cada um deles tem um significado.

Então que significa o oiro?

R/ O oiro significa que Jesus Menino nasceu e veio ao mundo para ser rei. Não um rei ao estilo do mundo, mas um rei a cujo reino pertencem todos os que amam a Deus e amam o próximo. Um Reino de amor, de fraternidade, de paz.

E qual o significado do incenso?

R/ O incenso era um perfume que se queimava diante do altar de Deus no templo. Oferecer incenso a essa criança é professar que esse menino é realmente Deus. Jesus Menino é Deus connosco em pessoa humana.

E qual o significado da mirra?

R/ A mirra era, nesse tempo, um medicamento que tanto servia para curar as feridas como para ungir os mortos.
Oferecer este presente a Jesus significa que eles acreditavam que era verdadeiramente uma pessoa humana como nós, sujeita ao sofrimento e à morte.

Já percebi o fundamental. Hoje celebramos Jesus que veio para ser luz de todos os povos. Que todos os povos o reconheçam.

R/ Sim, que todos os povos o reconheçam. Mais de metade das pessoas do mundo não o reconhecem como sua luz.
Alegremo-nos porque podemos dizer que Jesus é nossa luz e salvação.




Oração

Senhor,
oferece um mapa do mundo
aos meninos e meninas da Terra
para que o pintem com cores
e se esqueçam de traçar fronteiras.
Senhor, oferece às crianças do
mundo um mapa cheio de verdes
prados, de rios gigantes, oceanos
e mares com água limpa e fresca.

Senhor,
oferece um mapa do mundo
em que cresçam
colheitas partilhadas
e riquezas distribuídas.

Senhor, oferece-nos a todos
força e entusiasmo
para fazermos nova a Terra.




Sabias que…

Uns Magos do Oriente

O Evangelho de Mateus não especifica se o número de Magos era três nem diz os seus nomes. Só diz que vinham do Oriente e que eram astrólogos. O seu número e o seu nome chegaram-nos através dos evangelhos apócrifos.

Ouro, incenso e mirra

Os presentes são simbólicos. Com o “ouro”, reconhecem-n’O como Messias porque era o metal dos reis. Com o “incenso” reconhecem-n’O como Deus, porque o incenso era queimado diante de Deus. Da “mirra” era extraído um perfume com que se ungia os cadáveres. Com ela querem significar que Jesus é homem.

smilie

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Novo Ano de Catequese



É o início do novo ano catequético.
Chegam as crianças e os adolescentes, que são acolhidos pelos catequistas com uma saudação pessoal e alguma palavra amiga.
Este primeiro encontro com o catequista é a imagem da igreja que alguns vêem pela primeira vez: uma comunidade onde há calor humano, alegria, festa.

Publico este pequeno esquema que pode ser utilizado num primeiro encontro com a catequese toda onde poder-se-á também entregar os catecismos.
Para quem quiser a parte da partilha pode ser feita em forma de jogral.
Há que colocar a imaginação em movimento.


Material
- Cartaz com um semáforo azul
- Círio Pascal
- Bíblia aberta com os Catecismos colocados à volta

Animador
Porque estamos aqui?
Para iniciar um novo ano de catequese.
Alguns já andaram na catequese. Outros estão de novo.
Os que estão pela primeira vez levantem o braço. Sejam todos muito bem-vindos.

Vamos cantar com alegria de nos encontrarmos todos juntos à volta de Jesus.

(Um cântico que seja simples, para que todos cantem).

Jesus disse: «Eu sou a luz do mundo», estou no meio de vós como uma luz que vos ilumina e vos orienta.
É por isso que o sacerdote vai acender o círio pascal: um sinal que nos faz lembrar a presença de Jesus connosco.

Celebrante
Jesus disse: «Quando dois ou três se reunirem em meu nome, eu estarei no meio deles!»

(E acende com solenidade o círio, de forma que todas as crianças vejam bem. No final, repete-se o refrão do cântico anterior).

Criança
Senhor, fostes vós quem nos convidastes e sentimo-nos felizes por estar aqui junto de vós.
Ajudai-nos durante este ano a conhecer-vos melhor e a amar-vos cada vez mais.

Todos
Aqui estamos Jesus para escutar a Tua Palavra e a colocar em prática no nosso dia-a-dia.

Animador
Vamos escutar bem uma leitura. Ela vai dizer-nos um pouco do que iremos fazer ao longo do ano novo de catequese.
São conselhos que o apóstolo S. Paulo deu aos primeiros cristãos.

Catequista
Carta de S. Paulo aos Colossenses (3, 12-17)

Como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão e longanimidade, suportando-vos uns aos outros, perdoando-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra o outro.
Como o Senhor vos perdoou, assim deveis também perdoar vós.
Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade que é o vínculo da perfeição.
Resida em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados, a fim de formar um só corpo. Sede agradecidos.
A palavra de Cristo permaneça em vós abundantemente em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando, sob a acção da graça, louvores a Deus em vossos corações.
E tudo quanto fizerdes, por palavra ou obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

Palavra do Senhor.

(Um cântico para que todos cantem).


Partilha

Uma vez, um semáforo que estava na praça principal teve uma atitude estranha.
Todas as luzes, num instante, se tingiram de azul e as pessoas já não sabiam como orientar-se.

- Atravessamos ou não atravessamos? Paramos ou não paramos?

Como os seus três olhos e em todas as direcções, o semáforo difundia o insólito sinal azul, de um azul parecido com o ar azul do céu.
Os automobilistas tentavam perceber o que estava acontecer.
A um certo momento começaram todos a apitar. Também os motociclistas paravam com os escapes em grande ruído. E os peões barafustavam com esse semáforo estranho:

- Deve estar maluco!

Alguns brincalhões diziam com graça:

- Alguém roubou o vermelho para pintar os peixes do jardim.
- E sabeis o que fizeram ao amarelo? Meteram-no no azeite.

Finalmente chegou um guarda e colocou-se ao centro para controlar o tráfico.
Um outro guarda procurou a caixa dos comandos para reparar a avaria e cortou a corrente.
Antes de o semáforo azul se apagar, ainda teve tempo para dizer:

- Pobre gente! Eu tinha dado o sinal de «caminho livre» para o céu.

ra o que significava o azul celeste. Se esta gente tivesse compreendido o sinal, agora todos saberiam voar. Mas faltou-lhes a coragem.


Que tem esta história a ver com a catequese?

A catequese é o semáforo azul.
Passamos muito tempo a olhar para o chão, para os livros, para os brinquedos, para a televisão, para os jogos do computador, para os telemóveis, para o futebol e tantas outras diversões e coisas que ocupam os nossos dias.
Mas isso não chega para ser feliz.
Precisamos de olhar para Jesus.
O semáforo azul aponta-nos para o nosso grande amigo.


Que dizia S. Paulo aos cristãos do seu tempo?

Dizia, entre outras coisas, que é preciso escutar e pôr em prática a palavra de Deus.
Que devemos rezar com confiança e também cantar com alegria, em acção de graças.
Que precisamos de viver no amor fraterno, perdoando-nos uns aos outros, a exemplo de Jesus. Que devemos estar sempre voltados para Jesus.
É isto que iremos fazer durante o ano de catequese.

(Um cântico para que todos cantem).

Animador
Para significar o nosso desejo de estarmos voltados para Jesus e escutarmos a sua Palavra, vamos colocar-nos de pé.
Agora, formando uma fila, vão aproximar-se do local onde está a Bíblia e receber cada um o seu catecismo. Ao ser entregue o catecismo dão um beijo nele e depois retiram-se para o vosso lugar.

(Um cântico enquanto cada criança e adolescente recebem o seu catecismo).

Como gesto de despedida, o celebrante vai impor as mãos sobre todos nós.
É um sinal que nos mostra que o Espírito Santo está connosco para ser a nossa força durante este novo ano.

Celebrante
(Impondo as mãos num gesto amplo, diz:)

Que o espírito Santo desça sobre vós, crianças e catequistas, e vos ajude a escutar a Palavra de Deus e a pô-la em prática ao longo dos dias para que a vossa alegria seja grande. Ámen.

(Um cântico que seja muito ritmado com gestos).

terça-feira, 23 de março de 2010

Domingo de Ramos




Início da Semana Santa, o coração do ano litúrgico.
Hoje começamos com a entrada vitoriosa e aplaudida de Jesus em Jerusalém, num ambiente festivo de Páscoa.
Mas este dia é lusco-fusco, porque é Domingo da Paixão. Se, por um lado, aparece o louvor, por outro, surge a rejeição e a paixão dolorosa.
O Domingo de Ramos é o limiar de uma semana recheada de revelação e de testemunho.
Preparemo-nos para a viver com profundidade: a entrada em Jerusalém, a ceia do Senhor, a sua paixão.

Evangelho Lc 22, 14-23, 56.

(Este Evangelho que narra a paixão de Jesus pode ser proclamada por várias pessoas. Apresento aqui esta narração em forma de Via-Sacra)

1ª Estação

Jesus é julgado por Pilatos

Narrador – Naquele tempo, levantaram-se os anciãos do povo, os sumos-sacerdotes e os escribas e levaram Jesus a Pilatos. Começaram a acusá-lo nestes termos:
Judeus – Encontramos este homem a sublevar o nosso país, a impedir que se desse tributo a César e a dizer-se, Ele próprio, o Messias Rei.
Narrador – Pilatos perguntou-lhe:
Pilatos – Tu és o Rei dos Judeus?
Narrador – Jesus respondeu-lhe:
Jesus – É como dizes.
Narrador – Pilatos disse então aos sumos-sacerdotes e à multidão:
Pilatos – Não encontro nada de culpável neste homem.
Narrador – Mas eles insistiram:
Judeus – Amotina o povo, ensinando por toda a Judeia; começou na Galileia e veio até aqui.
Narrador – Ao ouvir estas palavras, Pilatos perguntou se o homem era galileu. E, ao saber que era da Jurisdição de Herodes, enviou-o a Herodes, que também estava em Jerusalém nesses dias.

2ª Estação

Jesus é julgado por Herodes

Narrador – Ao ver Jesus, Herodes ficou muitíssimo satisfeito. Havia bastante tempo que o queria ver, pelo que ouvia dizer dele, e esperava ver algum milagre que ele fizesse. Fez-lhe bastantes perguntas, mas ele não lhe deu qualquer resposta.
Os sumos sacerdotes e os escribas lá estavam a acusá-lo com insistência. Herodes, com os seus oficiais, depois de o ter desprezado e escarnecido, vestiu-lhe uma traje pomposo e remeteu-o a Pilatos.
Herodes e Pilatos ficaram nesse dia amigos um do outro, pois antes eram inimigos.

3ª Estação

Jesus novamente com Pilatos

Narrador – Pilatos convocou os sumos-sacerdotes, os chefes e o povo e disse-lhes:
Pilatos – Trouxestes este homem à minha presença, como agitador do povo. Mas olhai que o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes que o acusais. Herodes, aliás, também não, uma vez que o remeteu para nós. Como vedes, não praticou nada que mereça a morte. Vou então soltá-lo, depois de o mandar castigar.
Narrador – Pilatos devia soltar-lhes um preso por ocasião da Festa. E todos começaram a gritar:
Coro – Dá-lhe a morte e solta-nos Barrabás!
Narrador – Barrabás tinha sido metido na cadeia, por causa de uma insurreição que se dera na cidade e por assassino.
De novo, Pilatos lhes dirigiu a palavra, no desejo de libertar Jesus. Mas eles diziam em altos brados:
Coro – Crucifica-o! Crucifica-o!
Narrador – Disse Pilatos pela terceira vez:
Pilatos – Então, que mal fez ele? Nada encontrei nele que mereça a morte. Vou, portanto, soltá-lo, depois de o mandar castigar.
Narrador – Mas eles insistiam em altos brados, pedindo que ele fosse crucificado, e os seus brados aumentavam de violência. Então Pilatos decidiu satisfazer-lhes o pedido: soltou aquele que estava metido na cadeia por insurreição e assassínio, e que eles reclamavam, e entregou Jesus para o que eles pretendiam.

4ª Estação

Jesus a caminho do calvário

Narrador – Quando o conduziam, lançaram mão a um certo Simão de Cirene, que vinha do campo e colocaram-lhe a cruz em cima, para levar atrás de Jesus. Seguia-o grande massa de povo e mulheres, batiam no peito e se lamentavam por ele. Mas Jesus voltou-se para elas e disse-lhes:
Jesus – Mulheres de Jerusalém, não choreis por mim. Chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos.
Narrador – Eram levados ainda outros homens: dois malfeitores que deviam ser crucificados com Jesus.

5ª Estação

Jesus é crucificado entre dois ladrões

Narrador – E, quando chegaram ao lugar chamado Calvário, aí o crucificaram a ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia:
Jesus – Perdoa-lhes, ó Pai, pois não sabem o que fazem.
Narrador – Deitaram sortes, para repartirem entre si as vestes dele. E o povo lá estava a observar. Por seu turno os chefes diziam:
Coro – Salvou os outros: salve-se a si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito.
Narrador – Também os soldados fizeram troça dele aproximaram-se para lhe oferecerem vinagre e disseram:
Coro – Se és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo.
Narrador – Havia um letreiro por cima dele: «Este é o Rei dos Judeus». Entretanto, um dos malfeitores suspensos na cruz insultava-o:
Ladrão 1 – Não és tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós também.
Narrador – Mas o outro interveio e repreendeu-o.
Ladrão 2 – Tu nem sequer temes a Deus, sujeito como estás ao mesmo suplício? Quanto a nós é de justiça, pois suportamos o que as nossas más acções mereciam. Mas este homem nada praticou de condenável.
Narrador – E acrescentou:
Ladrão 2 – Jesus, lembra-te de mim quando vieres com a tua realeza.
Narrador – Jesus respondeu-lhe:
Jesus – Em verdade te digo: Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.

6ª Estação

Jesus morre

Narrador – Era já por volta do meio-dia quando as trevas se produziram em toda a região, até às três horas da tarde, porque o sol se tinha eclipsado. O véu do Templo rasgou-se ao meio e Jesus bradou com voz forte:
Jesus – Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.
Narrador – Dito isto, expirou.
Ao ver o sucedido, o centurião deu glória a Deus dizendo:
Centurião – Realmente, este homem era justo.
Narrador – E toda a multidão que tinha assistido àquele espectáculo, depois de ter visto o que se passara, regressavam batendo no peito. Lá estavam à distância todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galileia e que estavam a observar as coisas.

Reflexão

S. Lucas, nesta narração da Via-sacra, apresenta um retrato de Jesus que, mesmo no sofrimento, revela muito amor para com as pessoas e para com Deus.

Na dor, ama as pessoas

Jesus não responde a Herodes, mantendo-se sereno e respeitando a autoridade.
Jesus consola as mulheres que choram, quando ia com a cruz às costas.
Jesus perdoa aos seus inimigos que o crucificaram.
Jesus tem um gesto de amizade com o bom ladrão, prometendo-lhe o Paraíso.

Na dor, ama a Deus

Jesus, quando estava no monte das Oliveiras, antes de ser preso, rezava ao Pai.
Jesus, sereno perante os acontecimentos, parece dizer: «Confio em Deus, meu Pai. Ele está comigo».
Jesus, no momento da sua morte, voltou-se para o Pai e rezou, entregando-lhe a sua vida.

O Evangelho da Paixão garante que chegou a “hora” de Jesus: o grão de trigo tem de cair na terra e morrer para produzir frutos. A suprema decisão vai chegar. Cravado na cruz, vai proclamar a alternativa da sua religiosidade. Tentaram acabar com Ele, mas não conseguiram apagar a sua voz, nem enterrar o seu Evangelho. Antes pelo contrário, converteu-se na causa e motivação que dão sentido à vida de muitas pessoas, entre as quais nos contamos nós.
Já Ele o tinha anunciado previamente: “Ninguém Me tira a vida; sou Eu que a dou por Mim mesmo” (Jo 10, 18)

Acção de Graças

Hossana, Hossana ao Filho de David.
Bendito aquele que vem em nome do Senhor.

Alegra-te povo de Deus,
Alegrai-vos, povos do mundo inteiro.
Cantai, aplaudi e vitoriai Jesus,
O filho de Deus, o Profeta do Altíssimo.
Ele não quis aparecer revestido de poder,
Antes a sua entrada foi em cima de um jumento.
Ele não quis vir rico de dinheiro ou prepotente,
Mas de mãos abertas para servir
E o coração a transbordar de nobres sentimentos.
Ele é o Profeta de Deus, voluntário e dedicado,
O Redentor de todos os tempos.

Hossana, Hossana ao Filho de David.
Bendito aquele que vem em nome do Senhor.


Levar para casa

Hoje entramos no mistério pascal de Cristo.
Quinta-feira será o dom de si mesmo na noite, alimento que continua a alimentar a nossa vida de irmãos.
Sexta-feira contemplaremos Cristo, abandonado e morto. A sua cruz continuará a reunir a sua comunidade, sob o sinal do seu amor.
Na noite de sábado, festejamos a grande passagem de Cristo da morte à vida; passagem que continua a dar sentido às nossas festas dominicais.
Na manhã da Pascoa, será a vitória do amor sobre o ódio, da glorificação sobre a humilhação, da vida sobre a morte: é nisto que consiste o mistério pascal, que dará às nossas comunidades as verdadeiras razões de viver e de esperar.





terça-feira, 16 de março de 2010

V Domingo da Quaresma



Jesus pode transformar completamente as nossas vidas, com a sua palavra e com o seu exemplo radical.
A conversão é uma renovação interior e exterior que aumenta de intensidade, se experimentamos um perdão absoluto, como aquele que vem no Evangelho. Há gente que tem em tanto apreço a fé e o conhecimento de Jesus, que põe de lado tudo o que não estiver de acordo com Ele e com os seus projectos.
Não há dúvida, Jesus é Aquele que a história teve de mais excelente, o melhor tesouro que se pode encontrar.

Evangelho Jo8, 1-11

Narrador – Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras, mas, de madrugada, apareceu outra vez no templo. Como todo o povo se aproximava dele, sentou-se e começou a ensinar.

(Entra um grupo de jovens, e com eles trazem uma jovem que é atirada para o chão. Eles formam um semi-circulo à sua volta e com o braço esquerdo estendido para ela num gesto de rejeição. Na mão direita trazem uma pedra. Formam assim como que um quadro vivo)

Os escribas e os fariseus trouxeram uma mulher apanhada em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram-lhe:

Judeu – Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante a cometer adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. E tu, que dizes?

Narrador – Falavam assim para lhe armarem uma cilada e terem uma acusação a fazer-lhe. Mas Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. Como persistiam em interrogá-lo, ergueu-se e disse-lhes:

Jesus – Aquele de vós que estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra.

Narrador – Inclinou-se novamente e continuou a escrever no chão. Mas eles, quando ouviram tais palavras…

(Um de cada vez, atira com a pedra para o chão e retira-se. Esta retirada faz-se lentamente, com expressão de vencidos. Fica apenas a jovem e Jesus)

… foram saindo um por um, a começar pelos mais velhos. Ficou só Jesus com a mulher. Jesus ergueu-se e disse-lhe:

Jesus – Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?

Narrador – Ela respondeu:

Mulher – Ninguém, Senhor.

Narrador – Também eu não te condeno. Vai, e doravante não tornes a pecar.

(Jesus pega na mão da jovem e retiram-se)


Reflexão

O perdão de Jesus

Entenderam este gesto de Jesus, que não condenou a mulher apanhada a fazer um pecado? Todos armados com pedras nas mãos para lhe atirarem. Mas Jesus desarmou-os com uma frase muito simples.
Que lhes disse? «Quem estiver sem pecado, que lhe atire a primeira pedra».
Jesus, no fim, disse-lhe para não voltar a pecar e mandou-a em paz.
Conheceis outros gestos do Evangelho em que Jesus perdoa aos pecadores?

(Intervenção de várias crianças. Pode-se usar estes três textos seguintes como exemplos ou outros)

Uma vez Jesus viu Zaqueu, um pecador, que estava em cima de uma árvore. Disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa que eu quero ficar em tua casa».
Ele acolheu Jesus, que lhe perdoou. Tanto assim, que ele mudou de vida.

Uma vez, Pedro fez um grande pecado, disse que não conhecia Jesus. Negou-o por três vezes. Mas Jesus, ao passar, olhou para ele com um olhar de muita amizade e Pedro arrependeu-se. Chorou amargamente e continuou amigo de Jesus.

Uma vez, quando Jesus estava crucificado na cruz, pediu a Deus que perdoasse aos que o condenaram à morte, o torturaram e o pregaram na cruz. Disse: «Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem».
E perdoou também ao ladrão que estava crucificado à sua direita, dizendo: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso».

O nosso perdão

Vós já perdoastes a alguém? Quando?
Perdoar aos irmãos, aos colegas… as tristezas que às vezes nos dão…
E já alguma vez perdoaram? Quando?
O perdão dos vossos pais, dos professores, dos catequistas, dos amigos e colegas…

Aprendamos com Jesus a perdoar.
Não atiremos pedras a ninguém, pois também nós por vezes pecamos. Há palavras que ferem como pedras. É quando somos agressivos com os outros.
Se perdoarmos uns aos outros, Jesus também nos perdoará.
«Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido».
Vamos abrir sempre as portas do nosso perdão e perdoar sempre.


Acção de Graças

Senhor, ensina-nos a perdoar, como tu nos perdoas.

1- Quando explodem as desavenças e não nos entendemos.
2- Quando os insultos caem como pedras que ferem.
3- Quando as nossas palavras violentas são como bofetadas.

Senhor, ensina-nos a perdoar, como tu nos perdoas.

1- Quando sentimos um grande desejo de vingança.
2- Quando nos apetece difamar os outros, levantando calúnias.
3- Quando isolamos e pomos de parte os que nos fizeram mal.

Senhor, ensina-nos a perdoar, como tu nos perdoas.

1- Construiremos todos juntos
2- Um mundo de amigos
3- Um mundo onde cada qual pode viver feliz.

Senhor, ensina-nos a perdoar, como tu nos perdoas.


Levar para casa

Aqueles que encontram a Cristo, podem começar uma vida nova.
Com Cristo não há fontes secas, caminhos sem saída, recomeços impossíveis.
Que teríamos dito e feito à mulher adultera? Há pessoas que vivem marginalizadas porque foram julgadas e condenadas por aqueles que deviam ajudá-las.







smilie

terça-feira, 9 de março de 2010

IV Domingo da Quaresma



O pecado exclui, o amor reconcilia.
O perdão é a alegria de Deus: há mais alegria no céu por um só pecador que se converte…
Cada um de nós é o filho mais velho e o filho mais novo. Mas o mais esbanjador, pródigo, é o Pai, que nos ama sem medida: aquele de nós que se julga seu servidor fiel, descobre-se seu filho; aquele que se preparava para se ajoelhar, encontra-se entre os seus braços de Pai; aqueles que se julgam condenados, como os pecadores e pecadoras do Evangelho, maravilham-se com o acolhimento amigo, que Cristo lhes reserva. O Pai do céu tem pelos seus filhos o mesmo amor gratuito, o mesmo olhar de ternura, a mesma alegria do reencontro.
Ao longo desta quaresma, preparemos o nosso encontro com Deus, a nossa reconciliação com Ele, para vivermos dentro de dias, a alegria da Páscoa da ressurreição.

Evangelho Lc15, 1-3. 11-32


Fariseu 1 (Entra em cena com um colega) – Imagina. Esse Jesus foi hospedar-se em casa de um publicano.
Então ele não teme ficar impuro, contaminado?

Fariseu 2 – Há aqui nesta terra tantas famílias boas, puras, cumpridoras da Lei de Moisés, e esse tal Jesus vai sentar-se à mesa com um pecador público? Devia ser expulso desta cidade!

Jesus (ouve a conversa enquanto vai entrando e intervém) – Estais escandalizados com a minha atitude? Ficai a saber que são os doentes que necessitam de médico.
Eu vim para os doentes e necessitados de perdão e de paz.

Fariseu 1 e 2 – Explica-nos isso melhor.

Jesus – Então escutai.

(musica, desaparecem de cena, entra o narrador, um homem com o seu filho mais novo)

Pai – Que queres, meu querido filho?

Filho – Pai, hoje atingi a maioridade. Segundo a Lei tenho direito de dispor da minha herança.

Pai – Meu filho, decerto que és maior. Devo respeitar a tua vontade. Poderás vender os teus bens e fazer do dinheiro o que quiseres.

Filho – Dá-me então a herança que me pertence. Vou partir para o estrangeiro.

Pai – Tens aqui o documento. Com ele podes vender a tua herança. E que sejas feliz, meu filho!

(sai)


Filho – Adeus, pai. (saindo pelo corredor central) – Agora é que vai ser gozar a vida!

(esta acção narrada pode ser apresentada com diapositivos, desenhos pintados pelas crianças da catequese ou até mesmos apresentada em sombras chinesas)

Narrador – Este jovem vendeu tudo o que era dele e partiu para uma terra muito distante, onde gastou todo o dinheiro numa vida exagerada.
Quando já não tinha dinheiro, começou a ter necessidade. Foi pedir trabalho a um homem da região e ele mandou-o para os seus campos guardar porcos. Desejava encher o estômago mesmo com as bolotas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
Foi então que caiu em si e pensou: «Tantos trabalhadores do meu pai têm quanta comida querem, e eu estou aqui a morrer de fome. Vou mas é ter com o meu pai e digo-lhe: «Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já nem mereço ser teu filho, mas aceita-me como um dos teus trabalhadores».
Levantou-se e pôs-se a caminho da casa do pai.

Pai (entra em cena) – Que será feito do meu filho? Sem notícias dele há tanto tempo… Que desgosto a sua partida… Mas respeito a sua liberdade. Não o forçarei a vir para casa contra a sua vontade… Mas quem vem lá ao fundo? Parece o andar dele? Não há dúvida que é ele. Em que estado vem!

Filho (aparece ao fundo da sala e caminha, esfarrapado, em direcção ao palco) – Meu pai!

Pai (entra em cena e tem os braços abertos enquanto segue o caminhar do filho com o olhar. Ao aproximar-se, corre para ele e dá-lhe um grande abraço. Ficam assim durante alguns instantes) – Meu querido filho!

Filho – Daqui em diante, trata-me como um teu trabalhador…

Pai – Meu filho… Tu és sempre meu filho. Voltaste e esqueçamos o passado.
(bate as palmas, chegam dois empregados)
– E vós, que esperais? Trazei imediatamente a melhor túnica, as melhores sandálias e o anel da família. É uma ordem!
(entram e trazem imediatamente uma túnica, que vestem ao filho)


Filho – Pai, não mereço que me trates assim!

Pai – És o meu filho muito amado. E amar é perdoar. Vós, agora, ide preparar um banquete. Matai o vitelo mais gordo, contratai músicos. Vamos festejar o regresso do meu filho. (voltando-se para o filho)
- Que alegria reencontrar-te, meu filho!
(os dois saem da cena e ouve-se música de festa)


Narrador – E começaram os festejos. À tardinha, terminado o trabalho no campo o filho mais velho regressa a casa…

Irmão mais velho (entra em cena) – O que é que se passa em minha casa? Há música e danças!

Empregado 1 (entrando com flores) – Foi o teu irmão que regressou e o teu pai, feliz, quis festejar o regresso. Até mandou matar o vitelo mais gordo para o grande banquete.

Irmão mais velho – O quê? O meu irmão, a desonra da família, voltou? E o meu pai faz esta festa. É incrível! É revoltante! Não, não entrarei em casa.

Pai (ouve o filho mais velho e entrou sem ele dar por isso) – Então, meu filho! Que esperas para vir abraçar o teu irmão?

Irmão mais velho – Onde está a justiça? Há tantos anos que trabalho em casa, nunca te dei um desgosto. E tu nunca me deste um cabrito para comer com os meus amigos. Mas o teu filho chegou, ele que esbanjou toda a sua fortuna com mulheres de má vida, e tu fazes uma festa destas!

Pai – Meu querido filho, tu estás sempre comigo. Estás em tua casa e o que é meu é teu. Mas devias alegrar-te comigo, pois o teu irmão estava morto e voltou a viver, estava perdido e apareceu. Entra na festa.
(saem de cena)

Jesus – Vede, meus amigos, como é Deus Pai. É misericordioso e está disponível para perdoar durante as vinte e quatro horas do dia. É grande a sua alegria em perdoar. Vós, os que permaneceis fiéis, não fiqueis tristes com a sua alegria. Alegrai-vos em Deus.


Reflexão

Esta é uma parábola ou história inventada por Jesus.

Esse pai tão bom e misericordioso, que perdoa tanto, quem é?

É Deus. Não é um Deus vingativo e castigador.
É um Deus compreensivo e pronto a perdoar.
Quando pecamos e nos arrependemos, dá-nos sempre uma nova oportunidade para voltar-mos a tentar ser bons.
Gosta muito de nos ver felizes.

Esse filho que se afasta do pai e não encontra a felicidade, quem é?

Somos nós, sempre que pecamos.
Por vezes como esse filho mais novo, buscamos saciar a nossa sede de felicidade em esquecer Deus e ter muito dinheiro para gastar e gozar muito a vida.
Mas longe de Deus é impossível ser feliz.

Como o filho perdido e encontrado, sempre que pecarmos, corramos para Deus.
Ele perdoa-nos. Recebe-nos em sua casa. Muda o nosso coração de pedra, num coração de filho e de irmão.
Faz-nos felizes. Voltaremos a encontrar a alegria e a paz.


Acção de graças

Obrigado ó Pai. Guardai-nos no vosso amor.

Somos os vossos filhos pródigos, deixamos a vossa casa, ó Pai. Mas o vosso amor nos abre o caminho do regresso e nos acolheis como filhos vossos.

Obrigado ó Pai. Guardai-nos no vosso amor.

Somos os vossos filhos pródigos, fugimos para longe da vossa ternura, ó Pai. Mas vós correis ao nosso encontro, abris os braços e nos apertais contra o vosso coração.

Obrigado ó Pai. Guardai-nos no vosso amor.

Somos os vossos filhos pródigos, vestimos os farrapos do pecado, ó Pai. Mas vós nos revestis com o esplendor da vossa graça.

Obrigado ó Pai. Guardai-nos no vosso amor.

Somos os vossos filhos pródigos, vivemos nos laços do pecado, ó Pai. Mas vós partis as cadeias da nossa escravidão, pondo no nosso dedo o anel da nova Aliança.

Obrigado ó Pai. Guardai-nos no vosso amor.

Somos os vossos filhos pródigos, morrendo de fome, no país longínquo da miséria, ó Pai. Mas vós preparais-nos uma festa e saciais-nos com a vossa Eucaristia.

Obrigado ó Pai. Guardai-nos no vosso amor.

Somos os vossos filhos pródigos, tínhamos abraçado a mentira, amando a vaidade, ó Pai. Mas em vosso Filho, dai-nos o beijo do vosso perdão e nos abraçais como o melhor dos pais.

Obrigado ó Pai. Guardai-nos no vosso amor.

Pai de Jesus Cristo e fonte do Espírito Santo, estávamos mortos e nos fizestes voltar á vida, estávamos perdidos e nos encontrastes. Guardai-nos no vosso amor.


Levar para casa

A reconciliação e o perdão são experiências muito gratificantes.
Quem perdoa demonstra maturidade, generosidade, sensibilidade, coragem e amor de muitos quilates.
Um cristão verdadeiro nunca coloca condições para um perdão.
Um perdão com condições não é verdadeiro.
Sejamos generosos em perdoar e humildes ao aceitar o perdão.



























quarta-feira, 3 de março de 2010

III Domingo da Quaresma



Somos todos pecadores, todos precisamos de conversão.
A única diferença entre os pecadores, é que há alguns que reconhecem que Deus os continua a amar e que está pronto a perdoar-lhes: consideram-se pecadores amados por Deus.
Ele vem libertar-nos de todas as escravidões. Não nos deixemos escravizar pelo egoísmo e por tudo o que nos impede de ser felizes. Somos livres para amar.
Amor com amor se paga.
Apliquemos este provérbio à nossa vida.

Leitura do Livro do Êxodo (3, 1-8. 13-15)

Publico esta leitura em forma de narração.

(Uma luz vermelha faz de chama ardente e Moisés, de túnica branca, faz lentamente os gestos de se aproximar, escutar, descalçar as sandálias, prostrar-se.
Pode optar-se, simplesmente, por uma leitura dialogada).

Narrador – Naqueles dias, Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro. Ao levar o rebanho para além do deserto, chegou ao monte de Deus, o Horeb.
Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor, sob a forma de uma chama ardente no meio de um silvado. Viu que o silvado estava a arder, mas não se consumia.
Moisés disse:

Moisés – Vou aproximar-me, para ver tão assombroso espectáculo: porque motivo não se consome o silvado?

Deus (voz off) – Moisés! Moisés!

Moises – Aqui estou!

Deus (voz off) – Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos pés, que o lugar onde estás é terreno sagrado.

Moisés – Quem és tu?

Deus (voz off) – Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob.

Moisés – E que quereis de mim?

Deus (voz off) – Eu vi a situação humilhante do meu povo que está no Egipto. Conheço os seus sofrimentos. Desci para o livrar das mãos dos Egípcios e o levar desta terra para um excelente e vasto país onde correm leite e mel.

Moisés – Vou então ter com os filhos de Israel e dizer-lhes que o Deus de nossos pais me enviou. Se me perguntarem qual o Seu nome, que hei-de responder-lhes?

Deus (voz off) – Eu sou Aquele que sou. Será este o meu nome para sempre.


Reflexão

Eu vi…

Uma vez, Moisés foi guardar o rebanho do sogro. A um certo momento, viu uma grande chama a arder sem se apagar. E deste fogo saiu a voz de Deus.
- Moisés, Moisés! Descalça as sandálias que o lugar que pisas é sagrado.
Moisés não sabia bem quem lhe falava. Foi então que Deus disse:
- Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob. Eu vi como o povo de Israel sofre.
Vi as crianças recém-nascidas a serem mortas.
Vi os jovens e adultos no trabalhos forçados, a serem espancados.
Vi a fome e a miséria das famílias.
Decidi libertar o meu povo da escravidão do Egipto.

E foi assim que Moisés foi chamado para libertar o povo da escravidão do Egipto e o levar uma nova terra.
O nosso Deus é um Deus que vê, escuta, liberta, faz feliz.

Eu hoje vejo…

Hoje, o mesmo Deus de Moisés pode falar-nos a cada um de nós, em qualquer lugar, e dizer-nos algo de parecido ao que disse então a Moisés. Dir-nos-á:
- Eu sou o Deus que falou por Jesus Cristo. Ele veio para fazer de vós uma família de irmãos felizes. Mas eu vejo hoje coisas muito tristes.
Vejo crianças famintas, exploradas, abandonadas.
Vejo jovens deformados pela droga, pelo álcool e pela Sida.
Vejo famílias sem casa digna, sem pão, sem alegria.
Vejo tantas coisas que me comovem o coração.
Decidi libertar o meu povo de todas as escravidões.

E é assim que cada um de nós, nesta Quaresma, é convidado a ser solidário com quem não vive ainda com a dignidade humana a que tem direito.


Acção de Graças

(O refrão pode ser feito pelos catequistas ou pelo celebrante)

«Tudo o que fizerdes a estes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fazeis».

1- Senhor, quando é que te vimos com fome e te demos de comer?
2- Quando é que te vimos com sede e te demos de beber?

1- Quando é que te vimos sem casa e te abrimos a porta?
2- Quando é que te vimos sem roupa e te vestimos?

«Tudo o que fizerdes a estes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fazeis».

1- Quando é que te vimos doente e te fomos visitar?
2- Quando é que te vimos na prisão e te fomos ver?

1- Quando é que te vimos sem emprego e te demos trabalho?
2- Quando é que te vimos drogado e te libertamos do vício?

«Tudo o que fizerdes a estes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fazeis».

1- Quando é que te vimos rejeitado e te acolhemos?
2- Quando é que te vimos a precisar de ajuda e te demos a mão?

1- Quando é que te vimos na solidão e te fizemos companhia?
2- Quando é que te vimos a ser atacado e te fomos defender-te?

«Tudo o que fizerdes a estes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fazeis».

1- Quando é que te vimos a chorar e te enxugámos as lágrimas?
2- Quando é que vimos sem esperança e te demos alegria de viver?

«Tudo o que fizerdes a estes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fazeis».

E este é o jejum que nesta Quaresma agrada ao Senhor.


Levar para casa

Na paciência do seu amor, Deus nos propõe o caminho que leva a Ele; espera paciente que nos decidamos a tomá-lo.

Na bondade do seu amor, Deus caminha connosco; faz-se nosso guia e nosso alimento, para termos a força de chegar até Ele.

No partilhar do seu amor, Deus coloca no nosso caminho, uma multidão de irmãos, e nos convida a dar-lhes as mãos para juntos, caminharmos, mais alegremente, para a sua casa do Pai.





quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

I Domingo da Quaresma



Bons desejos todos temos.
Bons propósitos, sobretudo no começo da Quaresma, não faltam.
Mas nada disso consegue mudar o nosso coração, a nossa vida.
Vamos decidir uma vez por todas, a deixar Deus agir em nós, à sua vontade.
E veremos que o fogo, que em nós está apagado, Ele o acenderá; que toda a velhice que nos paralisa, ele a rejuvenescerá; o que está torto na nossa vida, Ele o endireitará; o que jaz por terra, Ele o levantará; o que está morto, Ele o fará viver. Então tudo será diferente, até o nosso pecado, Ele fará motivo de vida renovada.

Antes da Pascoa, a Igreja convida-nos a prepararmos durante a Quaresma, tempo «forte» de conversão, a renunciar a todo o mal e a viver como cristãos felizes.

Evangelho (Lc 4,1-13)

Reflexão

As tentações de Jesus

Jesus esteve no deserto durante quarenta dias onde foi tentado pelo demónio. Foram três as tentações.
Será que Ele resistiu a todas?...

1- Qual foi a primeira tentação?

Mudar as pedras em pão.
Se Jesus tinha fome e era filho de Deus, por que é que não fazia um milagre a seu favor, mudando as pedras do deserto em saboroso pão?
Jesus é tentado, na sua relação com as coisas, a ter uma vida sem dificuldades a vencer, sem ser preciso trabalhar, sem ser necessário fazer esforços e cansar-se.

Que respondeu Jesus?
Nem só de pão vive o homem.

2- Qual foi a segunda tentação?

Ter muito poder.
Se Jesus era o Filho de Deus, por que é que não se assemelhava aos grandes deste mundo, dono de muitas riquezas, com muitos empregados a servi-lo?
Jesus é tentado, na sua relação com as pessoas, a dominar, a humilhar, a subjugar as pessoas, em vez de estar para servir e para dar a vida por toda a gente.

Que respondeu Jesus?
Ao Senhor teu Deus, é que hás-de adorar.

3- Qual foi a terceira tentação?

Ter muita fama.
O tentador disse-lhe que se atirasse da torre abaixo, porque Deus, se é verdade que o ama, mandaria os seus anjos para o ampararem. Seria um espectáculo.
Jesus é tentado na sua relação com Deus, a manipulá-lo, a exigir que faça a sua vontade. O querer que Deus faça um milagre só para ele, Jesus, se tornar famoso.

Que respondeu Jesus?
Não tentarás o Senhor, teu Deus.


Acção de Graças

Também nós hoje somos tentados de muitas e variadas formas. Na maneira como nos servimos dos bens deste mundo, na maneira como tratamos os outros, na maneira como nos relacionamos com Deus.
E quais são as tentações?

(dois jovens um vestido de negro, faz de tentador e o outro, vestido de branco, faz de cristão resistente. É um dialogo entre o «homem velho» e o «homem novo».
Entre cada tentação, uma pequena pausa ou algum acorde musical)


1- Jovem, por que é que não pensas em curtir a vida, em divertir-te? Serás feliz.
2- Nem só de diversões vive o homem. Não chegam para saciar a nossa sede de felicidade. Precisamos da Palavra de Deus.

1- Jovem, por que é que não pensas em ser muito rico? Toda a gente procura a felicidade no dinheiro.
2- Não se pode servir a dois senhores: ou se serve a Deus ou ao dinheiro. Prefiro servir a Deus, que é a minha riqueza.

1- Jovem, por que é que não te preocupas apenas pelos teus interesses, ignorando os outros? Assim viverás mais comodamente.
2- Recebi de Jesus, como mandamento novo, que amasse os outros como ele nos amou, isto é, amar até dar a vida. Amar, dá felicidade.

1- Jovem, por que é que hás-de gastar tempo a rezar? É um tempo gasto inutilmente, que podes ocupar noutras coisas.
2- Jesus diz-nos que devemos rezar sem desfalecer. A oração para nós não é perda de tempo mas tempo forte que dá força, coragem, esperança, paz.

1- Jovem, por que é que te interessas tanto pelas crianças pobres que andam na rua, pelos emigrantes que são explorados, pelos que sofrem injustiças? Deixa isso para os governantes. Não compliques a vida.
2- Sei que, no fim da vida, seremos julgados pelo que fizemos aos outros. Felizes, nesse dia, os que partilharem o pão, que acolheram os abandonados, que defenderam os fracos, que trabalharam pela justiça e pela paz.

Será cada um de nós a escolher. Ou o caminho do bem ou o caminho do mal. Felizes os que optarem pela Palavra de Jesus, porque saborearão a alegria da Páscoa.
Jejuar, nesta Quaresma, é escolher o caminho do bem. Mesmo que seja difícil. Mesmo que seja preciso ir contra a corrente.
Há alguma coisa de belo que não custe esforço?


Levar para casa

A verdadeira Quaresma não é viver na tristeza; mas, é encontrar o sabor do essencial e viver feliz.
A verdadeira Quaresma não é desprezar as alegrias e os prazeres legítimos da vida; mas é aprender a agradecer a Deus, por tudo o que nos dá.
A verdadeira Quaresma não é arrastar-se com o saco e a cinza; mas é a alegria de se encontrar, face a face, com Deus na nudez do nosso pecado, e implorar o manto da sua graça e do seu perdão.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Baptismo de Jesus


«Baptismo» quer dizer «imersão».
O baptismo é sinal da morte e ressurreição de Jesus.
Celebrando o baptismo de Jesus, recordamos o nosso baptismo, pelo qual ficamos unidos a Cristo.
Com o sacramento do baptismo inicia-se a vida cristã e entra-se a fazer parte da Igreja.

Evangelho (Lc 3,15-16.21-22)

Reflexão

Imaginai João Baptista junto do rio Jordão. Muita gente a escutá-lo.
A um certo momento, ele vê Jesus ao longe, a aproximar-se, aponta com o braço e diz:
- Olhai. Está a chegar quem é maior do que eu. Eu vim apenas preparar a sua vinda. Agora que ele chegou, vou retirar-me. Ele é que é importante.
Jesus chega e diz-lhe:
- João quero que me baptizes também a mim.
E João responde:
- Eu não sou digno sequer de te desatar as correias das sandálias. Mas faça-se a tua vontade.

A este baptismo de Jesus, juntou-se também o Espírito Santo e Deus Pai.

O Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma de pomba, pois Jesus vinha para proclamar a Boa Nova da paz.

Deus Pai falou, para dizer: «Este é o Meu Filho muito amado».
Uma apresentação oficial, para que todos escutassem e seguissem Jesus.

No dia do nosso baptismo estavam presentes também as três pessoas.
Fomos baptizados em nome do PAI e do FILHO e do ESPIRITO SANTO.

Acção de Graças

(A recitar por jovens ou catequistas enquanto outras crianças apresentam uma cartolina com a imagem referente ao texto).

Senhor, transforma o meu Coração, tão desejoso de possuir muitas coisas e de me isolar no meu individualismo.
Dá-me um coração novo.

Senhor, transforma o meu Olhar, tão apressado a julgar os outros, segundo as aparências e preconceitos.
Dá-me uns olhos novos.

Senhor, transforma as minhas Palavras, tão pouco correctas e ofensivas, e por vezes semeadoras de mentiras.
Dá-me umas palavras novas.

Senhor, transforma os nossos Ouvidos, tão surdos em escutar os nossos irmãos, e surdos em escutar o Evangelho.
Dá-nos uns ouvidos novos.

Senhor, transforma as minhas Mãos, tão fechadas e sem força para ajudar, incapazes de fazer um gesto de bondade.
Dá-nos umas mãos novas.

(No final as crianças com os cartazes afirmam numa só voz…)

Vamos viver à altura de Jesus, como prometemos no nosso baptismo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus


Começamos um novo ano civil.
Desejamos a todos familiares e amigos e quem encontramos na rua um feliz Ano Novo e com certeza ate fazemos acompanhar estas palavras com algum gesto cordial e com bons votos e boas intenções.
No entanto, ao princípio de qualquer novo projecto, surgem dúvidas e interrogações: seremos capazes de viver este ano de uma maneira melhor que o anterior? Cumprir-se-ão as expectativas que temos? Será que andaremos para trás?...

Maria acolheu a palavra do Senhor. Ela é a mãe de Jesus, filho único de Deus. É também a mãe da Igreja e a rainha da paz.

Vamos começar uma nova etapa e oxalá saibamos vivê-la como viveu Nossa Senhora, isto é, atentos ao Espírito, a fim de encararmos com responsabilidade os desafios que pela frente vamos encontrar ao longo do novo ano.

Evangelho (Lc 2,16-21)

Reflexão

Hoje reflectimos sobre o Natal, à luz da Maternidade divina de Maria. Festejamos Nossa Senhora porque nos deu seu Filho, o Deus-conossco, o maior gesto de bênção que alguma vez comoveu a história humana. Como indica o Evangelho, Maria viveu a sua maternidade numa atitude de contemplação: “Maria fixava todas estas palavras e pensava nelas no íntimo do coração”.
A Maternidade divina de Maria é a festa mais antiga de todas as festas marianas. Desde o início, vemos a Mãe e o filho em profunda comunhão de vida e de missão. Maria, Mãe de Deus, é o título que origina e dá sentido a todos os outros títulos que damos a Nossa Senhora, sendo o principal e até o preferido pelos textos bíblicos que falam de Maria.

Hoje também celebramos o dia mundial da paz. A paz é o melhor da vida porque faz que à nossa volta girem todos os outros valores. Ela é uma tarefa pessoal e comunitária ao mesmo tempo.
Cada ano é uma oportunidade brindada generosamente para melhorarmos a vida.
- Cada ano é um desafio: encaremo-lo.
- Cada ano é novo e diferente: valorizemo-lo. Descubramos a surpresa de cada momento.
- Cada ano é tempo de graça: celebremo-lo como um mistério.

Acção de Graças

(Vai aparecendo crianças, tendo cada qual uma cartolina com o nome de cada mês do ano. Um leitor vai comunicando a mensagem referente a cada mês do ano).

Janeiro
Tempo para crescer na confiança em Deus, porque o seu amor é como uma chama ardente que nunca se apaga.

Fevereiro
Tempo para ser valente quando se caminha no deserto, e são mais os espinhos na vida que as rosas.

Março
Tempo para captar a música do Evangelho de Jesus e fazer brotar no nosso coração a Primavera de Deus.

Abril
Tempo para descobrir o que cada um dos nossos irmãos tem de bom e apreciar as suas boas qualidades.

Maio
Tempo para ter mais carinho e doçura com os familiares, especialmente por aqueles que nos deram a vida

Junho
Tempo para projectar raios de muita esperança e luz onde existe o desespero e a escuridão.

Julho
Tempo para abrir as nossas mãos com generosidade para partilhar o que temos com os outros.

Agosto
Tempo para crescer na verdade e dizer «sim, sim; não, não»

Setembro
Tempo para dar frutos de vida nova, vivendo como homens novos.

Outubro
Tempo para pôr a render os nossos talentos, preparando um futuro melhor para a humanidade.

Novembro
Tempo para acreditar que a vida é mais forte que a morte e o amor mais forte que o egoísmo.

Dezembro
Tempo para viver em mais fraternidade e mais paz, porque Deus é Amor.

Final

Neste início do ano novo, voltemo-nos para Maria de Nazaré, mãe de Jesus. Que tenhamos os seus mesmos sentimentos e atitudes. Que, como ela, permaneçamos abertos à esperança ao longo dos dias, mesmo dos mais cinzentos, na certeza de que Jesus caminha connosco.
Rezemos-lhe:
Ave Maria, cheia de graça…


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009





Natal (Ano C)

Jesus veio ao mundo para ser luz que ilumina a todo o homem.
Com o seu nascimento, cumpre-se as palavras dos profetas.
Somos convidados a estar alegres.

Evangelho (Jo 1,1-18)

Reflexão

Jesus nasce na pobreza e no abandono. N’Ele, Deus aproxima-se da nossa história e oferece-nos a Sua misericórdia, a Sua salvação. Em Jesus a nossa humanidade sabe-se inundada pelo mistério de Deus, pela luz de Deus, pela bondade de Deus.
Celebrar esta festa é proclamar ainda que é possível a esperança: que o mundo vive uma nova juventude. No menino de Belém reconhecemos o Senhor. Na verdade, é mais que um profeta. Partilha connosco a humanidade mais genuína. Partilha com Deus a glória que nos ilumina, nos eleva e diviniza.
Ele é o Senhor da nossa existência.


Oração do Natal

Menino Jesus, nesta Noite de Natal,
Quero dizer-Te obrigado: pelos amigos, pela família,
Pelos presentes, pela festa pela alegria do Teu nascimento.
Quero pedir-Te: por todos os que ainda não Te conhecem, pelos que não têm liberdade: para Te falar (rezar), para Te acolher, para viverem a alegria da Tua presença.
A todos, Jesus, dá o alimento de que precisam,
a paz e a alegria, e uma família que os acolha e ame.

Porque Tu, Jesus és:
PERDÃO
ALEGRIA
PAZ
AMOR!



Celebra a alegria de uma nova vinda de Jesus

• Em família, canta um cântico a Jesus ou reza uma oração conhecida (por exemplo o Pai-Nosso).

• Partilha com os vizinhos, ou alguém a viver sozinho, a alegria do nascimento de Jesus

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009





4º Domingo Advento

O Verbo de Deus faz-se homem no ventre de Maria. Por meio dele, Deus renova a aliança com a humanidade.
Começa um tempo novo.

Evangelho (Lc 1,39-47)


Reflexão

Quem se entregou mais a Deus, sempre desprezando as banalidades? Maria de Nazaré acreditou e acolheu a vontade de Deus tornando-se, assim, Mãe de Jesus.
Este Evangelho apresenta-nos uma bem-aventurança:
“Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que foi dito da parte do Senhor”.
Deus pede-nos confiança e humildade para seguirmos o exemplo de Maria, e assim nos CONSAGRAR no Seu Amor.


Oração da Semana

Ó Deus, Pai de Jesus, e nosso Pai, nós Te agradecemos porque puseste o Teu olhar em Maria e a tornaste Mãe de Jesus, pela sua confiança em Ti e pelo seu SIM decidido.
Ela é o nosso modelo.
Dá-nos também a simplicidade de Maria, a sua atenção e disponibilidade aos outros, para sabermos mudar em nós, aquilo que nos impede de Te acolher.
Esperamos os amigos que nos vêem visitar.
Preparámos tudo para a sua vinda: a mesa da festa, os presentes…
Hoje, Senhor, Tu também vens como outrora a casa de Isabel.
Hoje, Senhor, vens como um amigo, habitar em minha casa!
Corro ao Teu encontro!
À semelhança do sacerdote que Te faz presente no altar, dá-nos a alegria de Te receber e anunciar a todos os que nos rodeiam.


Para Realizar

Tenta não pensar tanto em ti próprio, pensa em Deus e nos outros.

• Em férias, com a família e amigos, constrói o presépio.
• Junto ao presépio, reza por todos os que não conhecem Jesus e, por isso, não têm Natal.

• Guarda um dos teus presentes para o oferecer a quem não tem nenhum.

• Reza a oração proposta.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009





3º Domingo Advento

Deus quer habitar no meio de nós.
Expressemos a nossa alegria pela vinda de Jesus e respondamos a este amor com obras concretas de caridade fraterna.

Evangelho (Lc 3,10-18)

Reflexão

A figura de João Baptista é fascinante.
A sua pregação, rompia as ilusões, abria o coração dos que o escutavam à vontade da mudança. O interessante do seu discurso é anunciar Alguém que vai chegar.
João Baptista aponta-nos o caminho a percorrer: se por um lado ele nos recomenda “não exerçais violência sobre ninguém, não denuncieis injustamente e contentai-vos com o vosso soldo”, ou seja, superar a tentação da violência e do egoísmo, por outro, ele nos chama a partilhar com o próximo: “Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e para quem tem mantimentos faça o mesmo”.
Vamos deixar-nos GUIAR por esta mensagem tão clara que João Baptista nos deixou.
Porque não segui-la para que possamos acolher da melhor maneira Jesus nos nossos corações?


Oração da Semana

Senhor, tens mil razões para Te desconsolares connosco:
Porque nós, nas nossas ilusões, destruímos um pouco mais cada dia as riquezas que nos entregaste.
O ódio e a violência parecem superar o amor e a fraternidade.
Apesar de tudo, ainda acreditas em nós.
Senhor, também terias mil motivos para desesperar de mim.
Iludido, nem sempre faço o que queres.
Obrigado pela Tua paciência comigo
e pelos sacerdotes que pões no meu caminho,
que me ajudam a voltar as costas às minhas ilusões ;
a resistir ao meu egoísmo, a escolher o oposto à minha preguiça, a fazer felizes aqueles que me rodeiam.


Para Realizar

Ajuda alguém no seu caminho. Partilha com alguém um pouco do que tens para dar:

• Na escola, muda um mau comportamento;

• Imagina e descreve como gostarias que fosse a tua família para receber Jesus com alegria e em festa;
• Na catequese, colabora com os colegas e catequistas para criar um ambiente acolhedor para receber Jesus.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009




2º Domingo Advento

É preciso preparar o Natal de Jesus com a oração e a conversão, sem esquecer as razões da nossa esperança: Jesus é o nosso Salvador

Evangelho (Lc 3,1-6)

Reflexão

A pessoa não se identifica com as suas conquistas.
Estas tantas vezes geram ruídos que impedem o nosso coração de escutar.
A liturgia do 2º Domingo do Advento, apresenta-nos a figura de João Baptista. Estamos acostumados a ouvir o seu grito: “Preparai o caminho do Senhor e endireitai as suas veredas.”
Não são os caminhos do deserto que têm de endireitar-se, são sim os costumes e os hábitos…
Mudar de atitudes é a condição imprescindível para que o Senhor se torne visível.
A Sua vinda à nossa história é sempre gratuita, mas nunca pode ser insignificante, por isso há que a ANUNCIAR.


Oração da Semana

Convidas-nos, Senhor,
A retirar os obstáculos
Que nos impedem de chegar a Ti.
Para isso, queremos afastar os ruídos da inveja,
As pedras do rancor,
Os sons de violência, com palavras de perdão.
Destruir as nossas zangas com gestos de paz.
E aplanar as nossas fúrias,
Com os ventos da nossa bondade.
Queremos o som do Teu perdão,
Por meio do sacerdote,
No Sacramento da Reconciliação,
Que nos limpa dos pecados. Ámen.


Para Realizar

Aceita o convite de Jesus e prepara o seu caminho:

• Fala de Jesus a um colega, professor ou amigo;

• Faz um desenho ou procura um texto para trocar com os colegas da catequese e, se possível, fala dele;

• Lê em família o Evangelho do Domingo Lc 3, 1-6, e descobre o que devemos mudar para acolher Jesus.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

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1º Domingo do Advento


Hoje começa o novo ano litúrgico que se inicia com o tempo do Advento. É um tempo de espera e de conversão, preparando o nascimento de Jesus e a sua vinda no final dos tempos.

Evangelho (Lc 21,25-28.34-36)

Reflexão

O Evangelho fala-nos da esperança dos cristãos e convida-nos a olhar o futuro. Não anuncia um mundo de destruição. Ao descrever desta forma o futuro, quer revelar-nos as limitações do homem e de todas as suas conquistas e progressos. Tudo é relativo… nada se pode considerar perfeito... tudo é vazio.
Descobrimos que no centro deste Domingo, está a frase:
“Hão-de ver o Filho do Homem vir numa nuvem com grande poder e glória”.
Por um lado, «Filho do Homem» expressa a humanidade e a humildade de Jesus; por outro lado, a «nuvem» é símbolo do mistério de divindade que n’Ele se revela.
O homem foi criado com liberdade e é chamado a sonhar e a alcançar essa mesma liberdade interior.
Só assim poderá SERVIR.


Oração da Semana

Quiseste, Senhor, fazer-Te um de nós.
Para nos ensinar,
Para seres nosso modelo,
Para nos indicares o caminho do Amor.
Quando vens a nossa casa, Jesus, quantas mudanças!
Àquele que é rejeitado, Tu o acolhes!
Àquele que está a sofrer, tu o acalmas!
Àquele que está mal, Tu o levantas!
Àquele que anda perdido, Tu o procuras!
Àquele que está doente, Tu o curas!
Àquele que tem fome e sede, Tu o sacias!
Àquele que está com medo, Tu o sossegas!
Ajuda-nos, Senhor, como ajudas os sacerdotes a servir, acolhendo o irmão. Ámen


Para Realizar

Faz alguém ver que a sua vida faz sentido:

• Escreve uma mensagem (em catequese, em família ou com um colega) e envia-a a um ou vários doentes que conheças ou ate mesmo para um lar;

• Reza todos os dias sozinho ou em família a qualquer hora do dia a oração proposta em cima;

• Ajuda nos TPC um colega em dificuldade.
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